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São José do Rio Preto, 28 de Julho, 2010 - 1:59
Assassinato e fuga


A Polícia Civil de Monte Aprazível e a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto têm pela frente o desafio de esclarecer, o quanto antes, o cruel assassinato da taxista Cleuza dos Santos Andreta, 28 anos. A mulher foi morta a pancadas na noite de sábado por um suposto passageiro. Aparentemente sem armas, o homicida a teria matado com as próprias mãos, com fortes pancadas no rosto. Ela foi achada tão desfigurada que o velório teve de ser feito com o caixão lacrado. Familiares afirmaram que a mulher era religiosa, dedicada à família e ao trabalho. Ela e o marido se revezavam no táxis e na lanchonete. Até agora, os policiais não têm informação se Cleuza foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) ou homicídio, o que deixa a população da cidade de 20 mil habitantes ainda mais apavorada mediante a possibilidade de o criminoso solto estar à caça de novas vítimas. Já em Rio Preto é a Polícia Militar quem deve dar uma satisfação sobre a fuga do preso Daniel Lino de Oliveira, 24 anos. Bastante estranha a forma como o detento escapou do Hospital de Base (HB), onde estava internado sob escolta da Polícia Militar. Ou melhor, no momento em que fugiu, Oliveira não estava sendo vigiado por ninguém, o que acabou por colocar em risco a vida até de outros pacientes do HB.

Um fato que precisa ser explicado pela corporação e pelos policiais responsáveis pela escolta é de que maneira o detento conseguiu se livrar das algemas, trocar de roupa e sair despercebido do hospital. Aliás, o uso de algemas por preso doente é outro detalhe difícil de entender nessa história. De que maneira o preso que está convalescendo de uma cirurgia fica algemado para não fugir? Ficaria ele algemado à cama? E onde estava o policial no momento da fuga? Com certeza as normas da Polícia Militar não devem permitir que uma escolta fique descoberta nem mesmo no momento da troca de turno, principalmente num hospital do tamanho do HB. Polícias Civil e Militar precisam ser diligentes nas investigações para restaurar a sensação de segurança tanto da população de Monte Aprazível, quanto dos médicos, funcionários e pacientes do HB, que são obrigados a expor as próprias vidas ao lidar com doentes perigosos. E, se for apurada alguma facilitação de fuga, que o agente seja exemplarmente punido para coibir chances de ocorrências semelhantes.


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