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Olho vivo
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São José do Rio Preto, 4 de Fevereiro, 2012 - 1:44
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Novos equipamentos devolvem a visão de pacientes vítimas de catarata
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Edvaldo Santos
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Oftalmologista Luciano Fochi Garcia realiza cirurgia de catarata com auxílio do aparelho Infiniti: incisão de 2 milímetros e cicatrização mais rápida
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A visão é um dos sentidos mais importantes e sensíveis de nosso corpo. Por este motivo, tudo que é desenvolvido de modo a conservá-la é fundamental. Daí o motivo para comemorar o surgimento de novos equipamentos que tem por objetivo restaurar a visão, como é o caso de pessoas que sofrem com a catarata. Segundo o oftalmologista Victor Bastos, cirurgião em catarata do Hospital do Olho Rio Preto, a catarata é a maior responsável pelos casos de cegueira reversível em todo o mundo. Ela é provocada pela diminuição progressiva da transparência do cristalino, uma lente natural do olho, e atinge principalmente pessoas com mais de 60 anos.
O médico acaba de retornar da Flórida, onde acompanhou diversos casos complexos de catarata. Ele explica que dentre as técnicas mais evoluídas parar reverter a perda de visão causada pela catarata está a que utiliza a plataforma Stellaris. Com ela, é possível realizar um corte de apenas 1,8 milímetros (contra 10 milímetros do modelo tradicional), o que dispensa o uso de suturas ou adesivos.
Essa manutenção da integridade do globo ocular é muito importante, pois diminui o risco pós-cirúrgico de abertura da incisão devido a traumas provocados por quedas, batidas ou choques, comuns a partir dos 60 anos. “Isso representa um grande avanço para a oftalmologia geriátrica, já que o aumento da expectativa de vida do brasileiro, hoje de 68,5 anos, faz com que cresça também o número de pessoas com tendência a ter catarata”, diz o oftalmologista.
Infiniti
O Hospital do Olho (HO) Redentora, em Rio Preto, que realiza em média 150 cirurgias de catarata por mês, já faz uso de um equipamento de alta tecnologia, denominado de Infiniti Vision System (IVS), com o qual realiza todas os seus procedimentos cirúrgicos. De acordo com o oftalmologista Luciano Fochi Garcia, especialista do HO Redentora em catarata, estrabismo e lentes de contato, como a cirurgia de catarata consiste em remover o cristalino opacificado substituindo-o por uma lente artificial intraocular, é exatamente isso que faz o IVS.
O aparelho nada mais é do que uma ponteira de caneta ultrassônica, que é introduzida no olho através de um corte de menos de 3 milímetros. Após isso, a catarata é fragmentada e aspirada com o ultrassom e logo a seguir se implanta a lente intraocular dobrável por uma incisão de aproximadamente 2 milímetros. O médico lembra que uma incisão menor proporciona cicatrização mais rápida (recuperação visual mais acelerada), menos trauma ao olho, melhor visão, retorno mais rápido às atividades normais e maior controle do astigmatismo induzido pela cirurgia.
Os fragmentos da catarata são aspirados em um sistema fechado, com irrigação e aspiração contínuos, e rigorosamente controlados, sendo que a pressão ocular é mantida sobre controle adequado durante todo o procedimento. Após essa etapa, ocorre a introdução da lente, que entra dobrada e se abre dentro do olho, ficando encaixada logo atrás da íris. A pequena incisão é autosselante e geralmente não requer pontos. “Tudo é realizado em ambiente cirúrgico rigorosamente esterilizado e, apesar de parecer simples, exige anos de estudo e treino do cirurgião e entrosamento da equipe que o acompanha”, diz.
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