Edição Fevereiro/2006

CONCENTRAÇÃO
O assunto do ano é a 18ª Copa do Mundo, partindo dessa questão a Revista Vida&Arte apresenta uma matéria especial que aborda algumas curiosidades da Alemanha, como as 12 cidades-sede dos jogos, e traz também vários tipos de pacotes turísticos para quem deseja acompanhar tudo de perto. “Show de bola” é o tema do editorial de moda desta edição. O ensaio fotográfico traz grandes achados das liquidações de verão, como roupas e acessórios que continuarão em alta na estação outono-inverno. Os óculos também seguem o estilo da moda-verão, saiba quais os modelos que mais combinam com o formato do seu rosto na matéria “Invista”. Você sabia que a atividade física garante mais qualidade de vida para quem já passou dos 60 anos? “Saúde não tem idade” é o tema abordado na editoria de esporte. Conheça alguns avós que dão show de vitalidade e beleza.

Boa Leitura!


SIMPLES, BONITO E VERSÁTIL
Por Ana Carolina Buissa


Apesar do preconceito que ainda sofre, o piso de cimento queimado conquista cada vez mais espaço nos projetos arquitetônicos

A idéia de que piso de cimento queimado é uma opção barata, rústica e de durabilidade duvidosa já ficou ultrapassada. Isso, pelo menos para quem sabe trabalhar de forma correta com esse tipo de revestimento e está sempre atento às novidades do mercado de construção.
Geralmente feito na própria obra, esse piso é composto, basicamente, por uma mistura de cimento branco ou normal e pó xadrez ou pó de mármore para dar cor. Essa mistura, ou nata, é aplicada sobre o contrapiso e depois é feita a “queima”, que é o alisamento da massa executado com uma desempenadeira. Depois de seco, o ideal é passar um verniz ou seladora, que devem ser testadas antes, pois podem amarelar o piso.
Habituado a trabalhar com o cimento queimado em seus projetos comerciais e residenciais, o arquiteto Fernando Roma conta que algumas pessoas ainda têm medo de usar esse piso por achar que o resultado final não vai ficar tão bonito e que logo vão aparecer trincas e rachaduras. Segundo o profissional, a resistência desse material só fica comprometida se o processo não for feito de forma correta, por mão-de-obra especializada. “O mais importante é o contrapiso, que deve ser de concreto, com malha de ferro e estar perfeito, nivelado e sem trincas. Além disso, é recomendável o uso de juntas de dilatação nas áreas de afunilamento”, diz ele. Quanto à estética, Fernando lembra que o resultado depende também da criatividade. Composições com materiais mais nobres, como pastilhas de vidro e de cerâmica, garantem um visual mais sofisticado. Madeira, lajotas e pedras portuguesas também ficam lindas quando arrematam ou dividem espaço com o cimento queimado que, com um tratamento final bem feito, pode ser utilizado também em paredes e bancadas de ambientes externos e internos.
Uma prova da versatilidade e beleza desse piso é o projeto de um restaurante em Rio Preto, assinado pela arquiteta Vanessa Fontes, que uniu cimento queimado e ladrilhos hidráulicos para criar uma atmosfera que lembrasse as antigas vilas italianas. Entre os cuidados para executar essa composição, Vanessa cita a utilização de juntas de dilatação a cada área de 1,20m x 1,30m e a impermeabilização do ladrilho, que foi colocado sobre o contrapiso e recebeu duas mãos de resina e duas de cera acrílica antes da aplicação do cimento. Para completar a ambientação, a arquiteta escolheu mobiliário em imbuia, paredes de tijolos à vista e luminárias feitas com folhas de bananeira.
Vanessa lembra ainda que o cimento queimado é um material que dilata muito, principalmente em áreas externas. Por isso, as juntas de dilatação são importantes. Ela sugere pesquisar bastante antes de contratar a mão-de-obra e compor sempre com outros materiais para conseguir um visual diferente e personalizado. “Sabendo trabalhar, esse material combina com tudo”, finaliza.
Segundo os dois profissionais, o custo de um piso bem feito, com garantia de 10 anos, fica em torno de R$ 30 o metro quadrado.

POLIMÉRICO
A procura pelo piso de cimento queimado tem crescido tanto que, hoje em dia, já existe o piso de cimento queimado polimérico, que é industrializado e vem pronto, em kits. Fabricado pela empresa NS Brazil, que trouxe a tecnologia dos Estados Unidos, o kit do cimento polimérico é composto por uma argamassa à base de cimento branco estrutural - que leva pó de mármore, pó de quartzo e areia branca rolada – adesivo CM-Forte, um polímero metacrílico que torna a argamassa mais aderente, flexível e menos suscetível a rachaduras, e o Hiper 409, um impermeabilizante acrílico.
De acordo com Newton Carvalho Jr., diretor de negócios da NS, o piso de cimento polimérico tem apenas 4mm de espessura e pode ser aplicado – por profissionais especializados em acabamentos - sobre pisos antigos, evitando o quebra-quebra. A alta tecnologia do produto o torna mais resistente, com menos chance de fissuras, e garante uniformidade no tom escolhido (são 25 opções de cor). Esse piso sai por R$ 34 o metro quadrado.


Apenas 3hs para secar
Autosec. Esse é o nome da grande novidade no mercado de revestimentos. Feito a base de microcimento com tecnologia auto-secante, o produto usa aditivos de nanotecnologia e não necessita de juntas de dilação, pois não expande, não contrai e não apresenta rachaduras.
Disponível em 20 cores e com apenas 2mm de espessura, o Autosec tem uma secagem rápida. Em menos de três horas é possível caminhar sobre a área aplicada.
Feito a base de Limestone - que proporciona um acabamento nobre, monolítico, ultra liso e com nuances de marmorização, esse produto - lançamento da NS Brazil - pode ser aplicado em áreas internas ou externas, móveis, bancadas e sobre qualquer substrato, como contrapisos, cerâmicas, mármores, pedras naturais, pastilhas, paviflex, paredes e tetos.
O ideal é que seja aplicado por profissionais que lidam com desempenadeira, como pintores, gesseiros e pedreiros de acabamento.

Serviço:

- Estudio Roma - Arquiteto Fernando Roma – (17) 3231-9992, estudioroma@terra.com.br
- Arquiteta Vanessa Fontes – (17) 3222-5421/ 8111-0003
- NS Brazil – (11) 5677-9667, www.nsbrazil.com.br

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