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São José do Rio Preto, 22 de Janeiro, 2010 - 1:26
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UBSs voltam a funcionar com problemas
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Ferdinando Ramos
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O gerente Maurilio Arcanjo da Cruz com material danificado
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As quatro unidades de saúde de Rio Preto que tiveram o atendimento suspenso por conta dos estragos causados pela chuva de segunda-feira voltaram funcionar ontem, mas ainda enfrentam problemas deixados pelo temporal. Na UBS Anchieta, a sala de vacinas está com atendimento suspenso. Com o alagamento do prédio, a geladeira que acondicionava os frascos teve danos e ainda será enviada para manutenção.
Segundo a Secretaria de Saúde, a população está sendo orientada a procurar o serviço na UBSs Jaguaré e Vila Mayor. A gerente da UBS Anchieta, Ynara Gonçalves Ruza, disse que os funcionários passaram dois dias retirando lama do prédio com ajuda do Corpo de Bombeiros. A água e a lama subiram cerca de 60 cm no local. A prioridade na limpeza foi a área de atendimento à população.
Ontem à tarde, funcionários lavavam paredes, e o chão de algumas salas e a área externa da UBS ainda tinha grande quantidade de terra. Segundo a gerente, o atendimento estava fluindo normalmente, e os pacientes que deixaram de ser atendidos nos dias de interdição são prioridade. A ajudante de cozinha Kelly Renata Batista, 29, perdeu a consulta que teria na segunda-feira e ontem conseguiu remarcar para hoje. “Achei que está um pouco suja a UBS, mas pelo estrago a gente precisa ter paciência”, disse.
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Ferdinando Ramos
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O prédio da ARE ainda guarda marcas da inundação: prejuízo
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A gerente da UBS Central, Alessandra Garcia, contabilizou a perda de 500 prontuários. “Agora eles serão refeitos à medida que os pacientes precisarem do atendimento”, observou. A UBS também teve problemas com a geladeira da sala de vacinas, mas já retornou ao funcionamento. No entanto, foram perdidos 80 frascos de vacina. Segundo cálculo da Secretaria de Saúde, o prejuízo estimado chega a R$ 450 mil, entre danos a computadores, inaladores, geladeiras, material de escritório, móveis, além da perda de vacinas, medicamentos e insumos de saúde como agulhas e seringas. No total, foram perdidos 329 frascos de vacina, com valor estimado em R$ 8,9 mil. A Secretaria de Saúde informou que não há desabastecimento.
O prédio onde funciona o Ambulatório Regional de Especialidades (ARE) ainda está com os fundos lotado de entulho, principalmente caixas com prontuários inativos, receitas, planilhas e guias de consulta, raios-x, além de móveis quebrados. Parte do material nem chegou a secar. O gerente da unidade, Maurilio Arcanjo da Cruz, disse que, para os pacientes que necessitarem, serão emitidos relatório justificando a perda do documento. Segundo ele, a maior parte dos papéis atingida era arquivo morto, que ficava na parte mais baixa das prateleiras, atingida pelo alagamento.
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