|
|
|
|
|
›
Vida nova
|
|
São José do Rio Preto, 21 de Agosto, 2010 - 1:45
|
|
Hospital de Base completa 302 transplantes de fígado
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Guilherme Baffi
|
|
|
Iolanda: três vezesemcoma até descobrir necessidade de transplante
|
O Hospital de Base, de Rio Preto, realizou dois transplantes de fígado no último sábado que totalizam 302 cirurgias deste tipo desde o início do procedimento, em 1998. Os dois transplantados ainda continuam internados para recuperação, e passam bem. Somente neste ano, 17 pessoas receberam novos fígados em cirurgias no HB. O número é maior em comparação ao mesmo período de 2009 e 2008, quando três e oito pacientes, respectivamente, fizeram o transplante.
No início deste mês, a equipe médica foi reforçada pelos cirurgiões Renato Silva e Rita de Cássia Alves da Silva - que retornam a Rio Preto após passarem um ano na Bahia - para que os procedimentos sejam intensificados e a fila de espera (composta por 80 pessoas) seja zerada em dois anos.
De acordo com o médico Paulo César Arroyo, que chefia a equipe, o setor tem capacidade para realizar até quatro operações por mês. “Para o ano que vem, a projeção é que sejam realizados até 40 transplantes”, comenta. Segundo a enfermeira Helen Catarine Camareiro de Felício, que está na equipe desde 1998, complicações em decorrência de hepatites e cirroses respondem pela maioria dos transplantes de fígado. Além disso, ela afirma que apenas 10% dos pacientes são de Rio Preto.
Dos três transplantes realizados neste mês, um paciente é de Rio Preto, e os outros de Ipiguá e Mirante do Paranapanema, na região de Presidente Prudente. A aposentada Iolanda Zenerato Dadona, 68 anos, ficou em coma por três vezes até descobrir que necessitava de um fígado novo. Ela sofria com hepatite do tipo C. “Busquei atendimento por quatro anos em Presidente Prudente.
Nesse período, quase morri. Descobri que Rio Preto fazia o transplante, mas tive de aguardar por mais de três anos na fila até conseguir o órgão”. O pintor Paulo Roberto Sena, 56, descobriu a doença por acaso. “Fiz exames de rotina que apontaram que eu tinha hepatite. Em certo momento do tratamento, tomar medicamentos já não adiantava. Fiquei na fila por seis meses e já recebi o fígado novo”, diz.
Retomada
O transplante de fígado foi paralisado em junho de 2008 e reativado um ano depois. A paralisação ocorreu em função de dificuldades financeiras enfrentadas pelo hospital. No período, cerca de seis transplantes ao mês deixaram de ser realizados. Os pacientes que estavam na fila foram encaminhados para Ribeirão Preto.
Fundador retorna à equipe
O médico Renato Silva, especialista em cirurgia do aparelho digestivo, foi um dos fundadores do serviço de transplante de fígado do Hospital de Base. Ao lado da sua mulher, Rita de Cássia Alves da Silva, tentou montar o mesmo sistema de Rio Preto em um hospital público da Bahia. Por um ano, esbarrou em problemas financeiros. “O sistema era muito deficitário. Não conseguimos recursos para montar a mesma estrutura que temos em São Paulo”.
Para o especialista, o centro de transplantes de fígado em Rio Preto é semelhante a dos melhores hospitais do mundo. Segundo o cirurgião, os hospitais do Estado de São Paulo têm grandes zonas deficitárias e que precisam ser sanadas, mas ainda assim têm estrutura melhor do que a encontrada no Nordeste. “O HB equipara-se com os melhores hospitais da Europa”, diz.
O médico ainda destaca que a estrutura hospitalar é fundamental porque, estatisticamente, 60% dos pacientes transplantados sofrem rejeições. “Apesar do percentual ser alto, a rejeição de fígado é controlável, diferente de outros órgãos do corpo”.
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
|
|
|
|
|
|
|
OPINE SOBRE ESTA MATÉRIA
|
|
|
|
Não sou cadastrado |
Clique aqui
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
COMENTÁRIOS
|
|
|
|
|
MELL BRASIL
postado em
21/08/2010
|
Somente quem passou pela fila de transplante de fígado do Hospital de Base de Rio Preto, pode escrever sobre do trabalho da Equipe de Transplante.
Meus médicos são competentes, dedicação extrema aos pacientes.
Todos os profissionais da equipe cooperam para a recuperação do paciente.
Não poupam cuidados e carinhos com os pacientes e apoio aos familiares.
Somos uma família. Unida pelo fígado e pelo coração.
Uma equipe muito jovem, chefiada por um jovem medico Dr. Paulo Arroyo. Na equipe impera a competência. Todos lutam bravamente para salvar a vida dos pacientes.
Parabéns ao Doutor Paulo Cesar Arroyo e sua equipe e com o reforço peso, pesado de doutor Renato Silva e Doutora Rita. Os pacientes sentem-se seguros. Estou muito feliz. Amo e confio nos meus medico.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
ENVIE PARA UM AMIGO
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|