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São José do Rio Preto, 1 de Setembro, 2010 - 1:50
Catapora triplica em Rio Preto

Helen Ventura

Rubens Cardia
Andrey no colo da mãe, Adriana dos Santos David: 15 dias sem ir à escola por ter contraído catapora
O número de casos de catapora em Rio Preto até agosto deste ano quase que triplicou em relação a todo o período de 2009. De janeiro até anteontem foram registrados 847 casos da doença, contra 290 em todo o ano passado. O mês de agosto, com 384 casos, já ultrapassa o total de 2009. O alto número de casos no mês de agosto levou a Secretaria de Saúde de Rio Preto a deflagar vacinação em massa em 38 creches e escolas de ensino infantil da rede pública e particular, onde foram notificados a maioria dos casos. Nos últimos 31 dias foram imunizadas 1.581 crianças de um total de 1.767 vacinadas ao longo do ano. São 99 creches e escolas de ensino infantil na cidade.

De acordo com a enfermeira Andréia Negri Reis, da Vigilância Epidemiológica, crianças com idade entre 9 meses e 6 anos estão sendo vacinadas e outras 1.937, também dessas 38 creches, serão vacinadas até o final do ano. “Nós levantamos quantas crianças ainda não foram imunizadas e não contraíram a doença e pedimos a vacina para o Estado.”

Apesar de questionada, a Saúde se recusou a informar em quantas escolas foram registrados surtos da doença. Já a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo afirma que só promove a vacinação de crianças menores de seis anos em casos de surtos registrados. A varicela não é doença de notificação compulsória e, portanto, nem todos os casos são registrados pela Saúde. Nesta época do ano, em razão do frio, do tempo seco e da concentração de pessoas em ambientes fechados, ocorre o período de maior propagação da doença.

O aumento, segundo o virologista Maurício Nogueira, também pode ser provocado pelo crescimento da população não contaminada. “Quanto mais crianças não imunizadas entrarem numa escola, maior será a chance de contágio. A catapora é altamente transmissível.” A solução, segundo o especialista, é evitar o contato com pessoas doentes e manter a higiene pessoal.

Outro fator que contribui para o aumento no número de casos, de acordo com Andréia, é a falta de conscientização de alguns pais, que deixam de levar a carteirinha de vacinação quando é solicitada para o bloqueio nas escolas em que há surto. Se não levar a carteirinha na escola, a criança fica sem vacina porque os profissionais não têm como saber se ela já foi imunizada antes.

Para gestantes e pessoas imunodeprimidas ou com baixa imunidade, a recomendação em caso de contato com pessoas doentes é para que procurem unidades de saúde imediatamente. Apesar da facilidade do contágio, a vacinação contra a catapora não faz parte do calendário de imunizações da Secretaria de Estado da Saúde. Nos convênios particulares, o preço da vacina varia entre R$ 95, para associados, e R$ 115, para quem não tem plano.

Edvaldo Santos
Rlaiany Modesto Sanches conta que sentiu muita coceira no corpo
Sem aula

A menina Rlaiany Gonçalves, 4 anos, teve de faltar 21 dias em razão da catapora. “Coçava muito, chegava a doer”, diz a garota. Já Andrey, 4 anos, teve de faltar por 15 dias, em julho das aulas do maternal. “Quando vi a primeira mancha, já levei no médico, que confirmou a catapora. ”, diz a mãe Adriana dos Santos David. Em Fernandópolis, um menino de seis anos morreu no início do mês, vítima da doença. Em todo o Estado, até 10 de agosto, 2.936 casos da doença foram registrados.












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