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Fatalidade
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São José do Rio Preto, 13 de Março, 2010 - 3:04
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Homem morre dentro do gabinete de Ohno
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Edvaldo Santos
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Paramédicos do Samu retiram corpo de advogado da Câmara
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O advogado Alexandre Meireles Medina, 62 anos, morreu ontem dentro do gabinete do vereador de Rio Preto Nelson Ohno (PSB). A suspeita é de que ele teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou um infarto fulminante. O acidente ocorreu por volta das 13h10. Duas equipes do Samu foram chamadas para tentar reanimar o advogado. Os paramédicos utilizaram desfibrilador e fizeram massagem cardíaca durante 40 minutos dentro do gabinete, mas Medina não resistiu. Ohno disse que o advogado tinha ido ao seu gabinete “pedir medicamentos para o coração.”
Antes da chegada do socorro, assessores e funcionários do Legislativo tentaram reanimar o advogado, sem sucesso. Um dos assessores de Ohno já trabalhou como enfermeiro e fez os primeiros socorros. O atendimento de reanimação do advogado continuou dentro da viatura do Samu até por volta das 14 horas. O velório está previsto para hoje no cemitério São João Batista, em frente ao aeroporto. De acordo com Ohno, o advogado iria preencher um cadastro de atendimento quando passou mal e caiu. O gabinete do parlamentar está localizado logo na entrada do prédio do Legislativo. “É uma situação lamentável. Ele (Medina) necessitava de remédios para o coração, mas não pude ajudá-lo. Foi uma fatalidade”, disse o vereador.
Ohno acredita que, em princípio, o advogado deve ter sido vítima de um infarto fulminante. O vereador disse que não houve nenhum outro elemento, como discussão que pudesse ter contribuído para a “fatalidade.” O corpo do advogado foi levado pela equipe do Samu ao Pronto Socorro Central. No local, representantes da Secretaria de Saúde fizeram a identificação de Medina e localizaram seus familiares. “O atendimento foi rápido. Fico triste de não tê-lo ajudado”, afirmou Ohno.
Desequipada
Dentro da Câmara de Rio Preto não há nenhum equipamento de primeiros socorros para promover o pronto atendimento em casos como o registrado ontem. “Infelizmente isso aconteceu. Poderia ter ocorrido em qualquer outro lugar. Rezo por ele e pela família”, afirmou o presidente Jorge Menezes (DEM). Mesmo assim, o diretor Geral da Casa, João Batista da Silva, afirmou que não está previsto equipar a Câmara com os equipamentos médicos para a realização deste tipo de atendimento. “Trata-se de uma fatalidade”, afirmou. A lei 10.329/2008 prevê a colocação de desfibrilador em locais com grande concentração de público, como shoppings, aeroporto, estádios, rodeios entre outros. “Não é o caso da Câmara”, afirmou o diretor geral do Legislativo.
O filho do advogado Alexandre Medina disse que entrou em contato com Ohno para saber o que aconteceu. “Me disseram que meu pai havia procurado o vereador para pedir remédios. Não sei porque, já que eu já estava com os remédios”, afirmou. Os familiares aguardavam ainda ontem a liberação do corpo pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO) que poderia apontar a causa da morte.
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