Não há dúvida de que os núcleos educacionais construídos pelo prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes, são obras valiosas e verdadeiros presentes para as crianças da periferia, principalmente as que vivem em loteamentos clandestinos, onde são privadas de quase tudo. Com cara e estrutura de escola particular, o complexo educacional é rico em espaço, serviços e decoração. Não é qualquer escola pública ou particular que oferece piscina, sala multiuso, sala de informática e quadra poliesportiva em espaços arejados e bonitos. Se funcionar como prometido, em tempo integral com atividades esportivas múltiplas, aulas de artes e reforço escolar, esses núcleos vão ser a salvação da criançada. Além de tirá-las da rua, onde ficam expostas a situações de risco de toda sorte, como drogas e aliciamento de traficantes, esses espaços vão prepará-las para um futuro melhor, oferecendo-lhes educação e lazer. Esse será o segundo e maior desafio do prefeito Valdomiro e da secretária da Educação, Telma Vieira. O mais difícil, com certeza, não foi erguer e mobiliar os prédios. Claro, o prefeito teve a brilhante ideia e iniciativa política, mas foi a condição financeira do município que permitiu a execução do projeto.
O trabalho mais árduo será encontrar profissionais capacitados e entusiasmados para comprar a ideia revolucionária do projeto. Belo edifício e piscina gigante não educam e não modificam a vida de ninguém. Somente educadores comprometidos, que acreditam de verdade no poder de transformação da educação, conseguem lapidar crianças, mesmo as provenientes de lares desestruturados, e prepará-las para enfrentar a vida futura. Vale acreditar que o objetivo desses núcleos é oferecer uma educação de qualidade, diferenciada. Como as Escolas Técnicas Estaduais (Etecs), projeto do governo paulista, que sempre se classificam entre as melhores avaliadas do Estado. Valdomiro pecou num ponto até agora: abriu as portas dos núcleos para crianças de 0 a 10 anos sem que as obras estivessem completamente acabadas. Diga-se de passagem, obras que estão atrasadas. Ontem, o Diário esteve nos núcleos e flagrou, como era de se esperar, crianças no meio do canteiro de obras, sob andaimes e zanzando entre os pedreiros. Qualquer pessoa ajuizada sabe que essa mistura não combina. Uma só fatalidade num desses espaços já será suficiente para acabar com o brilho do projeto e a alegria da gestão Valdomiro. Como diz o velho dito popular: a prevenção é o melhor remédio. Urge, portanto, que essas obras sejam isoladas e protegidas para o bem de todos: crianças, pais. professores e prefeito.
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