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De bem com o travesseiro
São José do Rio Preto, 21 de Setembro, 2013 - 1:43
Distúrbios do sono podem estar associados a doenças

Daniela Fenti

Stock Imges/Divulgação
Distúrbios do sono podem estar associados a doenças autoimunes e neurodegenerativas
Ter uma boa noite de sono faz bem para o corpo e para a mente, e isso não é novidade para ninguém. Mas o que nem todo mundo sabe é que problemas com o travesseiro podem estar atrelados a doenças autoimunes, como a esclerose múltipla, e neurodegenerativas, como o Alzheimer, o Parkinson e a Demência por Corpos de Lewy (DCL).

Recente pesquisa desenvolvida pela equipe de psiquiatria da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, sob coordenação de Chiara Cirelli, teria encontrado evidências de que dormir eleva a produção de mielina - substância responsável por proteger o circuito neural. O aumento mais intenso seria durante o sono REM (sigla em inglês, que significa Movimento Rápido dos Olhos) - aquele em que acontecem os sonhos mais vívidos.

Por enquanto, os testes foram feitos apenas com ratos de laboratório, mas os resultados podem ajudar a combater a esclerose múltipla no futuro.De acordo com a neurologista e especialista em medicina do sono Nely Aragão de Marchi, de Rio Preto, a bainha de mielina (camada de lipídeos e proteínas) constitui o principal envoltório das fibras nervosas e funciona como isolamento elétrico, que permite uma condução mais rápida e eficiente dos impulsos.

“Na esclerose múltipla, o sistema imunológico agride a bainha de mielina e isso compromete a função do sistema nervoso.”Embora ainda não conheça o trabalho norte-americano, Nely sabe que durante o repouso cerebral há restauração dos processos imunológicos. “É possível, portanto, que distúrbios do sono tenham relação com doenças autoimunes”,acrescenta.

Doenças neurodegenerativas

O estudo não é o único nesse sentido. No ano passado, o neurologista David Holtzman, da Universidade de Washington, também nos Estados Unidos, coordenou um experimento com roedores que sugere o aumento da concentração de proteínas beta-amiloide no cérebro com a privação de sono. Uma das causas do Alzheimer é, justamente, o acúmulo dessas proteínas no espaço existente entre os neurônios. Em pessoas saudáveis, a eliminação ocorre naturalmente. Mas, em alguns casos, o material pode se transformar em placas.

Se houver confirmação de que a dificuldade para dormir acelera esse processo também em seres humanos, a ciência pode estar a um passo de detectar a doença antes mesmo que apareçam as manifestações motoras e cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem).

Segundo o professor Paulo Bertolucci, coordenador do Núcleo de Envelhecimento Cerebral e chefe do setor de Neurologia do Comportamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os distúrbios do sono podem ser preditivos de Alzheimer.
Existem várias alterações possíveis, mas a mais comum é a fragmentação do sono, ou seja, a pessoa acorda e demora a dormir de novo. “A fragmentação pode anteceder os primeiros sintomas da doença, mas note que a relação é de causa e efeito. O Alzheimer causa as alterações do sono e não o contrário.

Essas alterações, mesmo corrigidas, não impedirão a doença. Por outro lado, devem ser corrigidas por seu impacto sobre a memória e o comportamento”, defende ele.Hoje é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. Por isso, a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) preparou uma campanha nacional de conscientização com o tema “Alzheimer: Eu Não Esqueço”. No Brasil, estima-se que cerca de 1,2 milhão de pessoas tenham a doença, sendo 90% dos casos não diagnosticados.

Benefícios de uma noite reparadora

A neurologista Nely Aragão de Marchi explica que quando a quantidade ou a qualidade do sono não são reparadoras, o organismo reclama de várias maneiras. Para se ter ideia, ocorre aumento dos marcadores inflamatórios e alterações da atividade do sistema nervoso simpático. Também há mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e até câncer.

“O tempo ideal é aquele suficiente para a pessoa descansar. Em adultos, varia de 7 a 8 horas, mas tem quem se satisfaça com menos ou mais. São os chamados dormidores curtos e longos, respectivamente”, ensina o otorrionalaringologista Hélio Mauro Silva Brasileiro, diretor técnico do Instituto Brasileiro do Sono.
A idade também influencia. Enquanto recém-nascidos costumam dormir 17 horas por dia, idosos tendem a diminuir a necessidade de sono em relação ao período em que costumavam dormir na fase adulta.

Apesar disso, é preciso acender o sinal de alerta quando as noites mal dormidas passam a ser frequentes. “Não temos uma resposta exata, mas diversos trabalhos mostram que dormir menos de 6 horas por noite reduz bastante a capacidade cognitiva no dia seguinte. Em adolescentes, esses trabalhos mostram que além do comprometimento no redimento escolhar há um aumento da agressividade. Dormir bem é fundamental para a saúde física e psíquica de qualquer pessoa”, explica Nely.

Para que se alcance um sono reparador, Brasileiro orienta que é preciso evitar automedicação para dormir, assim como alimentos pesados e exercícios físicos até três horas antes de se deitar. Em caso de alterações persistentes, o ideal é procurar a ajuda de um especialista.





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