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São José do Rio Preto, 4 de Março, 2010 - 3:48
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E-mail revela jogo de influência no Palácio
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Guilherme Baffi
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Aloysio Nunes, o “dr.” responsável pela liberação de verbas
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O vazamento de um e-mail com registros internos da Casa Civil revela um suposto tráfico de influência no Palácio dos Bandeirantes em favor do pré-candidato a deputado estadual Clóvis Chaves (PSDB) na liberação de verbas para municípios. Por uma falha da Secretaria Estadual de Comunicação, anotações internas sobre a liberação de dinheiro de convênios não foram apagadas e encaminhadas à imprensa.
O Diário recebeu o release com o material indicando quem pediu e quem liberou dinheiro para determinadas cidades. No campo de Cardoso, consta na frente: “pedido Clóvis”, em referência ao pré-candidato tucano que não tem qualquer relação com o governo estadual. Clóvis Chaves é subprefeito de São Mateus, na Capital.
Nas anotações feitas no quadro de convênios com os municípios consta ainda a liberação de recursos sempre mediante aprovação do “doutor”, que, segundo o Diário apurou, trata-se do chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes. As liberações variam entre R$ 50 mil e R$ 200 mil. Para a reforma de ginásio de esportes em Paulo de Faria, por exemplo, consta na frente: “dr. atendeu e liberou 150 mil” (veja reprodução acima). Em outro trecho, consta que o “dr. despachou na AMA 150 mil.”
Oficialmente, porém, a Casa Civil afirma que o “doutor” seria o subsecretário da Casa Civil, Rubens Cury. A assessoria de Aloysio afirmou que o vazamento das informações ocorreu por causa de um “erro”, além de considerar Clóvis um “portador” de um pedido do prefeito de Cardoso. Clóvis sempre foi ligado e trabalhou para Aloysio, que agora o apoia como candidato.
Após perceber que divulgou o e-mail com as anotações internas, a Secretaria de Comunicação enviou uma nova mensagem, desta vez sem o conteúdo sigiloso. “Favor desconsiderar e-mail anterior”, diz a mensagem.
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Guilherme Baffi
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Clóvis trabalhou “a vida inteira” com Aloysio e não vê problema “nisso”
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Clóvis, que é nascido em Cardoso, afirmou que não se lembrava do pedido de obras de infraestrutura ao município. Ao ser informado do documento com o seu nome o tucano disse: “não sei se sou eu.” Depois, considerou que não vê “nenhum problema nisso. Me pedem tanta coisa que apenas transmito aos órgãos estaduais”, disse Clóvis ao mencionar que trabalhou “a vida inteira para Aloysio.”
Clóvis atuou como o articulador politico de Aloysio na região de Rio Preto por vários anos. É o atual subprefeito de São Mateus em São Paulo e pretende disputar a eleição fazendo dobradinha com o deputado Vaz de Lima (PSDB), que tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados.
A assessoria da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) afirmou que esse possível jogo de influência pode caracterizar ato de improbidade administrativa e uso da máquina para fins eleitorais. O uso eleitoral da liberação de recursos por Chaves durante o processo eleitoral também seria irregular. “Pode estar aí a ponta de um iceberg”, disse a assessoria da PRE.
O e-mail com as anotações internas era para divulgar o evento que liberou R$ 7,9 milhões em convênios com municípios da região. Para Rio Preto, foi confirmada a liberação de R$ 3,5 milhões para obras emergenciais para recuperação dos estragos causados pela enchente do dia 18 de janeiro.
Entre as cidades beneficiadas estão Adolfo, Cardoso, Américo de Campos, Cedral, Cosmorama, Dolcinópolis, Ibirá Indiaporá, Irapuã, Monções, Monte Aprazível, Neves Paulista, Nipoã, Nova Canaã Paulista, Paulo de Faria, Riolândia, Rubinéia, Sales, Santa Albertina, Santa Clara D’Oeste, Santa Fé do Sul, São Francisco, São João das Duas Pontes, Três Fronteiras e Vitória Brasil.
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COMENTÁRIOS
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luiz sergio raposo
postado em
04/03/2010
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Alguém tem alguma dúvida que essas trocas de gentilezas nunca existiram em nosso Pais? Façam-me o favor, homens do povo, a ponta do iceberg sempre estve ai, não é um privilégio dos homens de hoje, dos atuais eleitos, trata-se de prática corriqueira, natural que o eleito queira ajudar sua região, através dos projetos, verbas,etc.. mais ainda em ano eleitoral. E dai? Qual o problema? Está tudo dentro da legalidade do papel e das normas que deliberam e geram o orçamento anual lá na União. Não tem nada de ilegal nisso. Pode até ser imoral, mas tem legalidade. Quer mudar algo? Eleja gente mais decente, honesta e sem necessidade de dinheiro, que já seja financeiramente autosuficiente. Ai vem os "comunistas" de plantão apregoando que a elite vai mandar no País, pois geralmente os "auto suficientes" são da elite.E dai?
é assim mesmo que funciona. Essa semana discutiamos em uma roda de amigos que no Brasil muita democracia pode atrapalhar um pouco. As vezes chego a essa conclusão.Gente muito sem preparo intelectual não pode administrar dinheiro publico e nem ocupar cargos de relevância. Ai voltamos no velho problema, o elitizado é malandrão? Pode ser. Ai vem a conclusão final: o homem natural não tem qualidade, precisamos de um diferencial que quase nenhum deles tem hoje, que é a presença e o temor de Deus e do evangelho em sua vidas. A maioria vai achar que fiquei louco.Não meus amigos leitores a conversão é a causa desses meus pensamentos mais recentes.Pensem nisso.
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