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Paisagismo
Palmeiras ficam bem dentro e fora de casa
São José do Rio Preto, 21 de março de 2004
  Rubens Cardia  
A opção por um jardim repleto de palmeiras, espécies resistentes a temperaturas tropicais

Leda Nascimento

Para que o jardim de sua casa fique sempre bonito, consulte um paisagista ou pesquisador de plantas. Mas se a verba estiver curta aprenda a cuidar você mesmo do seu canteiro, observando as condições climáticas da região, sistemas de irrigação e aplicação de adubos. A opção por um jardim repleto de palmeiras, espécies resistentes a temperaturas tropicais (típicas da região noroeste paulista), é acertada para quem não quer enfrentar problemas de perda de mudas agredidas pelo sol. O produtor rural Jesus Manuel Alonso Gerez, pesquisador de palmeiras há mais de 15 anos e dono de empresa de paisagismo em Rio Preto, diz que o segredo para o desenvolvimento de uma planta, principalmente se for de espécie rara, é mantê-la sob a vigilância dos olhos.

“Em meu viveiro tenho um espaço que chamo de minilaboratório. É onde crio as plantas debaixo de minha vista. Aqui estudo as sementes, acompanho a germinação para repassá-las à ala de pega de muda e só depois as transplanto”, diz o produtor rural. O transplante é uma técnica usada para replantar uma muda de um pequeno saco plástico para um recipiente maior, quando ela já está com a raiz protegida por um torrão de terra. Palmeiras do tipo phoenix robeline, tamareira anã, imperial, mascarena (ou barriga de coca-cola), corifa e a pré-histórica cica revoluta, são espécies que se ajustam ao transplante. As vantagens é que suportam as características do solo e do calor de Rio Preto e das cidades circunvizinhas.

Sombra
Mas nada impede de se ter uma espécie da família das palmáceas plantada dentro de um imóvel ou jardim de inverno. Nessa linha, figuram as palmeiras rafis e a licuala. A segunda tem versões para sombra e sol. A diferença é que a licuala resistente a locais quentes tem folhas-leques bem abertas, enquanto a versão para áreas amenas ou interiores é mais fechada. Gerez afirma que antes de executar um projeto de paisagismo orienta sua equipe, encabeçada por um agrônomo, a especificar as variantes de plantas traçando um perfil do habitat das espécies convenientes ao ambiente. As plantas exigem podas regulares, água para enraizar e desenvolver porte adulto, reforço periódico de substratos (adubos) e controle sistemático de pragas com orientação de um profissional da área de agronomia para dosagem de produtos químicos. “Costumo dizer que jardim é um investimento a longo prazo, pois a maior parte das palmeiras ou árvores ornamentais leva de cinco a dez anos para atingir um porte mediano”, diz Gerez.

Ele calcula em R$ 500 um jardim simples composto por mudas de pequeno porte. Com R$ 5 mil, dá para fazer um paisagismo médio e acima desta cifra são os projetos ditos ousados com espécies já em porte adulto. Como as palmeiras se resumem aos tons verdes e amarelados, mesclá-las a outros tipos de flores é uma dica de quem entende de paisagismo quando a intenção é formar um jardim colorido e alegre. As exóticas strelizias, as ravenalas, a mussaenda e a ixória cabem aos ambientes ensolarados. Já o lírio da paz é uma alternativa para áreas de pouca luz natural. As plantas que se formam em touceiras como o pândanos (que lembra um pé de abacaxi, mas em tamanho gigante), também são apreciadas nos projetos de jardinagem com exposição ao sol. Para a beleza das plantas de um modo geral é fundamental fazer a poda das folhas amarelas e secas (sempre de baixo para cima). A poda também é importante para as plantas que requerem um formato redondo ou quadrado como a eugênia e o buxinho. Um cuidado essencial é não afetar as folhas flechas (brotos pontiagudos que nascem no meio dos galhos formados).

A rara corifa e sua floração
A palmeira corifa, de nome científico Corypha umbraculifera L, pode ser o carro-chefe das espécies cultivadas pelo produtor rural Jesus Manuel Alonso Gerez. Ele pôs à venda seu atual viveiro rio-pretense para em breve desbravar terras no Norte do País. A intenção é se tornar produtor nacional desta espécie rara de palmeira. Nativa da Índia, a corifa é de grande porte, chega a 25 metros de altura e copa com mais de 12 metros de diâmetro. A gigantesca planta ornamental tem florescimento uma única vez na vida entre os 40 e 70 anos, estágio que chega ao ápice de sua beleza e fica condenada à morte. O interesse pela planta rústica e de vida solitária surgiu em 1997, quando Gerez iniciou pesquisa in loco de um exemplar da palmeira, em uma residência na Redentora, em Rio Preto.

“Não sabia sequer o nome da palmeira, mas sua envergadura me chamou atenção”, diz Gerez, que de dezembro de 2000 a setembro do ano seguinte, acompanhou o processo de floração e emissão de frutos da imensa corifa até ela agonizar. “Percebi que quanto mais flores ela soltava, mais as folhas caíam. Até que o cacho de frutos se abriu e de repente ela morreu. Foram mais de 100 mil sementes. Colhi umas 30 mil e fui procurar informações sobre a palmeira na literatura botânica”, diz Gerez. Passados mais de dois anos, o viveiro de Gerez exibe centenas de mudas das sementes da velha palmeira. São ainda “filhotes” e com menos de um metro de altura, mas o produtor aposta nas corifas para abrir um negócio especializado em algum Estado do Norte. “Lá a terra é mais barata e ideal para cuidar de plantas de grande porte. Em breve, quero me tornar referência nacional na produção da corifa”, afirma.

Flores ajudam a colorir fachada
A empresária Angélica Casaroti fez questão de ter plantas dentro e fora de sua casa, recém-construída em um condomínio na zona sul de Rio Preto. Com ajuda de um paisagista, ela escolheu mini-ixórias vermelhas para colorir a fachada, palmeiras phoenix e cica. No interior do imóvel, um jardim com lírios da paz é o canto preferido da neta da empresária, Beatriz, 3 anos. “Ter verde em casa traz alegria e paz”, diz Angélica, que uma vez por mês recebe a visita de um jardineiro para cuidar dos seus jardins. “Não adianta só ter as plantas é importante também que elas estejam cuidadas”, afirma.

Serviço:
Produtor rural e pesquisador de plantas ornamentais Jesus Manual Alonso Gerez - Fone (17) 3216-2999

Palmeiras:


Para sol:

>> Corypha umbraculifera L (corifa)
:: Palmeira de grande porte, de 20 a 25 metros de altura e copa com mais de 12 metros de diâmetro. Nativa da Índia e Sri Lanka, as folhas chegam a 5 metros de comprimento. O florescimento ocorre uma única vez, geralmente entre os 40 e 70 anos, podendo atingir até 6 metros de comprimento e ela morre após a inflorescência. Um conjunto famoso dessas palmeiras fica nos jardins do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro

>> Cycas revoluta (cica ou palmeira-sagu)
:: Tronco de até 3 metros, ramificado com coroa de lâminas rijas e longas. Originária da China, do Japão e Indonésia. Resiste a climas de temperaturas negativas a altas tropicais. Multiplica-se por bulbilhos que aparecem ao longo do caule. Suas folhas são usadas em arranjos florais

Para sombra:

>> Rhapis humilis (rafis ou ráfia)
:: Caules múltiplos, verdes e eretos, revestidos de tecido fibroso marrom entremeada a nós que a assemelha a um bambu. Atinge de 1,5 a 2,5 metros de altura e 2 centímetros de diâmetro. Originária da China. Ideal para vasos e jardins. Deve ser exposta à meia-sombra

>> Licuala peltata (redonda)
:: Caule simples, ocasionalmente múltiplo, formando touceira rala com remanescentes da base das folhas que lembram um leque com pecíolos longos e espinhos nas margens. Emite frutos pequenos, globosos de cor vermelha quando maduros. Originária da Índia, Burma, Tailândia e Bangladesh. O cultivo é restrito a regiões tropicais úmidas ou sobre proteção de estufas, sempre à meia-sombra. Ótima para vaso. Chega a 5 metros de altura

Fontes - As plantas tropicais de R. Burle Marx, Palmeiras no Brasil, Editora Plantarum
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