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Suposto erro médico
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São José do Rio Preto, 6 de Julho, 2011 - 1:50
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Universitária morre ao doar medula óssea
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Álbum de família
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Luana Neves Ribeiro: “Orem por mim porque vou dar vida para uma pessoa que está morrendo”
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A universitária Luana Neves Ribeiro, 21 anos, morreu na noite de anteontem quando se preparava para doar medula óssea para ser transplantada numa criança carioca, portadora de leucemia. Feliz pela oportunidade de praticar o gesto nobre e altruísta, ela se internou às 15h de segunda-feira no Hospital de Base de Rio Preto para se submeter à colocação de um cateter no coração para possibilitar a coleta de células tronco no dia seguinte. Mas uma falha no procedimento acabou por interromper sua vida e seu sonho de salvar a criança cujo rosto sequer conhecia.
Luana morreu vítima de choque hipovolêmico provocado por uma hemorragia no pulmão, seis horas depois da colocação do cateter. As células tronco que não chegaram a ser coletadas seriam levadas para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde a criança do Rio de Janeiro aguardava para o transplante de medula óssea.
Moradora em Promissão, ela já havia retornado para o hotel onde estava hospeda, quando por volta de 19h começou a gritar de dor na barriga e a falar para a mãe que ia morrer. Segundo familiares, Luana se formaria em dezembro no curso de enfermagem pela Universidade de Marília (Unimar) e, por isso, saberia identificar a causa da dor que sentia.
Mãe e filha voltaram imediatamente para o Hospital de Base. Às 20h, foi atendida pela equipe de enfermagem na Unidade de Transplante, que constatou que sua pressão estava baixa (9 por 6) e fez contato telefônico com médica de plantão que determinou a prescrição de Zofran, um remédio para romper a náusea. A universitária teria se recusado a tomar medicação sem ser vista pelo médico. “Eu estou morrendo. Eu sei o que estou falando. Sou enfermeira”, gritava a jovem para a equipe.
Mais de uma hora depois, a médica teria comparecido à unidade e aplicado o Zofran com soro. A paciente, já em choque, vomitou e ficou roxa. Às 22h10 teve uma parada cardíaca. A equipe médica tentou processo de ressuscitação por 30 minutos, mas a universitária não resistiu.
“A médica disse que não era nada, que era apenas um sintoma normal do procedimento que ela havia acabado de passar. Ela não a submeteu a nenhum tipo de exame para descobrir a origem da dor e nem teve olho clínico para perceber que a sudorese e o endurecimento na barriga denunciavam uma hemorragia. Menos de dez minutos, a menina morreu nos braços da mãe”, afirmou a prima Sônia Maria Guedes, 46 anos, também enfermeira.
A mãe de Luana, Cícera Aparecida Neves de Oliveira, 46 anos, acompanhou todo o sofrimento da filha. Por intermédio de Sônia, Cícera contou que a médica responsável pelo procedimento não conseguiu puncionar o cateter pelo lado esquerdo do pescoço, mas obteve êxito do lado direito da jugular. O hematologista Octávio Ricci, chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea do HB, afirmou que ainda aguarda laudo completo do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável pela investigação das causas da morte, para se apurar as causas e circunstância da morte, antes de declarar a ocorrência de qualquer erro médico.
Segundo ele, após o procedimento, Luana passou por um raio X depois de colocar sonda, procedimento de rotina que tem o objetivo de checar se há sangramento no pulmão e conferir se o cateter está bem posicionado no coração, mas nada de anormal foi constatado.“A informação que recebi da equipe que a atendeu é de que estava tudo em ordem. Vamos aguardar o laudo do SVO para ver o motivo da hemorragia e apurar tudo o que aconteceu.”
Ricci afirmou que em dez anos de existência da Unidade de Transplante de Medula Óssea essa é a primeira ocorrência de morte de doadores.“Foi uma tremenda fatalidade, pois ela era uma paciente saudável, no auge da vida. Quando ela retornou à unidade, recebeu medicação para náusea e, logo em seguida, teve a parada cardíaca.”
Direção de hospital lamenta a morte
Os diretores do Hospital de Base e Fundação Faculdade de Medicina de Rio Preto Jorge Fares e Horácio Ramalho lamentaram o óbito de Luana e se disseram solidários à dor da família. “É muito triste para a instituição um evento desses. Nós, que temos o objetivo de salvar vidas, sofremos ao deparar com uma tragédia dessa, ainda mais porque o objetivo da jovem também era de salvar uma vida”, disse o diretor-executivo da Funfarme, Horácio Ramalho.
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Álbum de família
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Luana Neves Ribeiro, de blusa lilás, com amigas, durante férias na praia
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Concurso e carro eram os planos
Filha única de pais separados, Luana Neves Ribeiro, 21 anos, era apontada como uma jovem inteligente, estudiosa, meiga, amorosa com a família e amigos, e uma apaixonada pela mãe, a doméstica Cícera Aparecida Neves de Oliveira, 46 anos. “As duas eram muito amigas e apegadas uma à outra. Luana ligava quase todos os dias para a mãe. Era uma menina muito boa e muito feliz”, conta a prima e enfermeira Sônia Maria Guedes, 46 anos.
Luana cursava o quinto ano de enfermagem na Universidade de Marília e já se preparava para prestar concursos públicos. “Os planos dela eram terminar a faculdade, começar a trabalhar, comprar um carro e ajudar a mãe, a quem era muito apegada. As duas eram tão apegadas e cúmplices que dormiam juntas.
Os estudos da filha eram pagos com o salário de doméstica da mãe. “A Luana era a alegria e a vida da Cícera. A morte da filha foi um golpe muito duro para a mãe. Quando cheguei em Rio Preto, a encontrei debruçada, soluçando sobre o cadáver da filha. Ela dizia que precisava cobri-lo porque Luana estava com frio. Só Deus pode consolá-la nesta hora.”
Cícera disse, por intermédio de Sônia, que Luana se cadastrara no Redome havia um mês, durante uma campanha na universidade. A jovem teria ficado muito feliz quando recebeu a informação de que tinha compatibilidade genética com uma criança portadora de leucemia, do Rio de Janeiro. “Antes de viajar (de Promissão para Rio Preto), ela ainda disse: ‘orem por mim porque vou dar vida para uma pessoa que está morrendo. Ela era uma católica fevorosa, cheia de fé”, disse Sônia. O corpo de Luana foi transferido para o Cemitério Municipal de Promissão, onde seria velado e enterrado na manhã de hoje.
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COMENTÁRIOS
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Julio Gil
postado em
15/07/2011
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Muito me admira essa médica que postou o relato aqui a tal de "Lilianpr postado em 06/07/2011", ora Lilian, você era a médica que atendia no TMO antes da equipe atual? Ora se for, o que acredito que seja, faça o me favor, porque descaso igual ao seu no TMO somente essa atrocidade que aconteceu agora. Minha esposa morreu lá, e você conduzia parte do processo, vou relembrar que no dia do transplante ela sofreu alucinações em função da medicação utilizada para o processo quimioterápico e você nem compareceu ao TMO naquela noite, os enfermeiros tiveram que conversar com você por telefone, e você me afirmou ao telefone que aquele medicamento não provocava nenhum tipo de comportamento que justificasse o seu quadro, mandou os enfermeiros aplicarem um DIAZEPAN O DORMONID alegando que ela estava estressada, você se lembra disso? Se se recorda disso tenha o discernimento de se calar, porque o medicamento era facilmente identificado como causador de alucinações e delírios, e você não sabia disso, como ousa sair a criticar o serviço agora, sendo que quando estava você lá o mesmo era tão ruim ou pior? Nâo esqueci de como você e seu marido trataram minha esposa e a mim, isso não se apaga, portanto vigie suas palavras porque quando você lá esteve não fez nada de bom.
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Roberto Prota
postado em
06/07/2011
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"Doar vida para quem esta morrendo". Olha a grandeza de Espírito desta jovem que só queria ajudar ao próximo, algo que esta se tornando raro hoje em dia, e de repente acaba se tornando vítima de uma negligência, que precisa ser apurada profundamente, para que os culpados sejam punidos. A doação de medula óssea é algo muito sério e ao mesmo tempo extremamente necessário, pois doa-se para salvar a vida de outra pessoa. Então é preciso ser feita com responsábilidade, seriedade e comprometimento com a causa, pois uma tragédia deste porte, fatalmente irá afastar novos doadores, e aqueles que precisam deste tipo de doação( crianças, jovens, adultos e idosos), para talvez ter uma única chance de vida, acabarão perecendo num leito de hospital, por atitudes de profissionais que simplesmente acham que podem brincar de ser Deus, com o grande diferencial que DEUS não comete erros!!
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Lilianpr
postado em
06/07/2011
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De acordo com a matéria coloco minha opinião como médica, trabalhei muitos anos com transplante de medula óssea em São Paulo no HC e ainda trabalho com transplantes durante minha carreira nunca vi tanta atrocidade e um conjunto de quebras de protocolos com um doador de medula óssea: inicio com a passagem de CVC ao qual não é rotina não devendo ser usado nos casos de doação de medula óssea, pois devemos manter o doador hígido e integro realizando o procedimento da forma menos invasiva possível o segundo comentário foi sobre a demora de uma hora para que a paciente seja vista pelo medico estando já à mesma dentro de um hospital e se tratando de uma urgência medica, depois de avaliada pela medica foi medicada com antieméticos para náuseas com a mesma em hipotensão é um erro tão básico que até um estudante de medicina sabe que não seria o caso, a mesma foi subestimada quanto a sua queixa, o terceiro erro foi sua alta para um hotel enquanto a mesma após um procedimento deste levando em conta um receptor de medula aguardando por sua medula, ou seja, sua VIDA, esta historia foi então colocado como fatalidade mera e simples? Nunca houve óbitos até hoje relacionados com a doação de medula óssea, e agora e a criança que aguarda a medula, talvez por desconhecimento ninguém ainda citou, mas também virá a óbito, pois se já recebeu a quimioterapia pré receber a medula o que chamamos de condicionamento a mesma não terá a chance de recuperação medular sem a medula de um doador no caso a Luana então em breve teremos a noticia de uma segunda vitima desta história.
Devemos observar e registrar bem as pessoas que trabalham nesta área observe o tamanho da responsabilidade deixando duas vitimas por negligenciar e burlar protocolos como deuses, não somos deuses apenas médicos que servimos a ele, temo que outros incidentes ocorram, pois esta unidade é antes desta médica ao qual não a conheço chefiada por alguém este alguém não tem nem se quer o título de especialidade em transplante de medula óssea pela Sociedade ao qual nos regula, tem muito mais coisas atrás do pano e quem paga é o paciente.
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