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Em Rio Preto
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São José do Rio Preto, 10 de Julho, 2010 - 1:50
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Internações em hospitais crescem 34%
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Rubens Cardia
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Ailton Venâncio ficou internado após sofrer acidente de trânsito
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O número de internações em hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Rio Preto cresceu 34% entre 2008 e 2009, o que representa oito internações a mais por dia ao longo dos 12 meses do ano passado. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde, os atendimentos passaram de 22.955 para 25.836 neste período. O levantamento considera apenas atendimento a rio-pretenses e exclui as internações por parto ou complicações na gravidez.
As doenças do aparelho digestivo foram as principais responsáveis pelo crescimento, passando de 2.663 para 3.301 internações, ou seja, 638 casos a mais. Já as internações por acidentes de trânsito, de trabalho ou agressão (considerados como causas externas) aparecem em segundo lugar no ranking, com aumento de 510 pacientes (de 2.145 para 2.655), seguido por doenças do sistema circulatório, com 425 novas internações (de 3.645 para 4.070), neoplasias, com 422 casos (de 1.835 para 2.257) e doenças respiratórias, com 272 pacientes a mais (de 3.424 para 3.152).
O diretor clínico da Santa Casa de Misericórdia de Rio Preto, Carlos Mazzetto, explica que o aumento no número de internações relacionadas ao aparelho digestivo é consequência das cirurgias de baixa e média complexidade, que cresceu muito nos últimos três anos. “Hoje não existe fila para a cirurgia. Quando o paciente é encaminhado, ele sai do ambulatório com a consulta marcada”, afirma.
Segundo Mazzetto, as cirurgias mais comuns são de hérnia e vesícula. Os outros problemas que também prejudicam o aparelho digestivo são gastrites, diarreias, dores abdominais e apendicites, além de doenças no fígado, como cirroses e hepatite. “Nesses casos, tenho a impressão que o número de internações se manteve”, diz.
Traumas
Os hospitais de Rio Preto internaram, no ano passado, 550 vítimas de acidentes ou agressões a mais comparado ao ano anterior. O número é considerado alto pelo cirurgião de trauma Paulo Espada, do Hospital de Base (HB). “As internações crescem a cada dia, e a tendência é que elas aumentem ainda mais.”
O especialista atribui o crescimento à facilidade em comprar veículos e também ao abuso de álcool e drogas. “Hoje a maioria da população tem condições de comprar um carro, o que aumenta a circulação no trânsito e, consequentemente, o número de acidentes”, diz. “O acesso à bebida alcoólica também é mais fácil. Metade dos pacientes que chegam até nós tem envolvimento com substâncias químicas. No caso de violência, o álcool ou a droga estão sempre presentes.”
O pedreiro Ailton Venâncio, 51 anos, está internado pela segunda vez no HB devido a um acidente de trânsito. Na manhã da última quinta-feira, ele se distraiu enquanto cruzava a avenida Potirendaba, zona leste de Rio Preto, e não parou antes de entrar na rotatória. “Bati na guia e caí. A dor foi muito forte”, diz. Venâncio sofreu escoriações por todo o corpo, machucou a coluna e deslocou o ombro direito. “Foi uma bobeira que poderia ser evitada.” A primeira internação por acidente de trânsito ocorreu há seis anos.
Outras doenças
Em Rio Preto, os tipos de câncer mais comuns atingem o pulmão, fígado e intestino. No caso das doenças do aparelho circulatório, as que causam maior número de internações e também óbitos são infarto, doenças isquêmicas e cerebrovasculares. Entre os problemas respiratórios, os principais são pneumonia e tumores.
Doença respiratória é vilã das crianças
As doenças do aparelho respiratório foram a principal causa de internação de crianças entre janeiro de 2008 e março de 2010 nos hospitais de Rio Preto, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Sistema de Informações Hospitalares da Secretaria de Estado de Saúde, 2.918 crianças de zero a nove anos passaram pelo menos uma noite internada.
O pneumologista infantil João Batista Salomão explica que o sistema imunológico das crianças ainda está em formação, o que facilita as infecções. A predominância de doenças respiratórias se deve principalmente ao tempo seco, predominante na região. Já nos serviços ambulatoriais de saúde, os diagnósticos mais comuns são rinite e sinusite.
Dicas
Para atenuar os efeitos do tempo seco no organismo, o especialista indica colocar um recipiente com água no quarto da criança, para tentar manter a umidade do ar. Outra dica é aplicar pelo menos quatro vezes soro fisiológico no nariz. “Isso evita que as mucosas fiquem ressecadas”, ensina. A limpeza da casa e do ambiente frequentado pela criança também é importante. “A poeira aumenta a chance de infecção. O ideal é passar um pano úmido, e não varrer.” Banhos quentes também devem ser evitados, pois resseca a pele, deixando-a escamosa”, diz.
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