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Tratamento
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São José do Rio Preto, 24 de Fevereiro, 2010 - 3:04
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Saúde de Rio Preto abandona homeopatia contra a dengue
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Allan de Abreu e Luciana Brunca
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Carlos Chimba
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O medicamento homeopático Proden, cuja distribuição foi suspensa pela Prefeitura: ‘decisão foi técnica’, declara Maniglia
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A Secretaria de Saúde de Rio Preto abandonou a homeopatia no tratamento das vítimas da dengue. Em 13 meses, de janeiro de 2009 a janeiro deste ano, os médicos da rede pública municipal receitaram apenas nove doses de medicamentos homeopáticos para pacientes com suspeita da doença. Número bem menor do que as 150 doses distribuídas em 2008 e as 20 mil em 2007.
A cidade vive atualmente uma epidemia de dengue, com 4.049 casos confirmados somente neste ano. Dez são do tipo hemorrágico, e 12 apresentam dengue com complicação. São 27 pessoas internadas. Diferentemente dos últimos dois anos da gestão Edinho Araújo (2007-2008), o uso da homeopatia deixou de ser política da Secretaria de Saúde local logo no início do mandato do prefeito Valdomiro Lopes. Desde então, o medicamento sumiu das prateleiras das farmácias das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e passou a ser fabricado por apenas uma farmácia de manipulação particular, contratada pela Prefeitura.
“Não há pesquisas científicas que comprovem, com evidências, a eficácia da homeopatia no combate à doença”, diz o secretário da pasta, José Victor Maniglia. “Agora, esse assunto (do uso da homeopatia) está fora de questão. Não vamos fazer propaganda do produto.” Mas em Macaé, cidade de pouco mais de 200 mil habitantes no norte do Estado do Rio de Janeiro, o uso da homeopatia na prevenção e tratamento da dengue trouxe resultados positivos, conforme a prefeitura local.
Desde 2007, quando o medicamento Proden, desenvolvido pelo homeopata rio-pretense Renan Marino, passou a ser distribuído à população do município, o número de casos confirmados da doença caiu de 1,6 mil nos 12 meses de 2007 - uma situação de epidemia - para 80 neste ano. “O programa foi abandonado”, critica Marino. “Se o medicamento continuasse a ser distribuído, os casos de dengue seriam 70% menores na cidade”, diz.
Histórico
No início de 2007, a Secretaria de Saúde de Rio Preto passou a distribuir a homeopatia de Marino na prevenção e tratamento da dengue. No total, 20 mil doses foram aplicadas. “Como a cidade vivia uma situação crítica da doença, o custo do medicamento era baixo e não havia contraindicações, decidimos distribuir na rede”, disse o então secretário de Saúde, Arnaldo Almendros.
A iniciativa foi duramente criticada pela Secretaria de Estado da Saúde, para quem não havia comprovação da eficácia do medicamento, que seria distribuído sem os cuidados necessários de manuseio e armazenamento. A Vigilância Sanitária ingressou com ação na Justiça para impedir a distribuição do homeopático. Em abril daquele ano, a Vara da Fazenda de Rio Preto permitiu a distribuição, mas somente mediante prescrição médica.
Resultado: em 2008, foram distribuídas 150 doses e, desde janeiro do ano passado, nove doses. Maniglia negou que o abandono da homeopatia tenha obedecido determinação do governo estadual. “Não trabalhamos com pressão aqui. Nossas decisões são técnicas. Cada médico é livre para receitar ou não os homeopáticos. Acontece que, até novembro do último ano, nem a população nem os médicos pareciam muito ligados na dengue, daí o baixo número de doses.”
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Colaboração/Kaná Manhães
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Remédio homeopático é distribuído em Macaé, no Rio de Janeiro
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Macaé utiliza e vê vantagem
A aplicação da homeopatia no combate à dengue trouxe resultados positivos em Macaé (RJ). A cidade distribui o medicamento a toda a população, para minimizar os sintomas e para prevenir a doença. Em 2007, a cidade vivia uma epidemia da doença, com 1,6 mil casos confirmados, quando a prefeitura local passou a aplicar o composto homeopático de Renan Marino no tratamento de suspeitos e também na prevenção.
“O resultado foi imediato. No ano seguinte, tivemos queda de 60% no número de casos, enquanto todas as cidades vizinhas sofriam com epidemias da dengue”, disse Laila Nunes, coordenadora de Saúde Coletiva da Prefeitura de Macaé. Em 2009, segundo ela, nova queda, de 40%. “Rompemos a tendência natural de crescimento da incidência do vírus, após um ano de queda. Interrompemos o ciclo do mosquito”, afirmou Laila.
Atualmente, a prefeitura substituiu o composto de Marino por outro homeopático, chamado Gefion. O medicamento é distribuído nos postos de saúde e também em mutirões da secretaria nos bairros com índice de Breteau elevado. “A homeopatia tornou-se rotina para a população”, disse a coordenadora. O secretário de Saúde de Rio Preto, José Victor Maniglia, disse desconhecer a experiência de Macaé. “Não conheço o caso com profundidade científica.”
Composto
Além da queda abrupta na distribuição dos homeopáticos contra a dengue na rede pública de saúde rio-pretense, o composto de Marino foi substituído por apenas um dos princípios ativos do composto, o Eupatorium. Segundo a secretaria, o produto isolado estaria apresentando resultados melhores no combate aos sintomas da dengue do que o composto.
“Essa mudança é comum no caso dos homeopáticos, porque pode ter ocorrido alguma mudança nos sintomas da doença. Mas, em teoria, três princípios ativos são melhores do que apenas um, porque cobrem melhor todos os sintomas”, diz o homeopata Heidwaldo Antonio Seleghini. O composto de Marino é comercializado desde dezembro de 2008, com o nome de Proden.
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COMENTÁRIOS
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joel barreto barros junior
postado em
25/02/2010
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pesquiza! porque a prefeitura nao fazem pesquesa desse remedio homeopatico? a proibicao do remedio homeopatico vai beneficiar a quem? as industrias? o lucro? remedio barato nao e bom? nosso pesquizadores nao sao bons? so os pesquizadores das multinacionais sao os melhores?
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