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São José do Rio Preto, 27 de Março, 2012 - 1:58
Saiba quais são os riscos mais comuns da gestação

Cecília Dionizio

www.sxc.hu/Divulgação
Invista num pré-natal para uma gravidez tranquila


Gravidez é coisa séria. Por isso, quanto mais atenção neste período, com acompanhamento médico desde o primeiro momento de gestação, melhor a chance de evitar surpresas desagradáveis. E ao contrário do que se pensa, não só os primeiros meses são os de maior risco - o final também pode oferecer problemas.

Uma dessas complicações que podem aparecer na “reta final” é a placenta prévia, que, em geral, só é diagnosticada nas últimas 12 semanas da gravidez e acomete uma em cada 200 gestações.

A placenta prévia se desenvolve na parte baixa do útero e pode dificultar a passagem do feto durante o trabalho de parto. “Ela também pode causar sangramentos e complicações no parto, seja normal ou cesárea”, explica o ginecologista Ricardo Nadais, do Hospital São Luiz, de São Paulo.

Além deste, muitos outros problemas, podem ser detectados durante os exames pré-natais, seja por intermédio do toque ou dos exames por imagem. O médico observa que, naquele caso, a placenta é examinada através da ultrassonografia e, infelizmente, não há outra forma de evitar o aparecimento da placenta prévia.

“Por isso, é importantíssimo que seja feito um pré-natal completo e adequado até os momentos finais da gravidez, com a finalidade de detectar e evitar possíveis problemas com a saúde da mãe e do bebê”, diz. Ao primeiro sinal de sangramento, é indispensável uma consulta ginecológica.

Só o médico pode classificar a placenta prévia e o grau de obstrução do trajeto do parto. “Através dos exames, avaliamos se há mais ou menos riscos de hemorragias. É importante verificar o grau de sangramento e o tempo da gravidez, indicando-se internação, repouso, hemograma, avaliação fetal, transfusões e até mesmo interrupção da gravidez”, afirma Nadais.

Aderência

Outra complicação grave que o médico cita como possível de ocorrência durante o período da gravidez é o chamado “acretismo placentário”, que se caracteriza pela aderência da placenta no músculo uterino, chamado de miométrio, podendo ser necessária a retirada do útero após o parto.

“Para o acretismo placentário, temos indicado procedimentos de cateterização (introdução do catéter nas veias) das artérias uterinas na hora do parto, realizado por equipe especializada vascular, na tentativa de se diminuir o sangramento e a necessidade de retirada do útero”, afirma.

Outros riscos

Segundo outro especialista em gestante, o obstetra Ricardo Barini, de Campinas, além do aborto espontâneo, que pode por fim à gravidez antes mesmo dos primeiros meses da gestação, há também o risco de ruptura da bolsa d’água, cujas causas são variadas, mas, em geral, têm como origem alguma infecção. O obstetra observa que esta condição é muito estudada ainda hoje e não se chegou a um consenso.

Ao que parece, uma infecção diminui a capacidade de resistir a diferenças de pressão, e isso é o que facilita a ruptura. “A incompetência - dilatação - é uma das maneiras de expor as membranas ao contato com as bactérias da vagina e isso pode facilitar a ruptura. A cerclagem - quando se coloca um fio de sutura no colo uterino para impedir sua dilatação antes do tempo desejado - está indicada quando for identificada a incompetência, de preferência entre a semana 12 e 16 da gravidez”, diz.

Saúde bucal

A gestante também deve redobrar os cuidados com a boca para evitar infecções e danos ao feto. Os médicos são unânimes em alertar para essa importância, em especial quando a gravidez é planejada, o que possibilita à futura mamãe passar por uma avaliação prévia para receber informações quanto aos cuidados a serem adotados durante a gestação, visando a prevenir a ocorrência de sustos desnecessários - um deles a baixa de cálcio, que invariavelmente ocorre e pode levar ao enfraquecimento dos dentes.

Por isso, ter o acompanhamento odontológico, além do ginecológico, é fundamental durante os nove meses da gestação. “A alteração dos hormônios na gravidez faz com que as fibras que formam a gengiva fiquem alteradas, facilitando o acesso de bactérias que causam a gengivite. Um dos sintomas mais comuns desta doença é um sangramento intenso espontâneo ou que aparece durante a higienização”, explica o dentista Alênio Calil Mathias, da Clínica Genesis, em São Paulo.

O especialista observa que existem inúmeros tabus quando a pessoa está grávida, e dentre eles, o que alega que a gestante não pode fazer uma radiografia dentária. “Na verdade, é preciso saber que a quantidade de radiação durante a radiografia é muito pequena e dificilmente irá interferir na formação do feto. Mesmo assim, só indicamos esse procedimento em casos estritamente necessários e para as gestantes que já passaram do primeiro trimestre”, diz. Além disso, o uso de um avental de chumbo na altura do abdômen é indicado para impedir a passagem da radiação.



Traumas sobre o útero


Entrevista com Soubhi Kahhale, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz


Diário da Região - O que é placenta prévia?
Soubhi Kahhale - Placenta prévia é quando a placenta se insere na parte baixa do útero, que chamamos de segmento inferior. O termo se usa porque ela fica na frente do feto.

Diário - Quem pode sofrer com este problema?
Kahhale - Qualquer paciente pode manifestar placenta prévia.

Diário - Em que momento é possível diagnosticar o problema?
Kahhale - Só se pode falar em placenta prévia no final da gestação. O diagnóstico é por ultrassonografia. Quando isso é visto no início da gravidez, não há com o que se preocupar, pois com o aumento do volume do útero a implantação pode subir e passar a ser normal. Infelizmente, não há como prevenir o problema.

Diário - Qual e a possibilidade de que o mal seja causado por algum tipo de infecção previamente existente?
Kahhale - A placenta prévia está associada algumas vezes com traumas sobre o útero, como, por exemplo, cesáreas anteriores, curetagens anteriores e cicatrizes de cirurgias feitas no útero como retirada de miomas, gestação gemelar, etc.

Diário - Quantos casos como este ocorrem em média no País?
Kahhale - No Brasil ou em qualquer outro lugar, a incidência é um caso em cada 300 gestações.

Diário – Gravidez com placenta prévia vão até o fim ou têm outro desfecho?
Kahhale - Podem ir até o fim. Mas pode haver sangramento vaginal antes do parto, por causa disso, a paciente é orientada a fazer repouso e abster-se de relações sexuais. Se o sangramento for abundante, o parto tem de ser feito antes.

Diário - Há alguma pesquisa sendo desenvolvida com o objetivo de por fim a este problema de forma ampla?
Kahhale - As pesquisas até agora são poucas e estudam a melhor conduta para esses casos.




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