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Bebês prematuros
São José do Rio Preto, 3 de Novembro, 2013 - 1:43
O que acontece quando eles vêm antes da hora?

Juliana Ribeiro

Stock Images/Divulgação
Bebês prematuros podem ter comprometidas sua respiração e imunidade, entre outros sistemas biológicos que ainda não estão bem formados
Levantamento coordenado pela Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, em parceria com outras 12 instituições brasileiras, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Ministério da Saúde revelou que, em 2011, 11,8% das crianças nascidas no Brasil foram prematuras, índice que coloca o País no mesmo nível de nações de baixa renda.

A preocupação com esse tema cresce a cada dia, em função do aumento no números dos chamados nascimentos pré-termos no Brasil e no mundo. E também pela falta de orientação às mães. São poucas as que sabem que se deve estender o acompanhamento até à adolescência e, quem sabe, à vida adulta.

“As sequelas da prematuridade estão diretamente relacionadas com o tempo de gestação: quanto menor o tempo de gestação, mais prematuro é o recém-nascido. Essas sequelas podem aparecer em qualquer órgão, as mais comuns são no aparelho respiratório, devido à imaturidade da caixa torácica e do tecido pulmonar”, diz a pediatra Camila Olivotti, do Hospital do Brasil, em São Paulo.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado no ano passado informa que o Brasil ocupa a décima posição no ranking dos países com mais prematuros. À nossa frente estão Índia, Estados Unidos e China. O documento serve de alerta, já que a chegada adiantada do bebê é uma das principais causas de mortalidade infantil e uma das grandes responsáveis por prejuízos à saúde de curto a longo prazo.

Muitos fatores podem levar uma criança a nascer prematura, entre eles patologias agudas ou crônicas como hipertensão arterial ou malformação do aparelho genital feminino, fatores emocionais, estresse, medicamentos, hábitos como fumar, uso de drogas ou álcool. “Ainda temos as causas maternas, tais como idade, nutrição, infecções, placentárias e uterinas. Há causas relacionadas ao feto, como sofrimento, gemelaridade, malformação ou infecção congênitas e, por fim, causas ambientais, que podem vir a interferir no risco de prematuridade”, afirma Camila.

Carinho em prol da cura

Um trabalho no Centro Médico Beth Israel, nos Estados Unidos, constatou que quando os pais entonam canções de ninar a seus prematuros os batimentos cardíacos, a respiração e até o sono deles melhoram. “Foi na Espanha que apareceram os primeiros relatos de que cantar para o bebê prematuro melhora a evolução dele na UTI Neonatal.

O objetivo era reduzir o estresse causado aos prematuros que perderam o ambiente calmo e relaxado do útero materno. Cantar para o bebê aumenta a participação dos pais no tratamento, aumentando o conforto para ambos, deixando o ambiente mais aconchegante e familiar”, explica a pediatra Camila Olivotti.

Segundo ela, desta maneira, o bebê evolui melhor e, consequentemente, acaba tendo alta mais cedo para casa. “As músicas cantadas ao vivo dão melhores resultados, o bebê prematuro melhora sua capacidade de se alimentar, dormir e se autorregular.”

De acordo com a pediatra, é preciso ser feito um trabalho em equipe, pois o ambiente tem de estar calmo (sem alarmes tocando) e com a iluminação reduzida. “O ruído tem efeito negativo sobre o crescimento e desenvolvimento. Assim, o relaxamento é promovido, a frequência respiratória e cardíaca estabilizam e os resultados ficam evidentes, os bebês apresentam melhora cognitiva, diminui o estresse e ajuda o sistema psicomotor.”

Stock Images/Divulgação
atenção especial não se restringe ao tempo na incubadora
Acompanhamento pode ser pela vida toda

É considerado bebê prematuro quando a gestação dura menos de 37 semanas. Há diferentes níveis de prematuridade: entre 32 e 36 semanas, eles são chamados de prematuros tardios; nascidos no período de 28 a 31 semanas são denominados, simplesmente, de prematuros; e os que vieram ao mundo entre 24 e 27 semanas são prematuros extremos. Essas crianças possivelmente precisarão de acompanhamento ao longo da vida.

“O ideal é manter o acompanhamento médico de rotina durante toda a vida, pois pessoas que nasceram de parto prematuro podem ter problemas respiratórios, alterações cerebrais com prejuízo do desenvolvimento neurológico, dificuldade de aprendizagem, mais chances de ter problemas cardíacos e alterações de imunidade”, esclarece a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, de São Paulo.

Mãe de primeira viagem, Andrielli Cristina Talharo dos Santos, de 25 anos, levou um susto com o nascimento de Arthur, hoje com um ano e três meses.
Na época, Andrielli passou mal e foi internada, ficou quase uma semana no hospital antes do bebê nascer e, mesmo assim, o parto foi feito dentro de 34 semanas.

“Ele nasceu com 2,4 quilos e 43 centímetros, fiquei preocupada porque ouvi falar muito vagamente sobre bebês prematuros e quando perguntei ao médico qual o risco que meu filho corria ele me respondeu: todos.” Após o nascimento, Arthur ficou internado por 17 dias. Assim que recebeu alta foi para casa, mas sempre sobre a observação e os cuidados da mãe e de especialistas.

“Ele tinha um pequeno coágulo no cérebro e fizemos acompanhamento até os seis meses, quando sumiu. Também foi necessário fazer uma cirurgia quando ele estava com 11 meses. O médico não soube dizer que era algo genético ou devido a ele ter nascido prematuro, mas ele tinha dificuldade para respirar.”
Andrielli ainda conta que até os seis meses os cuidados eram maiores; hoje, o pequeno faz visitas periódicas ao pediatra.





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