Mais que simplesmente quantificar, os números servem como referência para planejar o futuro. É o caso da constatação de que Rio Preto registrou, no ano passado, 20,7 mil veículos novos emplacados no município, de acordo com informações divulgadas pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). São milhares de veículos de passeio, motos, comerciais leves, caminhões e ônibus que passam a disputar cada centímetro de rua na cidade e cada vaga de estacionamento. É um número que chama a atenção, diante da realidade de um município que encerrou o ano passado com uma frota de 303,4 mil unidades, segundo dados disponibilizados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A quantidade de veículos emplacados em Rio Preto em 2011 é equivalente ao total da frota de um município como Novo Horizonte. A estatística permite concluir que, no ano passado, o trânsito de Rio Preto recebeu em média 1,7 mil veículos novos por mês, ou 56 unidades por dia. Este crescimento, apontam os economistas, tem um lado bastante positivo: é fruto do aumento da renda das famílias e empresas que, somado às facilidades de crédito, proporciona o expressivo consumo de bens de alto custo, como um veículo zero quilômetro.
Mas, como uma moeda, a realidade tem outra face, a da violência. Também no ano passado, Rio Preto foi palco de um sem número de acidentes, que produziram 52 mortes e ferimentos em 4.297 pessoas, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). Sem dúvida, o crescimento da frota rodante contribui para esta triste estatística. Daí a importância dos números. Sem eles, é difícil identificar a realidade atual e suas necessidades. A quantidade anual de emplacamentos e sua aceleração (o resultado de 2011 foi 3,8% superior ao ano anterior) indicam a importância de se administrar e planejar o trânsito de Rio Preto a curto, médio e longo prazos. São ações que exigem competência e transparência para que o município não enfrente o colapso, como hoje acontece em grandes centros brasileiros. Ao mesmo tempo, é fundamental o incremento de políticas de educação no trânsito que promovam o respeito às leis e a cordialidade entre condutores, passageiros e pedestres. Este aspecto é essencial para que o desenvolvimento do município não seja antagônico ao respeito à vida. Os números estão aí. Eles indicam a importância do poder público e demais agentes da sociedade trabalharem para que o futuro seja bom para todos.
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