Reportagem do Diário ontem revelou que o governo federal pretende investir neste ano R$ 276 milhões em 77 municípios da região de Rio Preto. O valor é referente a recursos incluídos na peça orçamentária pelo Executivo e pelo Legislativo, por meio das emendas parlamentares. Entre as obras e investimentos previstos há conquistas importantíssimas para região, como a chegada da ferrovia Norte-Sul (R$ 95,7 milhões), estruturação do Hospital do Câncer de Barretos (R$ 69,7 milhões) e a duplicação do trecho urbano da BR-153 em Rio Preto (R$ 55 milhões). Há também, no orçamento, várias outras prioridades para os municípios da região, como a estruturação da rede de serviços de atenção básica de saúde, melhorias de sistemas públicos de abastecimento de água, construção de trevo, incentivo ao turismo e apoio aos pequenos produtores. A peça orçamentária, porém, é apenas uma previsão de gastos do governo, que pode ser concretizada de acordo com os recursos disponíveis em caixa e - mais importante - segundo a vontade política. Não há a mínima garantia que um centavo sequer desses R$ 276 milhões será efetivamente aplicado.
É nessa hora que os parlamentares que representam a nossa região no Congresso Nacional, em conjunto com prefeitos e outras autoridades, devem fazer valer a força política. A inclusão da verba no orçamento é, sem dúvida, uma etapa imprescindível para que a região seja contemplada com recursos federais. Porém, é apenas o primeiro passo, que não chegará a lugar nenhum se não houver empenho político. Exemplo disso é a duplicação do trecho urbano da BR-153, que foi incluída no orçamento da União no ano passado mas continua apenas no papel. Há questões técnicas que estão longe de ser apenas detalhes e devem ser contempladas para que os projetos sejam viabilizados. Porém, é preciso mostrar força política junto aos ministérios, especialmente em relação a grandes projetos - que, obviamente, são os que mais trazem impacto à região. Nessa hora, não interessa cor partidária, orientação ideológica ou credo político. É necessária a união de esforços para o desenvolvimento regional. A viabilização dos R$ 276 milhões previstos no orçamento será uma prova de fogo sobretudo aos deputados eleitos pela região. Vai confirmar o prestígio - ou falta dele - em Brasília.
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