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Medicina
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São José do Rio Preto, 11 de Março, 2010 - 3:04
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Rio Preto é a 5ª em quantidade de médicos
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Thomaz Vita Neto
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Everaldo Gregio Junior, que se especializa em ressonância magnética no Hospital de Base
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Rio Preto tem um médico para cada 206 habitantes, taxa maior que a de países como Rússia (227), Bélgica (250) e Suíça (256). A cidade é a quinta do Estado com maior concentração de médicos por habitante, segundo estudo divulgado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). O levantamento, realizado neste mês, aponta que Rio Preto possui 2.034 médicos, o que corresponde à taxa de 4,85 profissionais em atividade por mil habitantes. A cidade se destaca no Estado por ser polo de ensino e serviços em saúde, ficando atrás apenas de Santos, Ribeirão Preto, Botucatu e Campinas, todas com índice acima de 5.
Para o conselheiro do Cremesp Pedro Teixeira Neto, a taxa verificada na cidade é mais do que suficiente e está bem acima da preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - de um médico por mil habitantes, mas, segundo ele, considerada controversa.
A cada ano, a Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) abre 64 vagas. Na opinião do conselheiro do Cremesp, embora a região tenha outras duas faculdades de medicina - em Catanduva e Fernandópolis - Rio Preto se destaca por possuir medicina de ponta, o que atrai o interesse dos médicos graduados, que procuram a cidade para se especializar e optam por ficar enquanto concluem sua formação, ou para seguir na profissão.
A região da delegacia do Cremesp em Rio Preto, que abrange 93 municípios, concentra 3.137 médicos. A proporção é de um médico para cada 441 habitantes ou 2,27 profissionais de saúde por mil habitantes. No Estado, o índice é de 2,44 médicos por mil habitantes.
De acordo com o diretor-executivo do HB, Horácio Ramalho, atualmente há 325 médicos residentes no hospital, que possui um dos maiores programas de Residência Médica do País. Para atuar num mercado tão disputado, ele observa que aqueles que decidem fazer carreira em Rio Preto precisam investir em especialização, ou optar pelo serviço público.
Famerp
O mesmo pensamento é comportilhado pelo diretor-geral da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), Humberto Liedtke. “O mercado está muito concorrido, e quem quiser ficar tem de fazer uma especialização diferenciada.” Além da residência médica, a faculdade atrai alunos interessados em mestrado e doutorado. De acordo com a Diretoria-Adjunta de Pesquisa da faculdade, já foram defendidas 200 dissertações de mestrado e 145 teses de doutorado.
Formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva, o médico paulistano Bruno Peron Coleho da Rocha, 27 anos, fez três anos de residência em cirurgia-geral e se transferiu para Rio Preto a fim de se especializar em cirurgia do trauma. Ele atende no Hospital de Base (HB) e, por enquanto, não faz planos de sair da cidade. “A área que escolhi ainda não tem muita procura, ainda há mercado”, aposta.
Na opinião Helencar Ignácio, chefe do departamento de ortopedia e traumatologia da Famerp e presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Rio Preto, além de concentrar um estabelecimento de ensino, Rio Preto oferece maior oferta de trabalho e qualidade de vida para os médicos que procuram a cidade para estudar, o que ajuda a engrossar o número de médicos no município. Ele observa, porém, que uma parte faz carreira em outras cidades. É o caso do médico Everaldo Gregio Junior, que faz especialização em ressonância magnética e pretende voltar a Novo Horizonte.
Categoria fica ainda maior
Desde 2007, quando foi divulgado o levantamento anterior do Cremesp, Rio Preto ganhou 247 médicos. Naquele ano, a cidade tinha 1.787 profissionais em atividade, ou seja, um para cada 232 habitantes, e taxa de 4,3 para cada mil moradores.
Embora resida em Neves Paulista, a doméstica Sonia Maria Rodrigues Volpato, 43 anos, fala que dá preferência sempre que precisa aos médicos que atuam em Rio Preto. Ontem ela buscou atendimento com ortopedista no Hospital de Base. “Meu neto nasceu prematuro em Monte Aprazível e trouxeram ele para cá porque tinha problema pulmonar. Ficou internado cinco dias na UTI e sou grata até hoje pela equipe médica, que foi muito competente”, lembra.
Morador de José Bonifácio, o atendente Marcos Vinícius Vicentin da Silva, 25, é outro que é atendido na cidade. Ontem, ele fez ressonância magnética cerebral no HB. Entre as cidades da região de Rio Preto, também se destacam no levantamento do Cremesp realizado este ano Catanduva, na 11 posição, com um médico para cada 275 habitantes, e Barretos, com um médico para cada 316 moradores.
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COMENTÁRIOS
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luiz sergio raposo
postado em
11/03/2010
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Temos aqui tudo do melhor e do pior.Temos mais médicos e também mais problemas.Temos a industria do processo médico, que as vezes utiliza de expedientes ilicitos, no desenvolvimento de ações, do caça níqueis explorando por vezes problemas já esperados em uma relação medico e paciente.Mas com a possibilidade do dinheiro fácil, as ações nem sempre licitas se multiplicam.
Temos mais que isso, temos gente bem qualificada, ilhas de excelência e gente dedicada ao ensino, treinamento, cuidados com a população mais desprovida de dinheiro.É o melhor SUS do Brasil, conheço bem esse SUS.
Ainda temos remuneração médica vil, com consultas beirando os 20,00 reais, pode acreditar.Uma cireurgia de as vezes horas a fio pagando 200,00 reais, existe sim.Isso é fruto de um governo que durante muito tempo negligenciou a quantidade de escolas médicas, que não pode treinar todos que formam, inundando o mercado com gente enganada, mal formada , empurrada com a barriga.
Mas ainda tem o abnegado e sacerdote, do tipo Dr. Oscar Dória, Cipullo, Radovir, etc...
Nesses espelhamos e sentimos sua falta.O médico como qualquer outro, tem contas, filhos, e muito stress, precisa ser visto menos como o vilão da história. Mas temos esperança de dias ,melhores, eles virão, a seleção natural é soberana e na hora da ventania uns fogem e outros constroem moinhos de vento, assim é o homem.
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