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São José do Rio Preto, 16 de Agosto, 2012 - 1:43
Sangramentos fora de hora merecem atenção

Cecília Dionizio

Divulgação
Sangramentos não ligados ao período menstrual ocorrem por diferentes razões
Sangramentos que ocorrem fora do período menstrual requerem atenção maior. A ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose de São Paulo, afirma que a causa está ligada, em geral, a fatores diversos, entre os quais doenças da vagina, colo do útero e uso irregular de contraceptivos hormonais.

Há momentos em que o uso continuado de pílulas anticoncepcionais pode levar ao chamado escape, um sangramento eventual, que vai ocorrer com mais frequência à medida que se prolongue o tempo de uso da pílula. Porém, a médica lembra que deve-se levar em conta a intensidade do sangramento que pode variar desde pequenas perdas de sangue no meio do ciclo menstrual (chamadas de “spottings”), até sangramentos agudos e abundantes. “Essa queixa corresponde a cerca de 50% das causas de visitas ao ginecologista”, diz.

A médica observa que o sangramento pode ocorrer na infância, adolescência, idade reprodutiva e até após a menopausa, pois “em todos estes períodos da vida da mulher ocorrem disfunções ligadas à parte hormonal e que podem ocasionar este sangramento anômalo.” Na maioria das vezes, o problema está atrelado ao endométrio - mucosa que reveste a parede interna do útero, sensível às alterações do ciclo menstrual.

Em alguns casos, alterações na mucosa levam à endometriose - uma inflamação provocada por células do endométrio que, em vez de serem expelidas, migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e levam ao sangramento anormal.

O problema nem sempre é seguido de sintomas. Mas quando isso ocorre, em geral, são dores durante as relações sexuais, cólicas menstruais fortes e até mesmo a infertilidade. No entanto, só 10% dos casos de mulheres que apresentam irregularidade menstrual estão relacionados à endometriose.

Diagnóstico preciso

Para identificar a exata causa do sangramento, muitas vezes é preciso que a mulher seja submetida, além da ultrassonografia intravaginal, a outras duas técnicas diagnósticas, conhecidas como curetagem (raspagem do útero, para limpeza do endométrio e coleta de material para biópsia) e histeroscopia (feito com uma pequena câmera, a exemplo da endoscopia, que visualiza a cavidade uterina e ajuda a identificar a gravidade do problema).

Ambas visam à limpeza da cavidade uterina e avaliação do tecido retirado para identificar se há risco de câncer uterino. A ginecologista Rosa Maria Neme reforça que, de posse do diagnóstico correto, é possível determinar qual o melhor tratamento para cada caso. “Nos casos da hemorragia uterina disfuncional, o tratamento é realizado com medicações hormonais.

Nos demais casos, trata-se a causa da origem do problema. Mas se mesmo assim permanece, como em casos como mioma, adenominose (quando o endométrio infiltra no tecido miometrial do útero), câncer ou pólipos (tecido que cresce dentro do útero), o tratamento é eminentemente cirúrgico”, diz.

Novas vacinas contra HPV

Segundo os profissionais do Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásicas (Oncomed), de Belo Horizonte, foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV (papiloma vírus humano) mais presentes no câncer de colo uterino (HPV-16 e HPV-18). O HPV está presente em mais de 99% das células destes tumores.

Existem mais de 200 tipos de HPV, sendo que aproximadamente 15 deles são considerados de alto risco e estão relacionados com o câncer do colo uterino. Mas o real impacto da vacinação contra o câncer do colo uterino só poderá ser observado após décadas. Há duas vacinas comercializadas no Brasil, porém, ainda não disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Contudo, a realização de exames anuais é ainda mais importante para a detecção precoce do câncer de colo uterino, como o exame papanicolau e o tratamento precoce das lesões com alto risco de se tornar câncer. Das vacinas existentes, segundo a ginecologista Lúcia Buchalla Bagarelli, de Rio Preto, uma é bivalente e age contra os HPVs-16 e 18, e a outra é quadrivalente, e combate os HPVs-6, 11, 16 e 18.

“Ambas vacinas são altamente eficazes na prevenção do HPV. A pessoa que é vacinada cria anticorpos específicos para os tipos de vírus de cada vacina. Se algum dia essa pessoa entrar em contato com algum dos HPVs pelos quais foi vacinada, seus anticorpos irão inativar o vírus e a pessoa não irá adquirir a infecção”, diz. Esses métodos reduzem significativamente a mortalidade por câncer de colo uterino.

Apesar das várias campanhas educativas realizadas no Brasil pelo Inca, grande parte da população ainda está fora do alcance deste exame e, muitas vezes, o diagnóstico é realizado apenas quando a mulher apresenta sintomas de doença avançada - tais como sangramento vaginal e dor - tornando assim o tratamento menos eficaz.

Câncer uterino

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de útero é a segunda doença do gênero mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4,8 mil vítimas fatais e apresenta 18,4 mil novos casos.

O dado positivo é que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce. Na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva, ou seja: o estágio mais agressivo da doença. Atualmente, 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada “in situ”.

Esse tipo de lesão é localizada. Mulheres diagnosticadas precocemente, se tratadas de modo adequado, têm praticamente 100% de chance de cura. Para 2012, o Inca estima 17,5 mil novos casos. A incidência do câncer uterino torna-se evidente na faixa etária de 20 a 29 anos, e o risco aumenta rapidamente até atingir seu pico, geralmente, na faixa etária de 45 a 49 anos.





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