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São José do Rio Preto, 8 de Fevereiro, 2012 - 5:12
Empresa vai à Justiça contra licitação

Rodrigo Lima

Hamilton Pavam
Faria garantiu que não doou nem vai doar para campanhas eleitorais
A juíza da 2ª Vara da Fazenda, Tatiana Viana Santos, negou pedido de liminar em mandado de segurança impetrado pela empresa Saenge Engenharia e Participações S/A contra decisão do secretário de Obras, Luís Carlos Calças, que declarou a Constroeste a vencedora da obra de construção de parque nas margens do rio Preto, na avenida Philadelpho Gouveia Neto. A Saenge contesta decisão administrativa de Calças que a inabilitou na licitação, mesmo apresentando o menor valor para a execução da obra - R$ 7,9 milhões.

A Saenge pediu à Justiça a suspensão imediata da concorrência número 20/11, além da manutenção da decisão anterior que a habilitou e havia classificado empresa como primeira colocada na disputa. Atualmente, a Constroeste já iniciou a urbanização do local por R$ 8 milhões. Estão previstas a construção de pista de caminhada e ciclovia no local.
O diretor da Constroeste, Júnior Faria, afirmou ser “normal” uma firma olhar o documento da outra e pedir impugnação.

“Ela (Saenge) participou com razão social que não é dela. Nós entramos com processo administrativo e temos certeza que estamos corretos. A mesma empresa participou de licitação com nomes diferentes”, disse Faria, que comentou ainda sobre as licitações ganhas pela empresa que totalizam R$ 115 milhões. (veja texto abaixo)..

A Constroeste alegou que a Saenge se apresentou com Sociedade Anônima (S.A.), quando na verdade é uma empresa com inscrição Limitada (Ltda.). Diante disso, Calças declarou inabilitada a empresa e declarou a Constroeste vencedora da licitação. A Saenge afirmou que o recurso administrativo da Constroeste foi “intempestivo.” A empresa argumenta na ação que deve prevalecer “a supremacia do interesse público”, já que haveria prejuízo ao município no valor de R$ 137,4 mil.


"Não mexemos com política"

O diretor da Constroeste, Júnior Faria, negou qualquer tipo de favorecimento à empresa nas licitações na Prefeitura de Rio Preto. “Nós não mexemos com política. O nosso negócio é trabalhar. Começa a entrar no momento político, o próprio concorrente e as pessoas vão aproveitando para falar algumas coisas sem fundamento algum. Não temos preocupação porque fazemos as coisas claras”, afirmou Faria, que venceu R$ 115 milhões em licitações (veja quadro acima).

Ele afirmou ainda que o Grupo Faria, da qual a Constroeste faz parte, não vai fazer nenhum tipo de doação para a campanha política neste ano. Ele negou que o grupo tenha financiado candidatura em eleições anteriores. “Hoje, Rio Preto é um dos maiores canteiros de obra do país. Não sou político, não torço para nenhum político, não participo de campanha política e não tenho interesse político”, afirmou.

Faria disse que a vantagem que possui em relação a concorrente deve-se ao fato da empresa manter sua sede e maquinário na cidade. “Temos nossas instalações aqui. Nós temos de ter, naturalmente, uma melhor composição de preço. Não tenho deslocamento de canteiro de obra. A composição (de preços) é pedra, concreto e nós temos a metalúrgica. Nós compramos aço diretamente da siderúrgica. Tudo isso influencia na composição dos custos.”

O diretor da Constroeste disse que “não ganha todas as obras”. “Nós tivemos interesse em cerca de 100 obras, compramos edital do nosso segmento, que tínhamos interesse. Nós ganhamos 17”, afirmou em relação ao governo do prefeito Valdomiro Lopes (PSB). “ A cidade está crescendo e está se desenvolvendo. Isso que está acontecendo”, disse.





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