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Dinheiro púbico
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São José do Rio Preto, 31 de Janeiro, 2010 - 3:28
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A Câmara dos 31 mil cafés
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Ferdinando Ramos
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Legislativo consumiu 155 quilos de pó de café e 26 mil litros de água
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Os 17 vereadores de Rio Preto, seus 51 assessores, além dos 43 servidores efetivos e comissionados da Câmara consumiram no decorrer do ano passado 31 mil cafezinhos, que foram produzidos com quase uma tonelada de açúcar e 155 quilos de pó de café - cada quilo produz no mínimo 10 litros da bebida. Nas relações de compras disponibilizadas no site do legislativo (www.camarariopreto.com.br) consta ainda que também foram consumidos mais de 26 mil litros de água mineral.
Para produção dos cafezinhos e chás de erva doce e mate foram gastos ainda oito botijões da gás de 45 quilos cada um. No decorrer de 2009, a Câmara de Rio Preto utilizou ainda 267 mil copos (de água e café), além de 30 frascos de adoçante. Até um fogão industrial novo foi adquirido pelo Legislativo. O setor de contabilidade do Legislativo registrou ao longo de 2009 gasto de R$ 83,3 mil com as compras mensais que incluem ainda as despesas com combustível, de manutenção dos gabinetes e da estrutura administrativa da Câmara, além dos carros utilizados pelos vereadores e assessores.
Os gastos mensais variam de R$ 2,7 mil (janeiro - mês de recesso) a R$ 8,5 mil (agosto), com exceção de dezembro, quando as despesas atingiram a casa de R$ 15 mil. No último mês do ano os gastos acima da média foram justificados com a compra de três TVs de tela plana e LCD, e um aparelho de DVD com “karaokê”, que foi instalado no gabinete do presidente da Câmara, Jorge Menezes (DEM). “Quando os vereadores queriam assistir a um DVD da sessão não tinham um local adequado. Por isso, instalei o aparelho na presidência”, disse Menezes. Duas TVs foram instaladas no plenário da Câmara e substituíram antigos aparelhos. “As televisões do plenário estavam velhas. O som e a imagem eram ruins”, afirmou o presidente.
A terceira foi para o gabinete de Menezes. Cada TV do plenário custou R$ 2,4 mil. Já a TV instalada na sala da presidência custou R$ 1,8 mil. Para a compra do DVD, saíram dos cofres públicos R$ 189. A Câmara ainda gastou com a aquisição dos suportes para os aparelhos e com a instalação. Em um ano foram utilizadas na Câmara de Rio Preto 300 mil folhas de papel sulfite. Menezes ficou surpreendido com a quantidade de papel gasto pela Casa. “Na próxima semana vai pedir para a Diretoria Geral da Câmara elaborar um memorando para orientar o uso consciente do papel. Vou distribuir esse documento para os gabinetes dos vereadores e departamentos da Casa”, disse o presidente.
A atitude consumirá ainda mais papel. Para esses casos é aconselhável o uso de e-mail. A utilização de cópias de documentos para comunicados também gera gastos com toner e cartuchos de tintas de impressoras e copiadoras. Além dos gastos com material de consumo, a Câmara comprou em 2009 quatro carros zero-quilômetro por R$ 190 mil e renovou em dezembro todo o sistema de informática, com softwares e hardwares, o que custou mais R$ 340,2 mil. Porém, segundo a direção da Casa, esses dois valores foram empenhados e serão pagos em 2010.
Mimos
Na relação de despesas da Câmara no ano de 2009 consta que dos cofres públicos saíram os recursos para a compra de 17 agendas para os vereadores. Cada uma custou pouco mais de R$ 25. Também foi comprado um filtro de carvão para o bebedouro da Câmara, mas o acessório não cessou o consumo de água mineral. No início do ano passado, a Câmara adquiriu 20 controles para o portão eletrônico. A compra custou quase R$ 500.
De acordo com Menezes, não há excessos nas despesas da Câmara de Rio Preto. “Só gastamos o necessário, mas vou conversar com os diretores da Câmara e pedir para que eles economizem o máximo que puderem os materiais utilizados nos seus setores”, afirmou o presidente.
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Sérgio Menezes
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Em 2009, Casa gastou 9.727 litros de combustível; previsão é de aumento
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Gasto com combustível chega a R$ 18,7 mil
O vai e vem dos carros do Legislativo consumiu 9.727 litros de álcool e gasolina, ou seja, R$ 18,7 mil dos cofres públicos. Levando em consideração que a cada litro de combustível é suficiente para rodar sete quilômetros (dentro da cidade), os parlamentares percorreram cerca de 68 mil quilômetros - o que corresponde a uma volta e meia ao redor da Terra, já que o planeta tem 40 mil quilômetros de circunferência.
O consumo de combustível representa quase 20% do total de recursos utilizados pela Câmara de Rio Preto para as despesas mensais, em 2009.
Assessores de gabinetes também utilizam a frota para atividades externas variadas - inclusive para fazer entrega de jornal político de vereador em bairros da cidade, como fizeram as assessoras de Sebastião Santos (PRB), em setembro do ano passado. O caso foi investigado pelo Ministério Público, que apurou eventual abuso, mas foi arquivado pelo promotor Carlos Romani.
A partir de fevereiro os vereadores terão à disposição quatro novos carros - dois Volkswagen Polo e dois Ford Fiesta - que foram comprados pelo presidente Jorge Menezes (DEM). Os veículos, que custaram R$ 190 mil, aumentou a frota, que passou a ter 14 carros e uma moto. Os novos veículos, que foram entregues no início de janeiro, permanecem na garagem do Legislativo a esperado emplacamento.
Gasolina
O uso da gasolina nos veículos da Câmara prevaleceu sobre a utilização do álcool em 2009. Ao custo médio de R$ 2,39 o litro, a Casa utilizou 6.365 litros de gasolina contra 3.362 de álcool, que registrou preço médio de R$ 1,09. As despesas com gasolina chegaram a R$ 15,2 mil, já os gastos com álcool consumiram R$ 3,5 mil dos cofres públicos.
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Ferdinando Ramos
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Estrutura de Oscarzinho ‘engordou’ despesas em R$ 10,6 mil
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Custo aumenta com manutenção de gabinete
Além das despesas mensais para manutenção da Casa, o Legislativo ainda mantém o custo de cada um dos 17 gabinetes, que soma gastos com materiais de escritório, salários de assessores, subsídios dos parlamentares e viagens realizadas em nome da Câmara. Cada vereador também pode utilizar mensalmente uma cota de R$ 436 em ligações telefônicas e têm direito a cotas de selos e cópias.
Oscarzinho Pimentel (PPS) lidera o ranking desses gastos: em um ano ele consumiu R$ 10,6 mil. Procurado para comentar sobre suas despesas, Oscarzinho não retornou o recado deixado com a assessoria de seu gabinete.
Na segunda colocação do ranking, com gastos de R$ 9,7 mil, aparece o vereador Nilson Silva (PSDB). O parlamentar disse que o valor das despesas é equivalente à sua atuação no decorrer do ano. “Não gasto com coisas particulares. Essas despesas são revertidas em benefícios para as pessoas”, disse.
O vereador Manoel Conceição (PPS) registrou o menor valor do ranking. Em um ano, o gabinete dele consumiu R$ 5,5 mil. “Gasto o essencial. Afinal, esse dinheiro é do contribuinte. Tenho um gabinete econômico”, disse.
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Carlos Guilhermitti
postado em
31/01/2010
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Dia desses fui até o posto de atendimento médico da Vila Toninho, me dirigi até o bebedouro d'agua e percebí não haver copo. Fui ao setor de atendimento e me informaram não ter copo descartavel naquela unidade. Fiquei abismado. Passado algumas horas comecei a pensar que aquilo apesar de absurdo éra normal, afinal é nada ante os graves acontecimentos das UBSs em nossa cidade. E não muda, entra governo, sai governo é a mesma coisa. Me deparo agora com esta bela matéria do Diário e vejo os culpados pela situação, feito marajás consumindo do bom e do melhor. E o que é piór: Nós é quem pagamos. É revoltante ver esta farra de sanguessugas. Fiquemos atentos.
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