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Verão
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São José do Rio Preto, 6 de Janeiro, 2010 - 0:05
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É hora de fazer uso de filtro solar e evitar os excessos
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Lézio Júnior/ Editoria de arte
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Cuidar da pele não é algo que se deva fazer apenas no verão. No entanto, como é a época em que mais as pessoas se expõem ao sol, devido a idas e vindas às piscinas e praias, é período em que o filtro solar, chapéu e determinados cuidados com o o sol nos períodos em que é mais intenso, se tornam imprescindíveis. Como nem sempre as pessoas têm o cuidado de ouvir a opinião de um especialista sobre qual o fator mais indicado para o seu tipo de pele, o Diário ouviu alguns, a fim de colaborar com informações que possam auxiliar na hora de escolher a melhor proteção.
A especialista em estética facial e corporal, Blanch Marie, que tem um instituto de beleza que leva seu nome, em São Paulo, observa que no verão é preciso também se preocupar com o envelhecimento precoce da pele e por isto mesmo evitar a exposição solar exagerada, além do risco à saúde, como o câncer de pele. “Os efeitos dessa exposição não aparecem em um primeiro momento. Acontece de forma cumulativa, surgindo conforme os anos. Não é preciso frequentar a praia para sofrer esses prejuízos, é só sair de casa que já é agredido com os raios ultravioletas”, diz.
Para a dermatologista Simone Sotto Mayor, diretora da área de cosmecêuticos da Biolab Farmacêutica, há muitos questionamentos sobre a eficácia dos protetores solares disponíveis no Brasil. Daí a novidade lançada pelo laboratório que visa a por fim a esta demanda. O novo protetor tem a intenção de ser mais duradouro e permitir uma proteção segura e eficaz contra os efeitos nocivos do excesso de exposição aos raios solares. Produzido após inúmeras pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sob o nome do Photoprot FPS 100, é diferenciado. “O produto possui em sua formulação os avançados recursos da nanotecnologia, essa característica confere melhor absorção do produto que permanece e age por mais tempo na superfície cutânea”, diz Simone.
O novo protetor faz uso de nanoencapsulação de filtros químicos orgânicos, que permite a proteção efetiva da pele devido ao aporte garantido e mais seguro das substâncias. O produto utiliza o conceito de Drug Delivery System, um sistema de liberação lenta e controlada, o que permite prolongar sua ação, além de ir direto ao alvo, a primeira camada da pele (estrato córneo), onde o photoprotetor deve atuar.
“Para que um fotoprotetor seja efetivo e sua proteção corresponda ao fator indicado, é preciso que o produto seja aplicado seguindo determinadas regras estabelecidas pelo FDA (Food and Drug Administration) que determina uma aplicação de 2mg de produto por centímetro quadrado de pele e que seja reaplicado a cada duas horas. Tal recomendação, normalmente, não é seguida à risca pelos consumidores, assim é preciso que o fotoprotetor tenha o maior fator de proteção solar possível para que se “cubra” esse descuido natural”, afirma a dermatologista.
Uma recente pesquisa publicada pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) mostrou que de fato não são os protetores que têm pouca eficácia, mas sim o fato das pessoas não reaplicarem o produto a cada duas horas. De acordo com o teste, muitos desses produtos perdem até 50% do FPS (fator de proteção aos raios UVB, responsáveis pelo câncer de pele) quando expostos a uma hora de sol e por também não serem resistentes à água ou não bloquear os raios UVA, que provocam o envelhecimento da pele. Eles têm pouca resistência à luz e ao calor excessivo.
Hidratação e bloqueador infantil são ideais
Ao contrário do que se imagina, queimaduras causadas pela exposição ao sol não são a principal razão de as pessoas irem ao consultório do dermatologista. “As inúmeras campanhas de conscientização fizeram com que as pessoas passassem a se proteger melhor, usando protetores solares. Hoje em dia, grande parte das pessoas sabe qual a forma mais saudável de se expor ao sol”, diz o médico Ricardo Tardelli, diretor estadual de Saúde, que coordenou uma recente pesquisa sobre causas que levam as pessoas a procurarem o médico no verão.
O dermatologista João Roberto Antonio, de Rio Preto, observa que o sol também é benéfico, mas alerta que ao se expor a ele as pessoas o façam em horários apropriados, pois como já é sabido, o excesso pode mesmo levar a alterações das células cutâneas, o que provoca o câncer de pele. “Além disso, ele também eleva o risco da desidratação, uma vez que a estação mais quente do ano provoca ressecamento e envelhecimento da pele, o que exige cuidados redobrados”, diz.
Por outro lado, o uso de filtro solar químico pode provocar conjutivite tóxica, devido ao contato indireto com os olhos. Daí a recomendação do oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, de São Paulo, para se recorrer ao uso de filtro solar físico, comumente comercializado como bloqueador infantil. “Não quer dizer que todo protetor infantil esteja liberado”, diz. A dica do médico é verificar se a fórmula contém somente óxido de zinco e dióxido de titânio. São estas substâncias que caracterizam o bloqueador físico. “Por ter PH neutro, dificilmente provocam irritações oculares,” afirma. (CD)
Saiba mais sobre a relação pele x verão:
::Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a micose é a primeira doença de pele característica do verão
::O aumento da temperatura e da umidade cria o ambiente ideal para a infestação da pele por fungos, em especial, entre os dedos dos pés e na virilha, daí a necessidade de secar muito bem as áreas
::Em segundo lugar estão as manchas causadas pela exposição ao sol, responsável por 30% dos atendimentos. Para evitá-las é necessário fugir do sol das 10h às 16h
::Fechando a lista de doenças dermatológicas que mais levam os paulistas ao médico estão as queimaduras solares. Responsáveis por 20% das consultas essas são as lesões mais perigosas nos dias de calor, e são passíveis de evoluir para melanoma, um tipo de câncer de pele;
::A Secretaria dá algumas dicas para evitar que o verão se transforme em sinônimo de problemas:
::Usar filtro solar adequado ao seu tipo de pele mesmo em dias nublados e mesmo quando se está debaixo do guarda-sol, pois os raios ultravioletas refletem da água e na areia;
::Permanecer o mínimo de tempo possível com roupas de banho molhadas
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