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Gripe suína
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São José do Rio Preto, 29 de Julho, 2010 - 2:30
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Saúde apura atendimento oferecido a bebê
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Guilherme Baffi
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Corpo da criança foi enterrado na tarde da última terça-feira
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A Secretaria de Saúde de Rio Preto instaurou procedimento apuratório para investigar o atendimento médico prestado ao bebê Pedro Lucas Barbieri Alves, de dois anos e seis meses, morto na manhã de terça-feira no Hospital de Base (HB), após peregrinação de um mês e meio pelas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e hospitais. Segundo nota enviada pelo HB, a criança morreu com suspeita de gripe suína.
A sindicância vai apurar como foi o atendimento nas unidades de saúde procuradas pela família antes de a criança ser levada ao HB. De acordo com o técnico em antenas Francis Alves, 33 anos, pai do menino, o bebê passou pelas UPAs da Zona Norte e Jaguaré e UBSs dos bairros Santo Antônio e Jardim Americano, além da Santa Casa. Em nenhuma das situações Alves e a mulher, a comerciante Tereza Barbieri, 30, foram informados sobre qual doença provocava febre, manchas na pele, dores no corpo e falta de apetite no bebê.
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde afirmou que instaurou o procedimento na terça-feira, após a Vigilância Epidemiológica ter sido notificada do óbito, mesmo sem ter nenhuma reclamação formal. Ontem, a ouvidoria da pasta solicitou os boletins de atendimento da criança nas UPAs e os prontuários médicos que ficam arquivados nas UBSs. Todos os profissionais que tiveram contato com o menino serão ouvidos. A família também será procurada.
O prazo para a conclusão da sindicância é de 30 dias, mas o período pode ser prorrogado caso haja necessidade. Informações sobre o atendimento prestado nos hospitais (Santa Casa e Hospital de Base) não serão colhidas, pois a Secretaria não tem jurisdição sobre as instituições. O secretário José Victor Maniglia foi procurado pela reportagem, mas se recusou a comentar o assunto.
Hospitais
De acordo com o provedor da Santa Casa, Nadim Cury, Pedro Lucas deu entrada no hospital no dia 26 de abril, com diarreia. “Ele recebeu hidratação e ficou internado até se restabelecer”, diz. No período, foi coletado sangue para exame de hepatite C. Segundo Cury, o resultado do teste foi negativo e não havia, na época, nenhum sintoma que respaldasse a suspeita de gripe suína. O HB afirma que aguarda os resultados da autópsia realizada pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e dos exames de H1N1 e leishmaniose, realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo.
Caso
O primeiro atendimento da criança foi na UPA Zona Norte, onde os médicos desconfiaram de dengue. O menino fez o exame sorológico e passou a tomar medicamentos para aliviar as dores. Como o bebê não melhorava, Alves e Tereza procuraram a Santa Casa. De acordo com a família, um pediatra examinou o garoto e pediu um exame de hepatite C, além de determinar a internação de Pedro.
O menino recebeu alta no dia seguinte. O pai diz que ligou para saber o resultado do exame, mas não foi informado. O casal, então, afirma ter procurado a UBS do Jardim Americano e a UPA do Jaguaré. Em ambos os casos, os médicos teriam orientado a família a retornar à Santa Casa. Os pais, porém, preferiram ouvir mais um médico e foram até a UBS do Santo Antônio. O pediatra encaminhou Pedro Lucas ao HB.
No hospital, a criança ficou internada 22 dias com suspeita de leishmaniose. Ele recebeu alta no dia 17 de julho. Cinco dias depois, o menino foi internado novamente, dessa vez com diagnóstico suspeito de gripe suína. Ele ficou na UTI pediátrica e morreu por volta das 8h30 do dia 27.
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