A Polícia Civil investiga suposta negligência médica cometida pelo corpo clínico da Santa Casa de Misericórdia de Rio Preto contra a paciente J.B.P., 15 anos. A adolescente, grávida de nove meses, afirma que teria chegado à recepção por volta das 15h de domingo, já com as contrações do parto, mas teve de esperar até às 10h de segunda-feira para que a cesária fosse feita.
Durante o parto, o feto aspirou mecônio (as primeiras fezes do bebê) e precisou ser encaminhado para a UTI Neonatal para a retirada do líquido, que entrou nos pulmões. A mãe, Guiomar Barbosa de Lima, 38. afirma ter exigido a cesariana desde o primeiro contato com o corpo clínico, pois a ginecologista que acompanhou sua filha na UBS do Jaguaré teria feito a recomendação, devido ao tamanho do bebê - que no sétimo mês de gestação pesava 3,5 quilos.
O provedor da Santa Casa, Nadim Cury, diz que os médicos acompanharam a mãe desde a internação. “Nós tentamos o parto normal até o último instante. Tudo foi feito com acompanhamento. Não houve sofrimento fetal e se houvesse risco desde o início, teríamos feito a cesárea.” J.B.P teve alta ontem. O bebê ainda está na UTI. Segundo a Santa Casa, ele não corre risco de morte.
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