Opinião Editorial - O pecado da professora- Diarioweb
Editorial
 
São José do Rio Preto, 16 de Março, 2013 - 2:48
O pecado da professora


Numa inacreditável inversão de valores, o governo do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) consegue transformar em motivo para punição o que deveria ser merecedor de homenagem e agradecimento. Marcada por autoritarismo, vingança e pouco apreço à transparência, a Prefeitura de Rio Preto não surpreende ao entender como um pecado mortal a iniciativa de um servidor público que denuncia abusos, expõe mazelas e ergue um tapete cheio de sujeira.

É o que está acontecendo no momento com pelo menos três servidores de carreira, com destaque especial para a professora de Educação Física Débora Malacário, alvo de comissão processante que pode levá-la à demissão. O crime de Débora: indignar-se com a notória precariedade da escola onde leciona e publicar, na internet, fotos de quadra enferrujada, alambrados podres, pisos despedaçados, material esportivo rasgado e até o detalhe do pé ferido de um dos seus alunos.

No processo em que põe a professora na marca do pênalti, o município acusa Débora de não exercer seu cargo com zelo e dedicação, não ser leal e não observar normas legais do estatuto do servidor. Para o governo, a professora foi simplesmente “desidiosa”. Enquanto isso, a Câmara, que já aprovou moção de congratulação à servidora pela divulgação do descaso na escola, agora também aprova moção de repúdio ao governo pelo que considera perseguição.

Na esteira da ameaça de retaliação, a propósito, ressurge um caso de 2010, quando a mesma professora foi investigada por uma comissão de sindicância da Prefeitura devido a uma suposta falsificação de diploma de mestrado, que aumentaria seu salário. Se a Prefeitura constatou irregularidade e não tomou nenhuma atitude naquela ocasião, agiu com negligência e prevaricou, preferindo manter uma possível punição como uma espécie de reserva de chantagem.

São episódios que não podem ser confundidos, na mesma proporção em que não podem ser ignorados. Acima de tudo, está o interesse da população em ser informada e ver os problemas solucionados. Não é o que está acontecendo, por exemplo, na área da educação, com escolas expostas ao abandono, de forma justamente similar à situação mostrada pela professora no Facebook: ilhas de precariedade cercadas de sujeira por todos os lados.

 
     
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