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SVO
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São José do Rio Preto, 14 de Julho, 2011 - 1:50
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Perfurações na veia do pescoço mataram Luana
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Rita Magalhães e Maria Stella Calças
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Álbum de família
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Luana Neves Ribeiro: vítima de erro médico
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A universitária Luana Neves Ribeiro, 21 anos, morreu vítima de múltiplas perfurações na veia subclávia esquerda, ocorridas durante a tentativa frustrada de implantação de um cateter no coração para coleta de medula óssea. As perfurações, decorrentes da passagem do fio guia do cateter, causaram hemorragia na pulmão esquerdo, que culminaram com choque hipovolêmico.
Mas, conforme o Diário publicou com exclusividade no último domingo, as dez perfurações na veia subclávia esquerda provocaram a hemorragia, mas não foram as causas determinantes do óbito da estudante. Laudo do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), assinado pela patologista Janice Silva e entregue ontem ao delegado João Lafayete Sanches Fernandes, é claro ao afirmar que o choque hipovolêmico - decorrente da hemorragia provocada pelas perfurações - é uma disfunção que só leva à morte, “se não for corrigida’.
Médicos ouvidos pelo Diário são unânimes em dizer que o problema seria corrigido com muita segurança se a hemorragia fosse diagnosticada por exame radiológico ou ausculta pulmonar (exame clínico). “Essa foi a maior falha clínica.” O exame clínico, segundo profissionais do próprio HB, seria suficiente para mostrar que a paciente estava em choque (pressão baixa. sudorese e pele fria) e precisava ter o quadro revertido com soro fisiológico e transfusão de sangue.
Um integrante da cúpula do HB elogiou a médica Érika Rodrigues Pontes, mas afirmou que faltou experiência para diagnosticar o estado de choque da paciente e sensibilidade para aliar os sintomas à implantação do cateter central, à qual a jovem foi submetida menos de três horas antes naquele mesmo dia. “Ela é uma médica muito envolvida, muito dedicada e especialista em transplante, mas, infelizmente, faltou vivência. Se a paciente tivesse sido atendida na Emergência, com certeza, não teríamos esse desfecho pois esse tipo de doente (em choque por hemorragia) chega lá o tempo todo”, afirmou o médico.
Investigações
O delegado João Lafayete Sanches Fernandes disse que vai encaminhar o laudo do SVO, junto com o prontuário da universitária e os depoimentos das médicas Flávia Leite de Souza Santos e Érika Rodrigues Pontes ao Instituto Médico Legal (IML) para que o órgão faça uma análise necroscópica indireta para uma espécie de confirmação dos apontamentos do SVO. Lafayete descartou a necessidade de exumação do corpo, justificando que já tem “provas suficientes para atestar a causa da morte de Luana”.
Hoje, o delegado vai ouvir a patologista Janice Silva para que comente o laudo e explique porque não comunicou a polícia do óbito já que havia percebido que a morte era decorrente do acidente de punção. A legislação determina que mortes de causas externas, - como acidentes por imperícia médica, de trânsito, de trabalho, doméstico, suicídios e assassinatos - sejam investigadas pelo IML, órgão ligado à Polícia Técnico-Científica.
O delegado também ouviu ontem a dona de casa Cirça Aparecida Neves de Oliveira, 46 anos, mãe de Luana. Ela saiu abatida da delegacia, ao lado do marido Waldevino Francisco Guedes: “Só peço que seja feita Justiça. A dos homens e a de Deus.”
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Reprodução/TV
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Vinícius Alves chuta a câmera de repórter-fotográfico do Diário
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Primo de médica agride fotógrafo
O autônomo Vinícius de Castro Alves, primo da médica Flávia Leite Souza Santos, agrediu o repórter-fotográfico Guilherme Baffi, do Diário, e o jornalista André Modesto, da TV Tem, que tentavam fotografar e entrevistar a médica, após o depoimento dela, no 5º Distrito Policial. Flávia foi responsável pela implantação do cateter central na estudante Luana Neves Ribeiro, que morreu no dia 4 de julho ao se preparar para doação de medula óssea.
Acompanhada de uma tia, Flávia deixou a delegacia por volta das 11h. A mãe da médica, cujo nome não foi divulgado, abraçou a filha agressivamente, enquanto Alves jogava uma jaqueta sobre seu rosto para escondê-la das câmeras. Alto e forte, Alves escoltou Flávia até o carro. No caminho, ele chutou a câmera de Guilherme Baffi, que foi lançada longe e sofreu avarias. “Estávamos todos trabalhando. Em nenhum momento ninguém ofendeu a médica, apenas acompanhávamos a saída dela e o cara, um louco, deu um chute inesperado. Me senti impotente, sem ter como me defender”, afirmou Baffi.
Depois da agressão ao repórter do Diário, Alves ainda tentou agredir Modesto com um soco no rosto e empurrões, e o ameaçou dizendo “vou te pegar”. A reportagem tentou ouvi-lo, mas a TV Tem não autorizou o jornalista a se manifestar. Quando o Flávia e Alves já tinham ido embora, a mãe da médica xingou os jornalistas presentes. “Abutres, vocês não mostram quantas vidas ela já salvou. Vocês são um bando de abutres”, gritava a mulher, visivelmente descontrolada.
Em razão do tumulto, o delegado titular do 5º DP, João Lafayete Sanches Fernandes, precisou interrompeu o depoimento da médica Érika Rodrigues Pontes, para averiguar o ocorrido. No final da tarde, quando Baffi compareceu à delegacia para registrar a queixa da agressão, encontrou Alves, que lhe pediu desculpa dizendo que estava nervoso.
Confira vídeo com imagens da agressão
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COMENTÁRIOS
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maria ladjane pinheiro freitas
postado em
17/07/2011
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acredito que houve negligência medica nesse caso, tanto na área medica quanto na area de atendimento... como pode uma paciente fazer um transplante e obter alta de acordo com fatos e ser receitado dipirona com reclamação de dor é um caso delicado e que deve ser investigado com todos os detalhes e deve ser punido todas as pessoas envolvidas que obter culpa, todo ser humano deve ser humilde e assumir seus erros... e olha que Deus dê o conforto aos familiares e que os culpados sejam descobertos e punidos.
Falhas ocorrem mais todas elas devem e podem ser previnidas ainda mais para quem estuda para ser medico(a) são anos de estudos e antes de fazer qualquer cirurgia deve ocorrer uma analise tanto no pré e pos operatorio.
Espero que seja solucionado este caso, e não fique esquecido como muitos...
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samir cesar do carmo
postado em
15/07/2011
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Parabéns ao Diário da Região por estar cobrindo esta matéria. Venho acompanhando o caso diariamente e é lamentável o que ocorreu. Que seja feita justiça, se isso é que vai acontecer com as "açougueiras" e "estudantes" que pensam que pacientes são cobaias humanas para aprenderem medicina furando veias, almas e ceifando vidas.
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João Paulo
postado em
14/07/2011
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O grande problema no Brasil é que quem estuda medicina o faz por status social e não pelo exercício efetivo da profissão. Contam também com a negligência da falta de fiscalização e a leniencia das leis: se erram, nunca vão presos, os proprios superiores médicos os protegem e os juízes na hora de decidirem sempre optam pela solução menos punitiva, sempre para não servir como exemplo e deixarem brechas para novos erros. Quantos aos envolvidos em erros médicos sempre encontram uma explicação tecnica (termo medico), explicação social (rotina estressante - por que escolheram a profissão!?) ou uma explicação existencial, todo ser humano erra. A verdade é que a Luana veio fazer um grande gesto e foi vitima de nosso sistema cultural, onde medicos e ricos podem tudo, ate errar e perder uma vida. Pra eles vira uma estatistica, mas para a familia dela, amigos e pessoas com principios fica a tragédia e o horror de como uma vida é tratada em nosso país.
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