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São José do Rio Preto, 20 de Agosto, 2010 - 1:47
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Rio Preto registra 733 vítimas de catapora
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Sérgio Menezes
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Crianças da creche Pato Donald foram imunizadas contra a doença
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A Secretaria da Saúde registrou 270 casos de catapora em Rio Preto somente nos 18 primeiros dias de agosto de ano, e totaliza 733 casos desde janeiro passado. O número registrado somente neste mês supera o total de julho, quando houve 242 caso. Em agosto de 2009 foram 17 ocorrências, contra 10 no mesmo período de 2008.
Para evitar aumento de casos da doença - também conhecida como varicela -, a Secretaria de Saúde começou a imunizar as crianças das creches da rede pública. Até a próxima semana, duas mil doses de vacina contra a doença devem ser aplicadas. Hoje, as crianças de sete creches vão receber gratuitamente a dose, que só é disponível pela rede particular, a partir de um ano de idade. Ontem, crianças de seis creches do município receberam dose da vacina.
Cerca de 120 alunos da escola ‘Pato Donald’, no bairro Boa Vista, foram imunizados ontem. Especificamente nesta escola, houve o registro de cinco casos. “Nosso maior temor é quanto a possibilidade que venha a ocorrer óbitos”, diz Michela Dias Barcellos, coordenadora da área de imunização da Secretaria da Saúde. A Secretaria de Saúde não informou quais são as outras creches atendidas e nem o número de crianças infectadas pela doença. Apesar do aumento do número de casos, a secretaria nega que haja epidemia de catapora na cidade.
De acordo com Michela, o município passa por surtos isolados de varicela. “Um ou mais casos registrados em um ambiente fechado é considerado surto”, argumenta. Michela também informa que a imunização apenas começou a ser feita neste mês porque a Secretaria de Estado da Saúde demorou a entregar as doses de vacina. “Assim que os casos aumentaram, foram solicitadas as vacinas. Entretanto, o Estado estava em falta com as doses. Por isso houve o aumento desses casos”, explicou.
Surto
De acordo com o médico infectologista Ricardo Santaella Rosa, é comum nessa época do ano a incidência de surtos. “Normalmente, temos casos de catapora todos os anos. Não há campanha específica para realização da imunização. Quando há casos agrupados da doença, como em creches ou escolas infantis, é considerado surto”, destaca. Santaella ainda explica que para ser considerada epidemia é necessário levantamento histórico dos casos da doença no município.
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