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Novela
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São José do Rio Preto, 11 de Março, 2010 - 3:02
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Estudo antienchente custará R$ 140 mil
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Sérgio Menezes
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Reunião entre representantes da Prefeitura eMP debate enchentes
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A Prefeitura de Rio Preto vai pagar R$ 140 mil para a empresa Zacarin Engenharia de Fundações desenvolver um projeto que resolva o problema das enchentes na cidade. Ontem, o engenheiro Pedro Donizeti Zacarin participou de reunião entre representantes do município e o promotor de Justiça Sérgio Clementino, que deu mais 60 dias de prazo para que a empresa terminar a proposta.
Segundo Zacarin, o projeto vai estabelecer a necessidade de construir novos piscinões e obras de microdrenagem - abertura de galerias pluviais e bocas de lobo - ao longo das avenidas Juscelino Kubitschek e José Munia. O valor das obras não foi divulgado. “Qualquer valor que falarmos agora seria uma mero chute. Não há condições de se fazer uma estimativa”, afirmou Zacarin após o encontro com o promotor.
O engenheiro contratado pelo prefeito Valdomiro Lopes (PSB) foi o responsável pelas obras antienchentes do canal da avenida Bady Bassitt em 2001 e a construção do canal entre as ruas Pedro Amaral até o rio Preto feita no fim do governo do ex-prefeito Liberato Caboclo. Mesmo com as duas obras o problema das enchentes persistiu ao longo dos anos.
Nos próximos dias, a Prefeitura vai abrir a licitação da obra da canalização do rio Preto, prevista em R$ 34 milhões. Parte dos recursos será liberado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outros R$ 19,9 milhões devem ser pela Caixa Econômica Federal (CEF). A aprovação do financiamento deve ocorrer até a próxima terça-feira pela Secretaria do Tesouro Nacional.
“Rio Preto é carente de microdrenagem. Para cima da rodovia Washington Luís a água escoa pelas ruas, o que provoca grandes enxurradas”, afirmou Zacarin. O estudo que ele promove a pedido do município é feito com base em levantamentos já elaborados nos últimos anos. Algumas das obras já estão previstas pelos técnicos da Secretaria de Planejamento, como a necessidade da construção de novos piscinões. “Nós fizemos estudos em diversos pontos da cidade.”
Segundo o promotor, o estudo deverá analisar se será necessário ou não ampliar os canais das avenidas Alberto Andaló e Bady Bassitt, locais da ocorrência das enchentes. Essa intervenção, além de cara, sofre resistência do procurador-geral do município, Luiz Tavolaro. Seria uma intervenção urbana de grande porte nos principais corredores econômicos da cidade.
A intenção de Clementino é assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o prefeito Valdomiro Lopes (PSB) se comprometendo com a execução de todas as obras que forem necessárias. “Só piscinões não são suficientes”, concluiu Clementino.
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