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São José do Rio Preto, 21 de Janeiro, 2012 - 1:45
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Prefeitura rescinde contrato com construtora de UBSs
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Guilherme Baffi
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Na UBS Vetorazzo, água da chuva invadiu salas e a laje está escorada
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A Prefeitura de Rio Preto rescindiu ontem o contrato R$ 3,16 milhões com a construtora Vértice, responsável pelas reformas das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Jardim Vetorazzo, Parque Industrial, Solo Sagrado e construção do posto do distrito de Talhado. A medida prolongará o improviso no atendimento aos pacientes, que conviverão por mais tempo com locais sem ventilação, salas apertadas e em menor número.
A Prefeitura alegou que a empresa atrasou o cronograma de obras, que começaram em junho passado e terminariam no meio deste ano. “Eles deixaram de seguir o que estava estipulado no contrato, o que atrasou a obra, por isso houve o rompimento do contrato”, disse o chefe do departamento de Projetos e Acompanhamento de Obras da Saúde de Rio Preto, Osvaldo Luís Morita.
A Prefeitura informou ainda que a empresa foi notificada e advertida e, mesmo assim, não teria cumprido o prazo. Não foi informado quanto dos R$ 3,16 milhões a construtora já recebeu.
As obras estão atrasadas em pelo menos 30%, segundo a construtora Vértice. Após 6 meses de início do contrato, o que representa metade do tempo estipulado, só 20% das obras foram executadas.
Porém, a empresa afirma que a culpa pelo atraso é da própria Secretaria de Saúde de Rio Preto, que teria demorado 98 dias para desocupar a UBS do Parque Industrial, 125 dias na UBS do Vetorazzo, e ainda não desocupou todo o prédio da UBS do Solo Sagrado. “Nós estamos dentro do prazo. Esse atraso foi provocado pela demora na liberação dos prédios”, disse André Turquetti, coordenador de obras da construtora.
Outra justificativa apontada pela empresa é a não liberação de aditivos para novos serviços que surgiram no decorrer dos serviços. “É preciso reconstruir toda a laje da UBS do Vetorazzo e fazer uma modificação no tipo de laje usado na unidade de Talhado”, afirmou Turquetti.
Problemas
A reportagem visitou três das quatro unidades e constatou o atraso. Na UBS do Vetorazzo, por exemplo, a laje está escorada devido aos trincos. Ainda falta assentar parte do contrapiso e todo o acabamento. O atendimento é feito em um galpão ao lado, onde os moradores se apertam em salas pequenas. No posto de Talhado ainda falta a laje. “Enquanto isso temos apenas uma sala para os médicos se revezarem. Eles se esforçam, mas a estrutura não ajuda”, disse a dona de casa Maria Aparecida da Mota, 63 anos, moradora do distrito.
Wilson Nunes de Oliveira, usuário do Parque Industrial, também reclama das condições atuais do prédio. “O lugar é abafado. Quanto mais demorarem, mais seremos prejudicados”, afirmou. A Prefeitura informou, em nota, que a próxima ação é fazer as medições de tudo o que já foi realizado pela empresa nos quatro canteiros de obras. O objetivo é identificar o que ainda falta para ser realizado. A partir daí sairá definição se será proposto a continuidade da obra ao segundo colocado na licitação, ou se será aberta nova licitação para o término das obras.
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