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Saúde
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São José do Rio Preto, 19 de Agosto, 2010 - 2:18
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Mais de 500 pessoas sofrem com greve de residentes
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Guilherme Baffi
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Daniela Souza veio de Fernandópolis com o filho Gilmar, mas só terá atendimento daqui 2 meses
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Em dois dias de greve dos médicos residentes em Rio Preto, 575 pacientes que estavam com consultas agendadas no ambulatório do Hospital de Base (HB) ficaram sem atendimento. As pessoas afetadas com a paralisação tiveram as consultas remanejadas no período de 30 a 60 dias.
Ontem, das 1.366 consultas agendadas, 1.141 foram atendidas por profissionais contratados do hospital. No primeiro dia da paralisação, 350 pacientes não foram atendidos. Os mais prejudicados foram moradores de municípios da região, pegos de surpresa com o movimento.
A desempregada Daniela Cristina de Souza trouxe o filho Gilmar Nogueira, de 7 anos, de Fernandópolis para ser atendido por um otorrinolaringologista. “A consulta estava marcada às 9 horas, mas não fui avisada dessa paralisação. Vou precisar voltar no período de dois meses. Não sou contra o movimento, mas deveriam nos avisar”.
O diretor administrativo do hospital, Jorge Fares, reconheceu que nem todos os pacientes de outros municípios foram avisados a tempo. “No início, a previsão é que a greve durasse apenas um dia. Em virtude do movimento ter se estendido, alguns dos pacientes não foram comunicados”.
A greve segue por tempo indeterminado. A categoria briga por reajuste de 38%, licença maternidade de seis meses, 13º salário e auxílio-moradia. “Todos os atendimentos em caráter de urgência são realizados”, disse Bruno Farinazzo, médico residente. Cerca de 200 médicos dos 315 matriculados na Famerp aderiram à paralisação.
A diarista Terezinha Contrim, que mora em Barretos, também sofreu com a falta de médicos. Ela acordou às 5 horas para acompanhar a consulta do Antônio Contrim com o cardiologista. Ambos vão voltar daqui dois meses. “Perdi um dia do trabalho e ainda não fomos atendidos. No entanto, acredito que trata-se de um movimento válido”.
No Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes, os oito médicos residentes mantiveram as atividades. “As doenças psiquiátricas possuem caráter de urgência, por isso trabalhamos normalmente”, disse o médico Altino Marques, médico assistente do hospital. Os grevistas prometem realizar hoje passeata de protesto a partir das 10 horas, com saída prevista na frente do HB. O movimento seguirá até o Centro de Rio Preto.
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
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COMENTÁRIOS
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luiz sergio raposo
postado em
19/08/2010
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Essa é a fase terminal de um problema crônico já anunciado ha anos atrás, de remuneeração inadequada por parte do sistema unico de saude, que em virtude dos excessos de mão de obra colocada no mercado, pode se dar ao luxo de pagar o que bem entende ao médico.Tem gente que vem publicamente e diz que essa mão de obra parada, não afeta o andamento do hospital, dos atendimentos,etc.Isso não é verdade, eles carregam boa parte do piano na maioria das instituições de ensino e qualificação técnica do Pais.
To da cadeia de prestação de serviços medicos esta ha tempos mal remunerada, com uma indistria de processos em seu encalço, recebendo de convênios 30, 40 reais por uma consulta.Por vezes cirurgias de 2 a 3 horas remuneram na faixa de 300 reais, uma vergonha.
Em breve passaremos por um convulsão social nesse setor se algo não for feito agora.
A greve é legitima, tem aparato que mantem o atendimento de urgencia funcionando e de doentes com cancer tambem funcionando.Porém infelizmente quem sofre junto é a população que não tem poder aquisitivo para resolver seus problemas junto a medicina privada.
Infelizmente a maquina governamental não entende bem o diálogo e as tentativas sucessivas de resolução , que já se arrastam ha anos, assim a greve se torna instrumento de negociação.Melhor que não fosse assim.
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