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Redução
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São José do Rio Preto, 25 de Outubro, 2011 - 1:48
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Estômago menor paga meia em restaurantes de Rio Preto
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Hamilton Pavam
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Valéria Ruiz ganha descontos até em pizzarias
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Além de eliminar vários quilos e se tornar uma nova pessoa, mais vaidosa e entusiasmada, os pacientes que fizeram a cirurgia de redução de estômago podem pagar menos em rodízios de restaurantes de Rio Preto. Basta ter uma carteirinha fornecida pelo clínica na qual foi operado. O desconto, em Rio Preto, é concedido por meio de um acordo entre clínicas e estabelecimentos comerciais da cidade.
Em todo o Brasil, são realizados 25 mil procedimentos como esse por ano, segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Destes, 100 são feitos no Hospital de Base de Rio Preto. O método é indicado para pessoas que sofrem obesidade mórbida. Os pacientes chegam a perder, em média, 40% do peso no período de um ano.
A esteticista Valéria Ruiz fez a cirurgia há dois anos e desde então ganha vários descontos em todos os rodízios que frequenta. Antes do procedimento, ela pesava 104 quilos e agora está com a metade do peso. “Tudo depende do local, mas às vezes consigo desconto de 50%. Em outros locais pago pelo pedaço que eu como”, diz. Ela nunca teve dificuldade em conseguir desconto nos estabelecimentos da cidade, até mesmo nos que não têm convênio. “A maioria não quer perder o cliente”, afirma.
O líder operacional Christian Nichio Valente, que perdeu 37 quilos com o procedimento, também é um dos ex-obesos que usam, sem abusar, os descontos concedidos para quem fez a cirurgia de redução de estômago. Ele conta que, mesmo se quiser, não consegue comer como antes. “No começo, eu tinha vontade de comer bastante, mas não conseguia. Depois de um tempo, a vontade vai passando”, conta.
O médico Roberto Luis Kaiser Junior, cirurgião geral que realiza este tipo de cirurgia, afirma que ainda não existe uma lei federal que obrigue os estabelecimentos a conceder o desconto para as pessoas que fizeram redução de estômago, mas a maioria aceita o convênio com a clínica, até mesmo para atrair este público específico.
O médico explica que a carteirinha não tem data de validade. No verso, está registrado o tipo de cirurgia realizada e os telefones de urgência. Por isso, vem escrita em inglês, espanhol, francês e alemão. O médico Daniel Chalela afirma que em alguns casos a carteirinha não vale apenas para rodízios. Em vários estabelecimentos, o paciente consegue negociar até mesmo nos pratos a la carte os valores cobrados para refeições infantis.
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