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Congestionamento
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São José do Rio Preto, 16 de Maio, 2010 - 1:46
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Estudo revela trânsito ‘estrangulado’ em 35 pontos
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Thomaz Vita Neto
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Capello tenta obter verba para trânsito no Ministério das Cidades
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Estudo realizado da Prefeitura de Rio Preto ao qual o Diário teve acesso revela os 35 pontos críticos do trânsito da cidade (arte ao lado). Nos horários de pico - início da manhã e final da tarde -, os congestionamentos registrados nesses pontos causam transtornos, provocam acidentes e colocam em risco a vida de milhares de motoristas. A realização do estudo, porém, não garante a solução dos problemas. A administração diz que não possui recursos financeiros para executar todas as intervenções viárias necessárias para acabar com os congestionamentos.
De acordo com o secretário de Transito de Rio Preto, Aparecido Capello, os piores pontos de “estrangulamento” do trânsito da cidade estão localizados na alça de acesso da rodovia Washington Luís (SP-310) para a avenida Alberto Andaló, nos cruzamentos das avenidas Nossa Senhora da Paz e Potirendaba com a rodovia Transbrasiliana (BR-153) e no cruzamento das avenidas Fortunato Ernesto Vetorasso e Ernani Pires Domingues.
Além das intervenções viárias, em alguns casos com obras e melhoria de sinalização, Capello afirmou que a ação que requer maior urgência é troca da central de semáforos da Prefeitura, avaliada em R$ 400 mil. “Existem muitas reclamações de motoristas relacionadas à sincronização dos semáforos da cidade”, disse o secretário. Dos 194 cruzamentos equipados com semáforos apenas um terço está ligado à central semafórica. “Quero sincronizar todos os semáforos, mas para isso é necessário a compra de uma nova central. A que temos é muito acanhada”, afirmou.
Sem dinheiro para a compra da nova central de semáforos, Capello vai tentar incluir a aquisição do equipamento no programa do Ministério das Cidades que financia recursos para projetos de redução de acidentes. “Já pedi ajuda ao secretário de Planejamento (Milton Assis) que é especialista na elaboração de projetos para a captação de recursos”, afirmou o secretário de Trânsito. No entanto, não há previsão para o envio e eventual aprovação do projeto, tampouco para a liberação da verba.
Orçamento
O orçamento de R$ 7 milhões que a Secretaria de Trânsito tem para 2010 está todo comprometido. Capello disse que parte dos recursos financeiros é destinada à manutenção do contrato com a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) para o controle das multas de trânsito. O contrato consome anualmente R$ 1,5 milhão das finanças da Secretaria de Trânsito. O restante do orçamento é aplicado no convênio com a Polícia Militar, que fiscaliza o trânsito da cidade, na manutenção e troca de semáforos e na sinalização de ruas e avenidas.
Câmeras
Além da troca da central semafórica, Capello quer instalar câmeras de vídeo para monitorar os 35 pontos críticos do trânsito de Rio Preto. A iniciativa prevê investimentos elevados. Em Catanduva, a administração municipal e a Associação Comercial e Empresarial (ACE) se uniram num consórcio e compraram por R$ 500 mil um sistema de monitoramento que trabalha com 16 câmeras. “Com o monitoramento teremos controle dos pontos de congestionamento. Os semáforos poderão ser sincronizados de acordo com o fluxo de veículos”, disse Capello.
Visitantes
Estimativas da Secretaria de Trânsito indicam que além da frota de quase 272 mil veículos, Rio Preto abriga diariamente mais 30 mil veículos de cidades vizinhas. “São pessoas que se deslocam para Rio Preto a trabalho ou simplesmente para passear e fazer compras”, disse o secretário. Para cada 1,5 habitante existe um veículo em Rio Preto. Os carros dominam as ruas e avenidas da cidade e somam 153 mil unidades. Já o número de motos chega a quase 80 mil. A frota está distribuída ainda em caminhões, caminhonete e ônibus.
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Sérgio Menezes
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Rotatória será ‘recortada’ para facilitar o tráfego de veículos
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Trânsito prevê ‘recorte’ de rotatórias
Sem dinheiro para solucionar definitivamente o problema de congestionamento nos 35 pontos identificados no estudo, a Secretaria de Trânsito prepara ofensiva para, pelo menos, amenizar a situação em alguns cruzamentos. O secretário Aparecido Capello afirmou que em 30 dias deverá assinar contrato com uma empreiteira para a execução de uma intervenção viária nas rotatórias das avenidas Bady Bassitt e Juscelino Kubitschek na região do viaduto da rodovia Washington Luiz (SP-310).
A obra prevê um “recorte” nas duas rotatórias, com a diminuição do canteiro central. O objetivo da Secretaria de Trânsito é alargar a avenida Juscelino Kubitschek no trecho que ela passa a ser denominada Bady Bassitt. “A avenida Juscelino tem três faixas de rodagem, mas região da rotatória uma das faixas desaparece. Com o recorte na rotatória será possível manter a terceira faixa nesse trecho”, afirmou o secretário. A mesma intervenção deverá ser feita no sentido contrário da avenida quando a Baby Bassitt passa a ser chamada de Juscelino.
De acordo com Capello, a licitação para a execução da obra já foi concluída. A secretaria vai pagar R$ 167 mil para uma empreiteira realizar a intervenção nas rotatórias. Para evitar transtorno aos motoristas, o secretário que quer as intervenções nas avenidas ocorra em conjunto com a obras do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae), que estão sendo realizadas na Bady Bassitt. Com isso, o trecho será interditado apenas uma vez.
Murchid
A Secretaria de Trânsito também avalia a realização de intervenções viárias nas rotatórias da avenida Murchid Homsi, na região próxima a outro viaduto da SP-310. Nesse ponto a redução de três para duas faixas de rodagem ocorre avenida na marginal Arthur Nonato, no bairro Santa Catarina. Além do fluxo de veículos da própria marginal, uma das rotatórias da Murchid Homsi recebe veículos que deixam a rodovia Washington Luiz em direção aos bairros e à Represa Municipal.
As intervenções a serem feitas já foram definidas e também inclui recortes nas rotatórias e redução do canteiro central. Na ofensiva da Secretaria de Trânsito para amenizar os congestionamentos estão previstas melhorias na sinalização de cruzamentos, principalmente na avenida Ernani Pires Domingues, que contorna quase toda a extensão da zona norte de Rio Preto e também recebe fluxo de veículos que deixam a região central da cidade. “Em alguns pontos já implantamos alças de aceleração, que desviam das rotatórias os motoristas que se deslocam da região norte para Centro”, disse Capello.
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Thomaz Vita Neto
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Promotor Sérgio Clementino aguarda estudo de concessionária
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MP cobra solução para alças
Apesar de aparecerem no estudo da Prefeitura de Rio Preto, os pontos de congestionamento que se formam na alça de acesso da rodovia Washington Luís (SP-310) para a avenida Alberto Andaló e na rotatória da rodovia Transbrasiliana (BR-153) que dá acesso à avenida Nossa Senhora da Paz devem ser solucionados pelas concessionárias que administram as duas rodovias. O Ministério Público (MP) cobrou da concessionária Triângulo do Sol medidas para acabar com a fila de veículos que se forma na alça da SP-310 em horários de pico.
Diariamente, no início da manhã e no final da tarde, motoristas que se dirigem para a avenida Alberto Andaló através da rodovia Washington Luís enfrentam congestionamento. O promotor Sérgio Clementino sugeriu à Triângulo do Sol a abertura da alça de acesso em outro ponto da rodovia mais distante da avenida Alberto Andaló. “Essa mudança não acabará com o congestionamento, mas a fila de veículos será transferida da rodovia para a avenida marginal (Adhemar de Barros), garantindo maior segurança aos motoristas que utilizam a rodovia”, afirmou.
O representante do MP indicou a mesma alternativa para ser implantada na alça de acesso da SP-310 para a avenida Murchid Homsi, no entroncamento com a avenida marginal Arthur Nonato. De acordo com Clementino, no início deste ano a Triângulo do Sol se comprometeu a apresentar ao MP, no prazo de três meses, estudo com alternativas para acabar com os congestionamentos nas alças de acesso em todo o trecho urbano da rodovia.
O prazo para a entrega do estudo, segundo Clementino, termina amanhã. Por meio de sua assessoria de imprensa, a concessionária afirmou que o estudo foi concluído e será entregue ao MP no prazo estabelecido.
O secretário de Trânsito de Rio Preto, Aparecido Capello, afirmou que a concessionária Transbrasiliana, que administra a BR-153, também encomendou estudos para acabar com o congestionamento no trevo de acesso à avenida Nossa Senhora da Paz. A concessionária foi procurada para informar as eventuais intervenções que poderão ser realizadas no local. A assessoria de imprensa da Transbrasiliana afirmou que a empresa comentará o assunto no decorrer da semana. (JP)
Coletivo em segundo plano
Para o arquiteto e urbanista Fernando Verroni, especialista em planejamento urbano, as intervenções da administração publica no trânsito de Rio Preto privilegiam o transporte individual em detrimento ao transporte coletivo. “Deveria ocorrer o inverso. As iniciativas da administração pública funcionam como remendos. Em pouco tempo será preciso novas intervenções”, disse.
Verroni afirmou ainda que a Prefeitura deve começar a “pensar” num sistema de transporte coletivo de qualidade, para resolver os problemas de congestionamento. “As pessoas preferem utilizar carros porque os ônibus são lerdos, não respeitam horários e estão sempre lotados”, disse. “A Prefeitura precisa pensar em atrativos na busca de novos usuários do sistema de transporte coletivo”, completou.
Concessão
O contrato de concessão do transporte coletivo de Rio Preto vence em fevereiro de 2011. O secretário de Trânsito, Aparecido Capello, disse que já entregou ao prefeito Valdomiro Lopes (PSB) um projeto do modelo de sistema de transporte coletivo considerado ideal para a cidade. A proposta é trazer para Rio Preto o sistema utilizado em Piracicaba, no qual o controle sobre as passagens é de responsabilidade da administração municipal. “As empresas recebem por quilômetro rodado”, disse Capello.
A ideia do secretário é tirar o fluxo de ônibus da região central da cidade, com a implantação de miniterminais distribuídos nas quatro regiões da cidade e interligados ao terminal central. O modelo descarta os miniterminais atuais. De acordo com Capello, os ônibus circularão nos bairros e de cada miniterminal sairão ônibus com destino ao terminal central. Nos miniterminais os usuários poderão comprar passagens. Atualmente, a venda de passagens é feita apenas no terminal central.
Apesar da proposta de Capello, o prefeito Valdomiro ainda não definiu o sistema que será adotado em Rio Preto. A Prefeitura vai contratar empresa especializada para realizar estudos, que deverão indicar o melhor modelo de transporte coletivo para a cidade.
Clique aqui e confira os principais pontos de congestionamento no trânsito de Rio Preto
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COMENTÁRIOS
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andreia
postado em
16/05/2010
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Veroni tem toda razão quando diz, que a prefeitura tem que buscar atrativos, para a melhoria do transporte coletivo. Tem que melhorar isso, sem dúvida alguma.
Acho que aí resolve um grande problema no trânsito de rio preto, sendo um dos piores na minha opnião.
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