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Guaraci
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São José do Rio Preto, 28 de Maio, 2010 - 1:47
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Após passar por UBS, mulher dá à luz em casa
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José Antonio Arantes/Folha da Região de Olímpia
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Costureira Flávia Cristina da Silva ficou assustada quando viu o bebê
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A costureira Flávia Cristina Martins da Silva, 27 anos, deu à luz um menino no banheiro de casa, no último domingo, após passar duas vezes pelo posto de saúde de Guaraci, a 77 km de Rio Preto, e ser liberada pelo médico plantonista, embora estivesse passando mal. Flávia estava grávida de sete meses e só descobriu a gestação no final de março. A primeira consulta do pré-natal e a ultrassonografia seriam realizados hoje. A Polícia Civil vai apurar se houve negligência médica. Flávia é casada há seis anos e Davi, que nasceu com pouco mais de 1,7 quilo, é seu primeiro filho.
Ela estava no banheiro limpando o sangramento quando, ao abaixar sua bermuda, sentiu que o bebê estava caindo. “Quando vi aquela bola de sangue, eu me assustei e comecei a chorar. O bebê também. Foi quando o peguei no colo.” Mãe e filho foram encaminhados para a Santa Casa de Olímpia. Ela teve alta médica na última terça-feira e Davi continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Até o fechamento desta edição, ele inspirava cuidados médicos e seu quadro clínico era instável.
Gravidez
A costureira conta que só descobriu a gravidez no final de março, após dois meses de atraso da menstruação. “Fui ao primeiro médico, expliquei a situação e ele solicitou exame de sangue, que confirmou a gravidez.” Na sequência, Flávia foi encaminhada a um ginecologista, que daria início ao pré-natal. Ela passou por consulta médica no último dia 7, quando realizou exames e foi medicada. “O médico me examinou e disse que eu deveria estar de quatro meses por causa do atraso na menstrução.”
Mesmo grávida, ela conta que não notou sua barriga crescer, mas que na sexta-feira sentiu fortes dores nas costas e na região abdominal. No sábado, sentiu dores durante o dia todo, mas só procurou o posto médico na manhã de domingo. “Ele falou que eu estava com a bexiga infeccionada, prescreveu uma injeção e eu fui liberada. À tarde voltei a sentir dores e retornei ao posto às 18h30. O mesmo médico receitou nova injeção e voltei para casa”, conta a costureira.
Poucos minutos após chegar em sua casa, Flávia reclamou para o marido das dores que não passavam. Enquanto ele saiu para chamar o motorista da ambulância, ela foi até o banheiro, onde iria trocar a bermuda por uma saia. “Foi quando o bebê nasceu.” Na tarde de anteontem, Flávia e o marido registraram boletim de ocorrência. A advogada da costureira, Daniela Queila dos Santos Bornin, afirma que a intenção é resguardar a família e que, se houve erro médico, que o responsável seja punido. O secretário de saúde de Guaraci, Rogério Aguiar, disse que abriu sindicância interna para apurar os fatos. Ele afirma que se algum médico que atendeu Flávia cometeu negligência será demitido.
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