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Entre os exportadores, o grande destaque continua sendo Catanduva, que atingiu a cifra de US$ 685,1 milhões
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Mesmo com as importações quase dobrando, a balança comercial de 42 municípios da região Noroeste paulista fechou com superávit de US$ 2,32 bilhões (equivalentes a R$ 4,14 bilhões, ao câmbio comercial de ontem) no ano passado, o que representa uma alta de 8,3% em relação a 2010, quando fechou em US$ 2,14 bilhões. É o que revelam os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O desempenho regional representa 7,7% do saldo da balança comercial nacional, que fechou o ano passado em US$ 29,79 bilhões. As exportações no País somaram US$ 256 bilhões e as importações totalizaram US$ 226 bilhões. As exportações dos 42 municípios totalizaram US$ 2,59 bilhões no ano passado, o que representa uma alta de 13,7% na comparação com o volume de 2010, US$ 2,28 bilhões. Os principais produtos regionais vendidos a países como Rússia, Bélgica e Belurus continuam sendo commodities, como carne bovina, suco de laranja e açúcar. Outros itens que estão na carteira são produtos ortopédicos, mel e mudas de plantas.
As importações totalizaram US$ 274,8 milhões no ano passado, contra US$ 140,9 milhões registradas no ano anterior, o que representa uma alta de 95% nesta comparação. Entre os produtos importados por empresas da região destacam-se partes para construção, máquinas e ferramentas e produtos químicos.
Câmbio segura exportações
O diretor da Vogel, Luiz Garcia, afirma que o mercado regional se tornou mais importador do que exportador em função do dólar baixo e do aquecimento do mercado interno, que seguram as exportações. “Vejo um panorama positivo para 2012, uma vez que várias empresas estão renovando seu parque industrial, baixando ainda mais seu custo de produção o que refletirá nas exportações, caso o cenário mundial consiga ultrapassar esta crise.”
Segundo Garcia, as notícias econômicas desfavoráveis no cenário mundial têm assustado os empresários, que preferem vender no Brasil mesmo. O despachante aduaneiro Paulo Narcizo Rodrigues, da Caribbean Express, afirma que a tendência é de aumento ainda maior das exportações, pois os empresários que estão importando hoje continuarão e outros buscarão as oportunidades desse mercado. “Essa situação pode ser comprovada com o número de missões e caravanas de empresários de Rio Preto e região em direção às feiras na China, ao passo que não temos missões para nossos produtos.”
Segundo Rodrigues, desde 2008 Rio Preto vem perdendo espaço no cenário internacional no que diz respeito às exportações e ganhando espaço nas importações. “Isso se deve ao maior conhecimento dos empresários, que encontraram na importação uma forma rentável de negócios, principalmente com produtos chineses e com máquinas e equipamentos.” Segundo a despachante aduaneira Yvanna Garcia, da Multiways, os destaques da região estão todos em produtos oriundos do agronegócio, como açúcar, carne e frutas, que salvaram a balança comercial regional. “
Justamente porque a concorrência mundial é menor. É quase uma missão ao Brasil produzir alimentos, mas acho que boa parte poderia sair daqui industrializados, para agregar mão de obra e valor e ajudar nossa indústria”, disse. Yvanna afirma que as perspectivas são otimistas. “Devemos manter esta linha de grandes exportadores de alimentos e importadores de matérias-primas e devemos ter um aumento de, no mínimo, 20% no saldo da balança”.
Catanduva é líder em vendas
Entre os exportadores, o grande destaque continua sendo Catanduva, que atingiu a cifra de US$ 685,1 milhões. O volume é diluído entre suco de laranja (US$ 275,3 milhões), açúcar (US$ 178,4 milhões) e café solúvel (US$ 59,1 milhões). Os maiores compradores dos produtos são: Bélgica, Estados Unidos e China. Quem mais vende para o exterior é a Citrovita, com US$ 363,8 milhões, seguida pela Usina São Domingos, com US$ 111,5 milhões) e pela NG Bioenergia, com US$ 81,0 milhões exportados no ano passado.
Em Barretos, a carne bovina domina a carteira exportadora, com US$ 370 milhões, entre carne desossada congelada, fresca e conservas. Os países que mais compram esses produtos são Rússia, com US$ 186,8 milhões, Hong Kong, com US$ 32,7 milhões, e Itália, com US$ 31,5 milhões. Os maiores exportadores são Minerva (US$ 339,5 milhões), JBS (US$ 68,4 milhões) e Minerva Dawn Farms (US$ 12,1 milhões).
Bebedouro, além de ser destaque entre os municípios importadores, figura entre os três maiores exportadores da região. Do total de US$ 266,2 milhões exportados, US$ 237 são relativos ao suco de laranja. O mel aparece em seguida, com US$ 9,6 milhões. Os maiores compradores são Bélgica (US$ 203,2 milhões), Estados Unidos (US$ 18,9 milhões) e Japão (US$ 15 milhões). As três maiores empresas exportadoras da cidade são Coibra-Frutesp, com US$ 255,1 milhões), Apidouro Comercial, com US$ 9,6 milhões e Delta, com US$ 1,2 milhões.
Rio Preto importa mais
Rio Preto é a cidade que mais importa em toda a região, tanto que a balança comercial fechou com déficit de US$ 30 milhões em 2011. Foram importados US$ 48,4 milhões e exportados US$ 18,3 milhões em 2011. Houve aumento de 17,7% nas importações em relação a 2010. O maior número de compras no exterior é de chapas, barras e outras partes de alumínio, destinadas à construção (US$ 7 milhões). Máquinas e ferramentas a laser respondem por US$ 3,7 milhões. Em seguida, aparece a compra de fluoreto de hidrogênio, com US$ 1,75 milhão.
O país campeão em vendas para Rio Preto é a China, com US$ 24,3 milhões, seguido pelos Estados Unidos (US$ 5,9 milhões) e Suíça (US$ 3,7 milhões). O levantamento do Ministério revela ainda que a Facchini é a maior importadora da cidade, com US$ 14,1 milhões. Em seguida, a Projeto Alumínio, com US$ 7,7 milhões, e a Braile Biomédica, com US$ 1,7 milhão.
Exportações
As exportações de Rio Preto totalizaram US$ 18,3 milhões, o que representa uma queda de 59% em relação ao total de 2010, quando foram vendidos US$ US$ 44,7 milhões. As maiores vendas foram de miudezas comestíveis de bovinos, com US$ 6,7 milhões, seguidas por aparelhos ortopédicos (US$ 2,2 milhão) e mudas de plantas ornamentais (US$ 1,7 milhão). Os maiores compradores são Hong Kong, Estados Unidos e Holanda.
Olímpia compra US$ 44 mi
Além de Rio Preto, outra cidade que se destaca em importações é Olímpia, que totalizou US$ 44,7 milhões em importações. Desse volume, US$ 43,1 milhões são de álcool etílico. Em seguida, aparecem partes de máquinas, com US$ 426,4 mil e outros tipos de polietilenos, com US$ 378 mil. Os maiores fornecedores são Estados Unidos, Itália e Alemanha. As maiores empresas importadoras são Guarani (US$ 43,2 milhões), Italcabos (US$ 1,3 milhão) e Kimberlit (US$ 189,9 mil).
Bebedouro também se destaca nas importações, com US$ 43,4 milhões. Os maiores vendedores são Rússia (US$ 25,5 milhões), Canadá (US$ 8,8 milhões) e Belarus (US$ 3,3 milhões). As compras se concentram em produtos químicos, como cloretos de potássio (US$ 18,8 milhões), nitrato de amônio (US$ 18,7 milhões) e ureia (US$ 2,9 milhões). A maior importadora da cidade é a empresa Fertilizantes Heringer, com US$ 42,3 milhões. Em seguida, aparece a Agroindústria Coinbra-Frutesp, com US$ 335,3 mil, e a BTK Martelos Hidráulicos, com US$ 199,3 mil.
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