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Barretos
São José do Rio Preto, 26 de Abril, 2013 - 3:00
Máfia do Asfalto pagou R$ 240 mil a ex-prefeito

Rita Magalhães e Rodrigo Lima

Reprodução
Grampos da PF apontam que valor teria sido pago em parcelas a Emanoel Mariano de Carvalho (PTB)
Escutas telefônicas da Polícia Federal apontam que o Grupo Scamatti teria pago R$ 240 mil “a título de propina” ao então prefeito de Barretos Emanoel Mariano Carvalho (PTB) no final do ano passado. A servidora Silvana Aparecida Ferreira Costa, chefe do setor de licitações, e o ex-secretário de governo e gestão estratégia Guilherme Montanari também teriam recebido R$ 15 mil e R$ 20 mil, respectivamente, da apelidada “Máfia do Asfalto.”

O relatório da PF não especifica qual teria sido o motivo da suposta propina. Empresas do Grupo Scamatti ganharam cerca de R$ 26 milhões em licitações em Barretos na gestão de Emanoel (veja texto neste página). A propina ao prefeito teria sido negociada diretamente por Olívio Scamatti, apontado como o chefe do esquema.

O valor de R$ 240 mil teria sido pago em parcelas. “(...) Sendo que já havia sido pago R$ 200 mil e que faltavam R$ 40 mil que seriam entregue por Nenê (pelo funcionário Valdovir Gonçalves) naquele dia 21/12/2012”, diz trecho do relatório. Os policiais federais apuraram que o pagamento da última parcela gerou uma tremenda discussão entre Olívio e os assessores do prefeito.

A briga teria ocorrido porque o empresário teria mandado pagar apenas R$ 25 mil dos R$ 40 mil que faltavam. O dinheiro destinado ao prefeito de Barretos, segundo a PF, teria sido entregue ao ex-secretário de governo Guilherme Montanari, às 16h30 de 21 de dezembro de 2012, em frente à Igreja. Já a secretária Silvana, segundo a PF, recebeu a propina às 17h30 daquele mesmo dia em frente ao Posto Ipiranga próximo a uma rodovia (veja quadro ao lado).

No dia 1º de fevereiro deste ano, Silvana voltou a cair no grampo autorizado da PF. As interceptações indicam que a servidora se encontrou com Olívio naquele mesmo dia no aeroporto da cidade. Logo após o encontro, ela envia uma mensagem (e-mail) ao empresário agradecendo o “presente” que ele deixou para ela no porta luvas do carro.

“Olívio, porque não me avisa que deixou um presente no meu carro? Empurrou o banco e achei que o porta luva tinha ‘abrido’ (...) conhecer as pessoas de perto e sentir como realmente são... (...) Bom, enfim, obrigada e tenha um ótimo fim de semana. Abraços , diz a mensagem.

Testa de ferro

Entre as gravações captadas pelas investigações do Ministério Público Estadual entre janeiro a março deste ano, os promotores destacaram o pagamento de R$ 30 mil e R$ 20 mil de propina aos prefeitos de Palestina e Neves Paulista em troca da aprovação de projeto de desdobro de loteamento do Grupo Scamatti. Em ambos os casos, a propina foi entregue a assessores diretos dos prefeitos.

No caso de Palestina, os diálogos mostram que o “acerto” foi fechado entre Betão (Humberto Tonani Neto) e o advogado Silvio Roberto Seixas Rego, assessor do prefeito Fernando Luiz Semedo (PP). Foi também o advogado quem teria recebido o pagamento da propina diretamente das mãos de Jair Émerson da Silva, no dia 5 de março, segundo diligências coordenadas pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Situação idêntica teria acontecido com a Prefeitura de Neves Paulista. O Grupo Scamatti aguardava a assinatura do prefeito em um pedido de aprovação de um loteamento no município para construção de casas populares que seriam financiadas pela Caixa Econômica Federal.

Após vários contatos telefônicos, troca de mensagens e encontros pessoais entre o lobista Gilberto da Silva, o Formiga, Betão, o prefeito de Neves Paulista Octávio Martins Garcia Filho (DEM), o Tavinho, e o advogado Bruno Brandimarte del Rio, assessor do prefeito. O pagamento dos R$ 20 mil de propina foi entregue por Jair no escritório de Bruno no mesmo dia do pagamento ilícito em Mirassol, apontou o Gaeco.

Envolvidos negam as acusações

O ex-prefeito de Barretos Emanuel Mariano Carvalho (PTB) nega com veemência que tenha recebido dinheiro ou presente de Olívio Scamatti. “A única coisa que teve é que ele arrumou dinheiro para nossa campanha. Nessas gravações aí tem a minha voz? Será que tem alguém usando o meu nome?”, questionou ontem Carvalho.

O ex-prefeito disse não saber informar qual foi o valor que Olívio Scamatti destinou à campanha eleitoral porque todas as “tratativas” eram realizadas pelo secretário de governo, Guilherme Montanari. “Ele era o responsável pela captação de recursos”, afirmou.

De acordo com Carvalho, a empresa Scamatti & Seller venceu duas licitações durante sua gestão na Prefeitura de Barretos. Os dois contratos são de fevereiro do ano passado. “São duas obras do PAC - canalização do rio, orçado em R$ 11 milhões e o tratamento de água, no valor de R$ 15 milhões.”

Ao ser informado de que a PF aponta locais, data e horário que o valor da propina foi pago, o prefeito reiterou que só encontrou Olívio “uma única vez na vida: no dia da assinatura do contrato.” O Diário tentou localizar Guilherme Montanari, mas não conseguiu. Segundo o ex-prefeito de Barretos, Guilherme “sumiu” entre os dias 20 e 22 de dezembro do ano passado. “Me deixou com um monte de pepino na mão”.

A servidora Silvana Aparecida Ferreira Costa não foi localizada na Prefeitura de Barretos. Segundo a assessoria de imprensa do município, a funcionária está afastada do cargo desde o dia 9 de abril, data em que a Operação Fratelli foi deflagrada. Na data, ela foi ouvida pela Polícia Federal e, em seguida, pediu afastamento médico. Após a licença de saúde, tirou férias.

O advogado de Olívio Scamatti, Alberto Zacharias Toron, disse que não comentaria o caso porque o principal são os pedidos de habeas corpus de seu cliente. O advogado Sílvio Roberto Seixas Rego negou ter recebido propina. “O prefeito de Palestina nunca pediu dinheiro para aprovar o loteamento. Não teve pedido de dinheiro e entrega de dinheiro para ninguém”, disse Rego, que considerou a denúncia uma “leviandade”.

“Para afirmar uma coisa dessa tem de ter provas. Não fizemos nada de errado. Não agimos com má-fé em Palestina”.O advogado Bruno Brandimarte Del Rio disse que “desconhece” a acusação de que recebeu dinheiro. Ele negou irregularidade envolvendo recebimento de dinheiro na prefeitura de Neves Paulista.

Edvaldo Santos
Scamatti ganharam a liberdade na noite de ontem após liminar
Justiça liberta quatro irmãos Scamatti

O Tribunal Regional Federal (TRF-3) revogou ontem a prisão de quatro dos cinco irmãos Scamatti - Dorival, Édson, Mauro e Pedro - presos por conta do desfecho da operação “Fratelli” deflagrada no início deste mês. Maria Augusta Seller Scamatti, mulher de Olívio Scamatti, apontado como chefe da “Máfia do Asfalto”, também foi liberada. Dos 13 presos no início da operação, só Olívio continua detido.

Os quatro irmãos estavam recolhidos no Centro de Detenção Provisória (CDP) desde a última terça-feira, quando se entregaram na delegacia da Polícia Federal de Rio Preto, justamente, após ter pedidos de habeas corpus negado pelo próprio TRF-3. Maria Augusta estava na cadeia feminina de General Salgado. O lobista Gilberto da Silva, o Zé Formiga, também foi solto ontem.

Todos são alvos de ação penal proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) de Jales acusados pelos crimes de fraude em licitação, formação de quadrilha e falsidade ideológica cometidos em licitação na prefeitura de Auriflama em 2010.






Edvaldo Santos
Ao ser solto, um dos empresários corre para entrar em seu carro


Em relação a Olívio Scamatti, o advogado Alberto Zacharias Toron deverá ingressar com novo pedido de habeas corpus junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

Outros integrantes do suposto esquema criminoso montado para fraudar licitações em prefeituras na região de Rio Preto já tinham sido soltos na última terça-feira. Foram soltos Humberto Tonani Neto, Valdovir Gonçalves, Ilso Donizetti Dominical, Luiz Carlos Seller, Osvaldo Ferreira Filho e Jair Emerson da Silva.

“Constatou-se, nas investigações policiais que antecederam à Operação Fratelli, que os acusados montaram e atuaram dentro de uma sofisticada e complexa organização voltada para a prática delituosa. A interceptação telefônica levada a cabo através de autorização judicial e amplamente mencionada pelo Ministério Público Federal, em sua inicial, deixa bem clara toda essa situação”, afirmou Mesquita sobre a investigação feita em conjunto pelo MPF, pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e Polícia Federal.

Em relação a ação proposta pelo procurador da República de Jales, Thiago Lacerda Nobre, existe a suspeita de fraude em licitações envolvendo recursos federais liberados pelo Ministério das Cidades ou Ministério do Turismo. Nobre investigou duas licitações carta convite feitas em 2010 pela prefeitura de Auriflama, quando o município era administrado pelo ex-prefeito José Jacinto Alves Filho, o Zé prego. Ele foi um dos 19 denunciados à Justiça pelo MPF.






Edvaldo Santos
Outro envolvido também deixou CDP com cabeça coberta
Restrição


Gilberto da Silva, Jair Emerson Silva, Ilso Donizeti Dominical, Luiz Carlos Seller, Valdovir Gonçalves, Humberto Tonani Neto e Osvaldo Ferreira Filho, já assinaram termo de comparecimento mensal perante a juíza da 1ª Vara Federal de Jales, Andréia Fernandes Ono. O grupo também não podem mudar de residência sem permissão ou se ausentar de sua residência por mais de oito dias sem comunicar o lugar onde será encontrado.















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Fonte: Colaborou: Heitor Mazzoco
 
     
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