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São José do Rio Preto, 12 de Maio, 2010 - 4:50
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CPI afirma que documentos reforçam fraude em ponto
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Edvaldo Santos
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Eudes, que já pediu demissão, durante seu depoimento à CPI
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O vereador Nilson Silva (PSDB), que preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Assessor, disse ontem que documentos apresentados pela faculdade Unilago confirmam que o ex-assessor do vereador Pedro Roberto Gomes (Psol) Francisco Eudes Alves participou de estágio no curso de Direito da instituição de ensino em horário que deveria estar na Câmara de Rio Preto.
Os vereadores membros da CPI se reúnem na próxima sexta-feira para começar a elaborar o relatório final da investigação. De acordo com Nilson, os documentos demonstram que Eudes chegou a se ausentar da Câmara por até quatro horas para participar do estágio, no entanto, essas horas não foram descontadas de seus salários, pagos com recursos públicos do Legislativo.
Ontem, ao comentar o conteúdo dos documentos, Pedro Roberto disse que as horas foram compensadas com trabalho extra. “Mantenho minhas declarações anteriores. Não houve prejuízo ao erário. As horas (de estágio) foram compensadas”, disse Pedro. Nilson afirmou que a irregularidade praticada por Eudes pode configurar crime de falsidade ideológica.
“Ele (Eudes) assinou as folhas de ponto da Câmara como se estivesse trabalhando no gabinete do vereador (Pedro Roberto), mas, na verdade, estava na faculdade, fazendo estágio. Isso é crime de falsidade ideológica (artigo 299 do Código Penal)”, afirmou o tucano. As informações na folha de ponto foram confirmadas por Pedro Roberto.
Com a criação da CPI para investigar o caso, Eudes pediu demissão do cargo de assessor da Câmara. Ele chegou a entregar à Diretoria Geral da Câmara um cheque de R$ 1,4 mil, como forma de compensar as horas que recebeu sem ter trabalhado. O presidente da Câmara, Jorge Menezes (DEM), não aceitou o pagamento e determinou a devolução do cheque.
Procurado pela reportagem, ontem, para comentar o conteúdo dos documentos entregues à CPI, Eudes não quis falar sobre o assunto. “Você pode ligar para o meu advogado que ele tem as informações”, disse o ex-assessor de Pedro Roberto. O advogado Marcelo Henrique, do qual Eudes é cliente, não foi localizado. A reportagem deixou recado com a assessoria de imprensa do advogado, que já foi candidato a prefeito de Rio Preto e é ex-presidente do Psol.
Substituição
Na reunião da próxima sexta-feira o presidente da CPI vai oficializar a inclusão do vereador Paulo Pauléra (PP) entre os membros da comissão. Ele substituí o suplente de vereador Gerson Furquim (PP), que deixou a Câmara no início de abril. Pauléra é titular da vaga no legislativo, mas estava licenciado para ocupar a Secretaria de Serviços Gerais.
Nilson não descarta pedir prorrogação da CPI do Assessor. De acordo com o tucano, o prazo para a entrega do relatório final do caso termina no dia 2 de junho. “Ainda temos alguns dias para concluir as investigações, mas acredito que vai ser necessário prorrogar esse prazo”, disse. O presidente da comissão não disse quantos dias a mais serão necessários para a conclusão do caso nem quis apresentar os documentos que recebeu da Unilago. Alega que estão sob “sigilo.”
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