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Fundo perdido
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São José do Rio Preto, 30 de Janeiro, 2010 - 1:30
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Estado libera R$ 3,5 milhões para obras de emergência
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Sérgio Menezes
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Valdomiro e Aloysio, com o especialista Kokei Uehara, vistoriam estrago na rua Abraão Thomé
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O secretário chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes, anunciou ontem a liberação de R$ 3,5 milhões - a fundo perdido - à Prefeitura de Rio Preto para obras emergenciais devido aos estragos provocados pela enchente do último dia 18 de janeiro. Aloysio, pré-candidato ao governo do Estado, disse que o dinheiro servirá para a “cidade voltar à normalidade.”
O prefeito Valdomiro Lopes (PSB) afirmou que os recursos serão investidos em obras consideradas por ele emergenciais, como a recuperação dos canteiros das avenidas Alberto Andaló e Bady Bassitt, além da recuperação das travessias das ruas Abraão Tomé e Roberto Simonsen. Aloysio disse ainda que o governador José Serra (PSDB) autorizou a Nossa Caixa Desenvolvimento abrir financiamento para o município visando a reconstrução da cidade. “Vamos iniciar essas obras já a partir da próxima segunda-feira”, afirmou o prefeito.
Aloysio afirmou que os R$ 3,5 milhões já estão liberados na Secretaria estadual de Planejamento. “Caberá ao prefeito e seus técnicos definirem em quais intervenções serão aplicados os recursos. A Prefeitura precisa definir a destinação do recurso junto ao Planejamento”, disse o secretário. De acordo com Aloysio, novos repasses de recursos podem ser repassados a Rio Preto. Ele não fechou as portas, mas antes de fazer o anúncio do valor do “socorro” ao município, afirmou que as chuvas castigam diversas cidades do Estado citando, inclusive, as sucessivas enchentes registradas na cidade de São Paulo.
O secretário chefe da Casa Civil afirmou também que o governo estadual ajuda outros municípios da região de Rio Preto. Ele, porém, não mencionou quais municípios e os valores que serão liberados. Ao lado de Valdomiro, o braço direito do governador José Serra passou pelas avenidas Alberto Andaló e Bady Bassitt e vistoriou a ponte de acesso à rua Abraão Thomé, que ruiu com a força das águas. Só com as pontes, a previsão da administração é que serão gastos R$ 6 milhões.
Aloysio alertou sobre a necessidade de cuidados em relação ao cumprimento da lei de zoneamento, que foi retalhada pelos vereadores aos longos dos anos. Diversos vereadores, como o presidente do Legislativo, Jorge Menezes (DEM), estavam ontem na divulgação do valor da verba divulgada pelo representante do governo do Estado.
PAC
Valdomiro não quis analisar se o valor liberado seria “pouco.” Aliado do governo do Estado, ele apenas agradeceu a verba. “É um bom valor”, afirmou. O prefeito vai tentar agora incluir Rio Preto no braço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinado aos municípios atingidos pelas enchentes. Valdomiro afirmou que ainda não recebeu nenhuma garantia da liberação de recursos por parte do governo federal para ajudar na reconstrução da cidade.
O prefeito esteve em Brasília e São Paulo onde entregou uma série de projetos de obras necessárias no município. O secretário de Obras, José Carlos Calças, afirmou que serão necessárias na cidade ao menos “18 intervenções críticas.” A Prefeitura divulgou que o valor dos estragos atinjam R$ 44 milhões. “Os valores corretos ainda estão sendo calculados”, disse.
Uma das intervenções analisadas pela Prefeitura é a situação dos canais subterrâneos das avenidas Alberto Andaló e Bady Bassitt. Na última terça-feira, o secretário de Obras percorreu toda a tubulação da avenida Bady Bassitt. “Usamos máscaras e botas. Contratamos uma empresa para fazer a avaliação dessas estruturas”, afirmou Calças, que fará a mesma vistoria na Andaló na próxima semana. “A empresa nos apresentará um laudo sobre o que devemos fazer”.
Valdomiro chegou a cogitar ontem a necessidade de reconstruir os canais das duas avenidas. Ele, no entanto, afirmou que a Prefeitura não possui recursos próprios para fazer esse tipo de obra. “Isso custaria muito caro. A Prefeitura não tem esses recursos”, afirmou. Além de Aloysio, o especialista em enchentes Kokei Uehara, da USP, esteve em Rio Preto para estudar soluções para o problema.
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