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São José do Rio Preto, 3 de Março, 2010 - 3:04
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Recuperação de avenidas está atrasada em 15 dias
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Carlos Chimba
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Faz 44 dias que chuva destruiu avenidas e Prefeitura ainda não conseguiu recolocar pedrinhas
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Com o cronograma da recuperação dos canteiros centrais das avenidas Bady Bassitt e Alberto Andaló atrasado em pelo menos 15 dias, o prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB), convocou representantes das empreiteiras contratadas emergencialmente para pedir agilidade nas obras. Faz 44 dias que uma chuva destruiu as avenidas e até hoje pouca coisa foi reconstruída.
“Não estou gostando do ritmo das obras na cidade. Convoquei os empreiteiros porque tem de acelerar o ritmo que está muito lento”, disse o prefeito. É a segunda vez que Valdomiro se reúne para pedir a auxiliares empenho na recuperação das principais vias da cidades. Há um mês, no dia 1º de fevereiro, ele chegou a esmurrar a mesa durante reunião com secretários.
As oito empresas foram contratadas sem licitação pela Prefeitura no dia 18 de janeiro, por R$ 3,3 milhões. O prazo para a recuperação da cidade era de 60 dias, que não será cumprido. “Contratamos isso em emergência e vou exigir que acelerem as obras. Tinha de acabar em menos de 60 dias. Os contratos mostram isso”, afirmou.
A reunião ocorreu no final da tarde de ontem, logo após Valdomiro chegar de viagem a São Paulo. O encontro ocorreu no gabinete no quarto andar. O secretário de Obras, Luís Carlos Calças, afirmou que a principal reclamação de Valdomiro foi em relação a recuperação dos canteiros, que se resume basicamente à recolocação do petit pavé nas calçadas, o que a Prefeitura nem as empresas conseguem fazer.
De acordo com Calças, as obras nas principais avenidas estão atrasadas em pelo menos 15 dias. Durante o encontro o prefeito pediu justificativas para o atraso e ouviu dos representantes das empresas que as chuvas dos últimos dias têm atrapalhado o andamento do trabalho.
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Thomaz Vita Neto
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Valdomiro reúne secretário de Obras e todos empreiteiros contratados para cobrar agilidade em recuperação: puxão de orelha
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Valdomiro acabou sendo advertido pelos construtores que para dia com chuva, eles teriam dois dias para fazer a compensação. O prefeito ficou irritado com a informação. Tanto que Calças disse que vai aplicar advertência às empresas Consterp e Construteto. A Consterp foi contratada para promover a recuperação do canteiro central da avenida Bady Bassitt por R$ 467,8 mil e a Construteto fará a recuperação da Alberto Andaló por 321,8 mil. O secretário de Obras afirmou ainda que para cada obra há dois engenheiros fazendo a fiscalização. “A engenheira teve de mandar parar a colocação do petit-pavé na avenida Bady Bassitt porque estava incorreta”, disse. Um dos pontos positivos destacados pela Prefeitura foi a abertura de espaços nos canteiros centrais que vão garantir a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência nas avenidas.
Calças afirmou ainda que a obra de recuperação da ponte do rio Preto, na avenida Noé Gonçalves de Souza também está atrasada. “Andou só 10% da obra até o momento. Nós tínhamos de estar em pelo menos 60% da obra já feita”, disse. A empresa via receber R$ 270,7 mil pela obra.
Até o momento, a Prefeitura não liberou nenhum pagamento às construtoras. No total estão em andamento na cidade dez obras emergenciais que custaram aos cofres públicos R$ 3,3 milhões - recurso liberado pelo governo do Estado a fundo perdido.
Segundo Calças, o Ministério Público recebeu toda a documentação referente ao andamento das obras no município. Entre as intervenções em emergência estão a recuperação da erosão na avenida José Munia com a rua Abrão Thomé, a restauração da passarela da Represa Municipal, a recuperação da travessia da rua Roberto Simonsen com a avenida José Munia.
Emurb abre crise no governo
Não bastasse a preocupação com o andamento das obras emergenciais em Rio Preto, o prefeito Valdomiro Lopes (PSB), passou o dia ontem resolvendo a crise que se instalou na Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb) após a veiculação das imagens de seguranças espancando o ambulante Paulo Dias. O prefeito afirmou que determinou a demissão dos seguranças e envolvidos no episódio por telefone.
O presidente da Emurb, Luiz Fernando Lucas, afirmou que o episódio não vai atrapalhar o seu projeto político, que é disputar uma cadeira de deputado estadual pelo DEM. “Não trata-se de fato político. Que culpa tenho eu das agressões? Não mandei ninguém bater”, afirmou o presidente da Emurb. “Isso não me atrapalha”, considera.
O secretárioi do DEM em Rio Preto e secretário de Agricultura, Moacyr Seródio, as agressões “arranham” a imagem de Lucas queira ele ou não. “O partido irá fazer uma avaliação do caso. É óbvio que traz desgaste uma situação dessas”, afirmou. Ele diz que o fato de os agressores terem sido demitidos imediatamente ameniza a situação do governo. “Foi uma resposta rápida.”
O deputado estadual licenciado Rodrigo Garcia, presidente do DEM de Rio Preto e padrinho da indicação de Lucas na Emurb, não quis comentar o assunto. Por meio de assessoria disse que é uma caso da administração de Valdomiro e que Lucas “tomou todas as medidas para o caso.” Se for candidato, Lucas deve fazer dobrada com Rodrigo Garcia em Rio Preto e região.
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