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Poluição
São José do Rio Preto, 14 de Julho, 2011 - 1:47
Incêndio deixa ar pior que o de Cubatão

Elen Valereto

Hamilton Pavam
Fumaça que cobre o céu de Rio Preto desde domingo causa irritação das vias aéreas superiores
O incêndio causado no ponto de apoio no bairro Gonzaga de Campos, em Rio Preto, atingiu índices de poluição superiores aos do distrito de Parisi, em Cubatão, cidade sinônimo de poluição no Estado de São Paulo. A fumaça deixou o ar da cidade com nível considerado “mau” entre a noite e madrugada de domingo e de segunda-feira - índices 251 e 241, respectivamente.

A poluição em Cubatão é resultado dos resíduos produzidos pelas diversas empresas que atuam no ramo petroquímico. O incêndio, que teve início no domingo, foi controlado ontem pelo Corpo de Bombeiros e Prefeitura e foram necessários cerca de 250 mil litros de água para conter as chamas. O índice ideal, segundo site da Cetesb, é que seja registrado até 50 nanogramas de partículas por metro cúbico.

Entre 51 e 100 é regular; 101 e 199, inadequado; 200 e 299, má; e acima de 299, péssimo. Para o professor voluntário da Unesp, Arif Cais, esses índices de poluentes são preocupantes, pois se igualam ao registrado em uma das cidades mais poluídas do País. “O local onde foi o incêndio é reincidente, e é necessário tomar providências urgentes para dar um fim nesse problema e melhorar o ar que a população respira”, diz.

As partículas de cinzas e fuligem da fumaça podem causar irritação às vias aéreas superiores, agravar doenças respiratórias, como bronquite e asma e até provocar sangramentos no nariz, de acordo com a otorrinolaringologista Vivian Wiiakmann, de Rio Preto. “Essa suspensão de partículas no ar geram essa irritabilidade. O ideal seria deixar as vias bem umedecidas com soro fisiológico, tomar bastante líquido e deixar os ambientes da casa molhados, passando pano, sem varrer.”

Crianças e idosos são as principais vítimas das irritações pela fumaça, pois são mais sensíveis, explica Vivian. “A época do ano já é seca, mas a fumaça pode agravar os sintomas de pessoas mais suscetíveis”, diz. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Parque Industrial e a UBS da Família do Gonzaga mantiveram o número de atendimentos de pacientes com sintomas de doenças respiratórias - de cinco a 14 por dia.

Advertência

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) deu uma advertência à Secretaria de Serviços Gerais pela queimada e solicitou medidas para evitar novos incêndios. “Pedimos para que fosse colocada vigilância e o acesso de pessoas restringido ao local. Galhos lá depositados também deverão ser retirados com maior frequência”, diz o gerente da agência da Cetesb em Rio Preto, José Benites de Oliveira.

Acesso por rua de terra será fechado

O secretário de Serviços Gerais de Rio Preto Paulo Pauléra informou que providenciará imediatamente o fechamento de uma pequena rua de terra paralela aos trilhos da linha férrea, próxima ao ponto de apoio no bairro Gonzaga de Campos. A decisão acata a solicitação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) de dificultar o acesso de pessoas estranhas ao local.

Ele diz ainda que irá designar um guarda para ficar à disposição durante 24 horas no local, a partir da próxima segunda-feira. “A rua de terra será interrompida, pois não tem nenhuma finalidade ali naquele local. Essa medida ajudará a evitar a presença de pessoas mal intencionadas ou descuidadas, que possam dar início a incêndios no depósito de galhos”, diz. “Só vamos aguardar a limpeza de toda a área para colocar o guarda 24 horas no local”, informa.

Pauléra conta que o depósito estava há três meses com acúmulo de material, pois houve a quebra de um acordo com o Ambulatório de Especialidades Médicas (AME), administrado pelo Lar de Jaci. O secretário explica que a secretaria doava para a entidade o material que era enviado para uma usina. No entanto, a usina foi vendida a um grupo francês que perdeu o interesse de continuar o recolhimento.

Para resolver a situação, Pauléra pretende comprar uma máquina para triturar os galhos e madeiras depositados no ponto. A proposta para a destinação final dos materiais depositados no ponto de apoio deverá ser discutida em uma reunião, hoje, com o prefeito Valdomiro Lopes. “A ideia é comprar uma picadeira de grande capacidade. Assim, poderemos triturar esse material no próprio depósito e transformá-lo em composto orgânico, o que vai solucionar o problema.

 
     
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