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'Cabidão'
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São José do Rio Preto, 30 de Janeiro, 2010 - 3:16
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Riopretoprev propõe criar 20 cargos
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Sérgio Menezes
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Gaber diz que autarquia precisa criar quadro pessoal próprio
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O superintendente da Riopretoprev, Gaber Lopes, apresentou ontem aos integrantes do Conselho Municipal de Previdência uma minuta de projeto de lei complementar criando 20 novos cargos na autarquia. Ele afirmou que a proposta foi apresentada ao prefeito Valdomiro Lopes (PSB). “Nós queremos colocar o assunto em discussão”, afirmou. São 10 cargos de carreira, que demandam a realização de concurso público e outros 10 funções em comissão - de livre nomeação e exoneração do superintendente da autarquia. O conselheiro Carlos Henrique de Oliveira estima que o impacto com as novas contratações possa atingir R$ 800 mil no ano.
De acordo com a proposta, são sete cargos para agente administrativo, um contador, um técnico em contabilidade e um cargo de auxiliar operacional de serviços gerais. Já entre as funções comissionadas constam um diretor superintendente, um assessor jurídico, quatro assistentes jurídicos, um assessor de gestão de recursos e investimentos, um assessor administrativo, um chefe do departamento financeiro e um chefe do departamento de benefícios.
Para Oliveira, a proposta cria na autarquia um “cabidão” de empregos. Gaber afirmou que a proposta é um “pré-projeto” que deve ser analisado pelo procurador-geral do município, Luiz Tavolaro. “A divulgação precipitada do prejudica o projeto”, afirmou Gaber, que é o atual vice-prefeito. O superintendente da Riopretoprev afirmou que a administração da autarquia é feita atualmente por apenas três funcionários próprios. Gaber disse que o restante são “emprestados” da Prefeitura. “Tenho de criar um pessoal exclusivo para trabalhar na Riopretoprev”, afirmou.
Oliveira disse que a administração da autarquia pode ser feita com a criação de mais sete funções de carreira. Ele, no entanto, não mencionou se constam na proposta do superintendente da autarquia. “No projeto de lei do superintendente não foi apresentado o impacto financeiro, porém, os conselheiros estimam um aumento da despesa da autarquia em aproximadamente R$ 800 mil durante o ano”, afirmou o conselheiro, que é vinculado ao sindicatos dos servidores públicos municipais. A minuta do projeto de lei deve ser analisado pelos integrantes do Conselho Municipal da Previdência em reunião no dia 26 de fevereiro. Gaber afirmou que caberá a Valdomiro a análise da proposta. “Já entreguei ao prefeito uma cópia do projeto”, afirmou.
Conselho apura afastamentos
A Riopretoprev gastou R$ 5,9 milhões com auxílio-doença no ano passado, entre janeiro a dezembro. O dado foi divulgado ontem durante reunião dos integrantes do Conselho Municipal de Previdência. O valor representa mais de 6% do patrimônio liquido da Riopretoprev - hoje estimado em R$ 94 milhões. Segundo o membro do grupo Carlos Henrique de Oliveira, o conselho decidiu investigar em quais circunstâncias os benefícios foram concedidos no ano passado. A apuração será feita com base em indicação feita pelo promotor de Justiça Carlos Romani.
Um dos alvos da investigação será o próprio superintendente da autarquia, Gaber Lopes. O conselho vai apurar ainda se houve alguma falha na concessão dos auxílios-doenças. A maioria dos afastamentos é feita com base em atestados médicos envolvendo doenças como “estresse” ou “depressão.” De acordo com Gaber, as doenças são subjetivas, o que pode dar margem a possíveis irregularidades. “Assim, foi aprovado a orientação para que o Conselho Fiscal inicie imediatamente a apuração do comportamento do superintendente durante o último período”, afirmou Oliveira.
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COMENTÁRIOS
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Roberto Carlos Martins
postado em
30/01/2010
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O que será de nós? Mais um cabidão. Se vivem reclamando que a RIOPRETOPREV não terá como cobrir os benefícios a médio prazo, qual a razão de criar cargos comissionados em um uma autarquia? Primeiro, o passivo do Município deve ser honrado com a autarquia, que, criada em um dia passou a pagar benefícios no dia seguinte a quem nunca havia contribuído. A meu ver, este cálculo deveria ter sido feito e transferido a ela, mesmo que a médio prazo, todo o valor devido. Portanto, transferência de recurso para a RIOPRETOPREV não é mais que obrigação do município, até o limite de seu débito. Sergundo que, criar cargo comissionado em autarquia que é uma descentralização de serviços públicos, ou seja, não tem nenhuma atribuição política, é fazer letra morta a constituição federal e debochar da cara dos contribuintes. Chega disso e esperamos que a sociedade se mobilize, pois a vereança tá prontinha pra aprovar. Dá vergonha.
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