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São José do Rio Preto, 2 de Setembro, 2010 - 1:52
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Importância da imprensa livre
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Comento publicamente pela primeira vez uma ação que iniciei, com o apoio deste Diário, faz alguns anos e consiste na concessão gratuita de 30 assinaturas do jornal. Esse fato foi objeto de matéria pelo Diário alguns meses após ser concretizado, sem a indicação do meu nome (e a meu pedido) e posteriormente então levado a público, quando a jornalista Cecília Demian fez e publicou o meu Perfil, há pouco mais de um ano. E o comento agora porque entendo que estamos vivenciando um momento extremamente importante, com eleições nas diversas esferas públicas, quando a informação deve chegar a um estrato da sociedade que normalmente parece não enxergar que algumas práticas políticas não lhes são favoráveis, bem como - e é um fato não necessariamente novo, mas que no meu entendimento está perigosamente se agravando - a questão de se tentar desqualificar a imprensa, tentar silenciá-la. Nesse sentido, o motivo primeiro que me motivou a fazer as tais 30 assinaturas, foi levar o Diário àqueles que imaginei não terem acesso ao jornal, acreditando que, à medida que pudessem ler o quanto é noticiado a respeito das práticas políticas, pudessem melhor votar, ter um discernimento mais apurado, mais assertivo e com isso irmos melhorando os nossos governantes, as nossas Casas Legislativas . Com a ajuda do pessoal do Diário foram mapeados 30 pontos comerciais - pequenos comércios - onde não existisse próximo uma banca de jornais, mas contasse com razoável ou bom fluxo de pessoas. O jornal ficaria ali, disponível para as pessoas lerem durante todo o dia. Alguns mais próximos a mim, apoiaram, outros disseram que estava perdendo tempo e dinheiro. Preferi e vou continuar preferindo acreditar que essa é uma ação de longo prazo, porque é impossível que principalmente os menos favorecidos continuem apoiando e votando em políticos que têm nas suas práticas, ações que muitas vezes são claramente prejudiciais àqueles que os elegeram.
Acredito que, em determinado momento, os menos favorecidos compreenderão que, não é porque não pagam impostos diretamente, que não estão sendo roubados pelos políticos corruptos. Não percebem que nenhum ente político - União, Estado, Município - gera riqueza, uma vez que ele toma recursos de todas as pessoas, por intermédio dos impostos, inclusive dessas mesmas pessoas menos favorecidas. Não percebem eles que, quando se levantam, acendem a luz, tomam banho, acendem o fogão para preparar o café da manhã ou até mesmo a marmita que irão comer no almoço, estão pagando impostos. E não percebem isso porque não “sentem o dinheiro sair do bolso”, “não fazem fisicamente esses desembolsos”. Já me acostumei a ouvir dessas pessoas, que votam nesse ou naquele político que sabem que tem más práticas, mas dizem que agem assim porque não está tomando delas, pessoas humildes, mas sim “do governo e dos ricos”, que eles imaginam ter todo o recurso disponível. Infelizmente não conseguem enxergar que aquele entendimento lhes é prejudicial, porque são eles os mais prejudicados, porque não podem se proteger, a menos que exerçam corretamente o direito de voto, única arma de que dispõem. Outro aspecto que vem sendo noticiado, mas sinto que não vem causando a preocupação que deveria estar, é a questão de se pretender desqualificar o trabalho da imprensa, criar obstáculos ao seu regular funcionamento. O editorial deste Diário de 29/8 abordou fato de extrema gravidade: um trabalho de denúncia de más práticas políticas foi rechaçado com tentativa de agressão, com ameaças! A imprensa estava apenas conferindo se a denúncia tinha procedência ou não. Não podemos prescindir, na democracia, de uma imprensa absolutamente livre. Todos os nossos entes políticos são absolutamente fundamentais para o perfeito funcionamento da democracia. É fundamental que todos tenham consciência e convencimento disso. É certo também que temos a responsabilidade de bem escolhê-los, de termos pessoas comprometidas com o bem público, aí no mais amplo dos sentidos, que estejam dispostas a servir a sua cidade, ao seu Estado e ao seu país e não ser servida, da pior forma possível.
VITOR CÉSAR BONVINO
Advogado; Rio Preto (vbonvino@terra.com.br)
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
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COMENTÁRIOS
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Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
02/09/2010
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A imprensa é mesmo relevante, principalmente, quando noticia a verdade de modo imparcial, ou seja, sem a obrigação de agradar “A ou B”. A imprensa poderia mudar a realidade dessa sociedade escravizada ao longo de sua existência. O poder político há muito toma as rédeas do desenvolvimento – países são considerados de primeiro, segundo e terceiro mundo, todavia, na maioria deles, o poder emana do povo por influência da classe política dominante. Por exemplo, hoje, o Brasil desenvolve mais uma campanha eleitoral, onde testemunhamos a todo instante notícias de jogo sujo, falcatruas etc.; adversários tentam desmoronar adversários. Na verdade, a campanha deixa demonstrado ausência de polidez e ética. Talvez, pelo fato de o poder ser conquistado a qualquer custo. Pois bem, por isso que o poder emana do povo, pois a maioria é desinformada, isto é, muitos dos que compõe a maioria nunca tem acesso a um jornal, mas poderiam desde que também se safassem da condição de escravos. Eu até ouso afirmar que ausência de educação de qualidade captura a consciência dessa maioria a ponto de milhões de pessoas se sentirem felizes com o recebimento de uma bolsa família ou até mesmo uma casinha de 41 metros de área – mesmo que a quitação do saldo devedor dure 30 anos. Na minha opinião, um bom governo não aumentaria o salário mínimo para R$ 538,00, mas elevaria sim para R$ 1.000,00. Destarte, ainda assim poderia ser considerado como mão de obra barata e nesse caso teríamos também de considerar que o indivíduo continuaria escravizado. Muitos que detêm o poder, as vezes gastam muito mais que isso, apenas bebericando no point, onde se irradia o status burguês. Percebam que nas campanhas políticas, o foco sempre se direciona para a saúde, educação, habitação, segurança, emprego e renda. Por quê? Ora, porque é com essas bandeiras que se fertiliza a esperança da maioria do povo brasileiro. Depois de quatro anos, aqueles em que o povo emanou poder, se substituem e tudo volta a ser como dantes no quartel do Abranches. Na minha opinião estamos doentes e impossibilitados de marcar consulta na clinica da esperança, pois, aqueles que deveria dar atendimento também saíram candidatos.
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