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Justiça
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São José do Rio Preto, 10 de Abril, 2010 - 1:22
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Médico pede suspensão de remédio contra a dengue
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Sérgio Menezes
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Renan Marino: que é contra o uso do paracetamol contra dengue
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O médico homeopata e professor da Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto) Renan Marino entrou com representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o Ministério da Saúde pedindo a suspensão imediata do tratamento com paracetamol em pacientes com dengue. O medicamento é distribuído aos Estados pelo Ministério da Saúde junto com soro fisiológico e sais de reidratação para o tratamento dos casos de dengue clássica na rede pública.
“É flagrante a defasagem do protocolo do Ministério da Saúde que insiste em indicar o paracetamol nos casos de dengue, droga com maior potencial lesivo ao fígado em uso atualmente no mundo”, diz o médico, que relaciona o uso do paracetamol ao crescimento das complicações hemorrágicas e óbitos. Ele alega no documento, protocolado ontem que a continuidade da indicação do medicamento é um fato grave e despropositado, que fere o bom senso e a lógica científica.
O médico aponta na representação uma série de questões sobre o paracetamol e sua indicação no tratamento da doença e pede a suspensão imediata, no mínimo pelo período em que seja possível um maior aprofundamento no estudo dos pontos levantados, segundo ele, embasados em observações clínicas, estudos e literatura nacional e internacional.
“Esta medida representará sem dúvida o maior programa de redução de danos e mortes por dengue já realizado em nosso país nos últimos 30 anos”, diz o homeopata, que desenvolveu o medicamento homeopático Proden, fabricado pelo laboratório Almeida Prado e indicado para auxiliar no tratamento dos sintomas da dengue. Segundo ele, um estudo realizado em 2007 mostrou que em 80% dos casos o medicamento abrevia a duração dos sintomas e evita quadros hemorrágicos.
O coordenador do Programa Nacional de Controle de Dengue, Giovanini Coelho, disse que o Brasil segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que tem um protocolo para pacientes com dengue e se baseia na necessidade de hidratação e do uso de analgésicos. “É absolutamente seguro se utilizado dentro das recomendações e indicações, mas as pessoas têm todo o direito de questionar”, afirmou.
Na representação, Marino alega que existe um falso conceito da eficácia e segurança da droga, fortalecido pelo “marketing agressivo da Janssem-Cilag, marca detentora da patente do princípio ativo, conhecido pelo nome fantasia Tylenol”.
A assessoria de imprensa do MPF informou que a representação foi recebida, mas que ainda não foi designado um procurador para analisar o caso, que poderá abrir procedimento administrativo se considerar que há fundamento e que é de competência federal.
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COMENTÁRIOS
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beatriz antonieta lopes
postado em
22/08/2010
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Parabéns ao Doutor Renan Marino pela ação desenvolvida! Estava me sentindo sozinha lutando contra este e outros absurdos que envolvem a DENGUE! Se mais pessoas agissem assim tenho certeza que haveria alguma mudança! Mas, lamentávelmente, nosso Brasil é assim mesmo: Quantas famílias perderam pessoas queridas, para a DENGUE e para este 'veneno' chamado Paracetamol/Tyllenol? e ficam assim, apáticos, não reagem? Procurem o Ministério Público, denunciem! Alguém está faturando alto com esta desgraça de mosquito e com a venda deste 'remédio'! O pior: Tem pessoas que usam este remédio como vacina,
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