|
|
|
|
|
›
Pode pegar mal!
|
|
São José do Rio Preto, 2 de Fevereiro, 2012 - 1:48
|
|
Cuidado com o que você publica nas redes sociais
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Thomaz Vita Neto
|
|
|
Washington recebeu críticas por comentário infeliz no Facebook
|
Dados do instituto de pesquisas Ibope NetRatings apontam o Brasil como o país mais sociável quando o assunto é internet e redes sociais. Enquanto a média mundial é de 195 contatos por pessoa, no Brasil esse número chega a 365. Muitas dessas “amizades” são apenas virtuais, ou seja, nunca se encontraram pessoalmente e, às vezes, nem sabem de quem se trata. E isso pode ser perigoso, principalmente quando não se tem cuidado com as postagens.
Além de socialização com amigos, as redes sociais possibilitam que pessoas estranhas conheçam um pouco da personalidade e das ações por meio dos perfis e dos dados colocados em postagens. Muitas vezes, fatos revelados nesse tipo de site podem gerar imagens distorcidas, causar invasão de privacidade, danos financeiros e, pior, colocar a família em risco.
“Em geral, as pessoas acham que nunca vai acontecer nada com elas e acabam não tomando todos os cuidados necessários,” afirma o delegado Emerson Wendt, especialista em crimes virtuais. Wendt acredita que algumas medidas simples podem proteger a privacidade e garantir mais segurança. Uma das dicas é permitir o acesso do perfil e de fotos apenas aos amigos. Redes sociais como o Facebook, o Orkut e o Twitter possibilitam essa ação e pessoas desconhecidas não têm acesso a informações mais restritas.
Mas essa atitude só vai surtir efeito caso haja critério no momento da seleção de amizades. Aceitar qualquer solicitação pode gerar problemas no futuro. O cuidado também deve existir na hora de adicionar ou tentar aceitar aplicativos. Alguns deles servem como iscas para o roubo de senhas. “Há poucas semanas, foi descoberto um aplicativo do Facebook que dizia possibilitar a verificação de quem acessou o perfil, mas tinha como finalidade o roubo de senhas,” diz o delegado.
Evitar senhas óbvias, como datas de nascimento, também é importante. Para garantir segurança, o delegado sugere a troca de senha com periodicidade. O tempo recomendado é de 45 a 60 dias. Mais importante do que ter o perfil invadido é a segurança da família. E ela pode ser colocada em risco caso alguns cuidados não sejam tomados. Criminosos também têm acesso à internet e costumam utilizar informações virtuais para planejar e praticar crimes na vida real.
“Qualquer informação que represente uma rotina, pode ser usada em futuros crimes,” diz o delegado Emerson Wendt. Dessa forma, horários de entrada e saída do trabalho ou dos filhos no colégio, informações do dia a dia e até fotos podem revelar oportunidades para os bandidos agirem. Divulgação de dados pessoais, como endereço de casa ou profissional e telefones, também não são aconselhados.
A falta de cuidados com o que se escreve também pode gerar problemas. Que o diga o microempresário e estudante de letras Washington Mattos Polotto, 21 anos. Revoltado com a baixa adesão a um movimento contra a corrupção, o rapaz fez uma comparação com o grande número de participantes da Parada Gay. Pronto, começou a confusão.
“Eu postei de madrugada e durante o dia me ligaram dizendo que tinha um monte de gente me criticando e ameaçando,” disse. Polotto acredita que usou as palavras erradas na crítica, mas não se arrepende. “Fui xingado de um monte de nomes. Disseram que eu era homofóbico, o que não é verdade. Apenas fiz uma crítica sobre a falta de conscientização”, afirma. Ameaças de linchamento e de expulsão da faculdade surgiram tanto pela internet quanto pessoalmente. E isso fez o rapaz ficar um pouco mais cauteloso com o que escreve nas redes sociais. “Principalmente quando fizer alguma crítica.”
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
|
|
|
|
|
|
|
OPINE SOBRE ESTA MATÉRIA
|
|
|
|
Não sou cadastrado |
Clique aqui
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
COMENTÁRIOS
|
|
|
|
|
|
Nenhum comentário cadastrado.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
ENVIE PARA UM AMIGO
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|