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São José do Rio Preto, 29 de Julho, 2010 - 1:52
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Acima do Bem e do Mal
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O deputado federal Paulo Maluf (PP), em mais um arroubo de arrogância, disse na última terça-feira que “só Deus” iria tirá-lo da vida pública. A afirmação foi feita em resposta à iniciativa da Procuradoria Regional Eleitoral de pedir a impugnação da sua candidatura com base na Lei da Ficha Limpa. De acordo com a Procuradoria, Maluf foi enquadrado como “ficha-suja” por possuir condenação de improbidade. Em abril, o Tribunal de Justiça (TJ) considerou o deputado culpado por participar em um esquema de superfaturamento na compra de frangos no período em que era prefeito de São Paulo (o “frangogate”). A Lei da Ficha Limpa prevê que está inelegível o político que possuir condenação por improbidade em segunda instância - que é justamente o caso de Maluf. O parlamentar, que havia sido inocentado em primeira instância, diz que houve “divergência” no julgamento do TJ e defende que é inocente. Já seu advogado afirma que Maluf não pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa porque não ficou comprovado que houve dolo e enriquecimento ilícito no episódio. Não se discute neste espaço a culpa ou a inocência, mas a reação do deputado como se ele fosse uma pessoa acima do Bem e do Mal - atitude típica de quem dá uma banana para as instituições. Para ele, de nada valem as leis, o Judiciário, o eleitor: apenas Deus teria a capacidade de impedir sua reeleição.
Para a população pouco interessa o futuro acerto de contas entre Maluf e o Criador. O que importa, aqui e agora, são os supostos crimes que ele cometeu enquanto gestor de recursos públicos. Não será invocando Deus que vai escapar de dar satisfação à Justiça Eleitoral. Chega a ser cômico o papelão encenado por agentes públicos que, na iminência de qualquer revés político ou jurídico, apelam a deuses e orixás na tentativa de um último suspiro. Esse apego a forças sobrenaturais chega a ser quase uma confissão de culpa. Queiram eles ou não, estão todos submetidos às leis dos homens. E dentre essas leis, a da Ficha Limpa é uma das mais notáveis e benéficas à sociedade. A Procuradoria pediu a impugnação da candidatura de Maluf e quem vai analisar o caso é o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Um conselho ao dr. Paulo Maluf: o melhor que ele tem a fazer é tentar provar que é inocente e deixar Deus fora disso. Certamente o Todo-Poderoso não ficaria muito feliz ao ser envolvido nesta barafunda toda.
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COMENTÁRIOS
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Paulo Renesto Gouveia Netto
postado em
29/07/2010
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Temos candidatos por aqui que mereceriam um editorial como este.Tem contas a acertar com a justiça como caso da novacon---corr~encia. Acertaram com a justiça pro aki falta a maioral, mas se nos enganam agora não teremos jeito depois, pois continuam nocargo. pau neles já.
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Basílio José de Almeida Neto
postado em
29/07/2010
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O Maluf diz que somente Deus impedirá sua candidatura, por ter inventado a criatura Pitta para a nossa política se acha no direito de pedir uma piscadinha para o grande criador ou por ter criado o Pitta se considera um criador, isto para não falar em PauliPetro, fusca para os jogadores de futebol, Águas Espraiadas, piscinões, filhos da ditadura, Maluf e filhos, Governo militar etc ... Quando Maluf disse que o dinheiro que estava no exterior não era dele, José Simão disse que era verdade, o dinheiro era nosso, agora, Maluf disse que só Deus vai impedir a sua candidatura, mais uma vez ele tem razão, Deus vai impedir sim, afinal a voz do povo é a voz de Deus.
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