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O melhor leite do mundo
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São José do Rio Preto, 3 de Fevereiro, 2012 - 8:02
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Agora é possível pasteurizar o o leite materno
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Guilherme Baffi
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A gerente do Banco de Leite, Silvana, explica como é feita a coleta do leite materno a ser pasteurizado
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Pasteurizar e congelar por até seis meses o próprio leite materno é possível a mulheres que contribuem com doações do produto ao Banco de Leite de Rio Preto. Assim, o melhor leite do mundo, o mais completo e barato, contribui para alimentar mais bebês que ficam com a saúde garantida no futuro. O produto é disponibilizado para bebês prematuros, de baixo peso, que não sugam, portadores de imunodeficiência, com problemas no aparelho digestivo ou quando a mãe, por algum problema de saúde, não pode amamentar o filho.
De 4.466 de bebês nascidos em hospitais de Rio Preto de janeiro a outubro de 2011, pelo menos 435 tinham baixo peso. Funciona assim o esquema: a mãe doa o leite, este é pasteurizado para doação a terceiros e ela ainda tem de volta metade do produto, já pasteurizado. Bom para todas. “De tudo o que é coletado, 50% vão para o Banco de Leite atender os bebês que estão nos hospitais, e os outros 50% são devolvidos à mãe depois de passar pelo processo de pasteurização. Com isso, ela poderá manter seu leite congelado e estocar para quando voltar ao mercado de trabalho”, explica a gerente do Banco de Leite, Silvana Aparecida Alves.
Atualmente, 46 mulheres doam leite regularmente, número que, de acordo com Silvana, não é suficiente para dar conta dos quatro hospitais atendidos:Hospital de Base, Santa Casa, Austa e Beneficência Portuguesa). “Comecei a doar logo que minha filha nasceu. Minha prioridade é o aleitamento materno. Conseguir fazer isso e ao mesmo tempo ajudar outros bebês é muito gratificante”, diz a publicitária Mariana Bastos, 30. Ela voltou ao trabalho em janeiro e agora sua filha, Maria Fernanda, 6 meses, toma leite materno na mamadeira nos horários em que a publicitária está fora de casa.
O produto pasteurizado tem validade de seis meses depois de congelado. A mãe doadora recebe o leite de volta em frascos etiquetados, com a data da pasteurização e prazo de validade. A gerente Silvana explica que o leite humano congelado cru, sem passar pela pasteurização, tem validade de 15 dias. Durante a licença-maternidade, Mariana conseguiu congelar 15 litros de leite humano pasteurizado. Criado em 2008, o banco coletou 749 litros em 2009. Em 2010, foram 1,4 mil e no ano passado, 1,3 mil litros.
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Guilherme Baffi
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Cyntia é uma das mamães doadoras
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É importante para bebês que estão na UTI
As mães de bebês que estão nas UTIs são incentivadas a ir ao Banco de Leite coletar o produto para o filho receber no hospital, mas segundo a gerente Silvana, o desgaste emocional prejudica a produção. “A expectativa sobre a evolução do bebê é estressante e interfere na produção. Além disso, a ausência de sucção faz falta, e o leite da mãe pode ser insuficiente para a criança. Nesse momento, elas precisam muito do leite das doadoras.”
A neonatologista Fernanda Micheloni explica que o aleitamento materno favorece o desenvolvimento imunológico e psicológico da criança. Bebês amamentados têm ganho de peso adequado e a parte intestinal protegida. “À mãe, a amamentação também traz benefícios, previne alguns tipos de câncer (de mama e ovário) e ajuda na recuperação do peso. Há também a questão prática e econômica.” A amamentação exclusiva é recomendada até os 6 meses.
A manutenção do aleitamento materno complementado vai até os 2 anos. “Depois dessa idade, é preciso avaliar caso por caso. Em alguns, pode haver prejuízo psicológico para a criança, que fica insegura e dependente da mãe.” O Banco de Leite Humano de Rio Preto é administrado pela Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Unimed e o Rotary Club Novo Cinquentenário.
Coleta na casa da doadora
As mães que desejam doar e estocar parte do próprio leite passam por avaliação e recebem orientações sobre como fazer a ordenha. A coleta pode ser realizada na casa da doadora, sem transtornos na sua rotina diária. Depois, os frascos devem ser armazenados no congelador. Uma vez por semana, um veículo busca o leite na casa das doadoras e entrega do produto já pasteurizado.
Mãe de Rafael, 8 meses, a secretária Cyntia Caparroz, 35, que mora em Cedral e trabalha em Rio Preto, todos os dias aproveita o horário de almoço para colaborar com o Banco de Leite. Depois que soube da possibilidade de congelar o leite materno pasteurizado, ela divulga a informação em sua cidade e já conseguiu duas doadoras. “Quando estou em casa eu amamento, mas como na minha cidade não existe esse banco e eu não tinha informação, não congelei meu leite durante a licença-maternidade,” diz Cyntia.
A neonatologista Fernanda, mãe de Luiz Guilherme, 6 meses, voltou a trabalhar há um mês e durante toda sua licença-maternidade doou o leite excedente e recebeu a metade de volta. Agora, o filho continua tomando leite materno nos horários em que a mãe está no trabalho. “A amamentação é ideal porque a formulação do leite materno é específica para o ser humano. Além dos nutrientes, possui anticorpos, é como uma vacina natural.” Ela conseguiu estocar 15 litros de leite no período em que ficou em casa.
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