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São José do Rio Preto, 5 de Janeiro, 2010 - 0:17
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Turismo enterra projeto do Trem Caipira
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Sérgio Menezes
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Trem está encostado desde 2007: 1º, ficou ao lado da Rodoviária; agora na garagem
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O Ministério do Turismo encerrou o contrato do Trem Caipira que tinha com a Prefeitura de Rio Preto. Com a decisão, o prefeito Valdomiro Lopes (PSB) poderá ter de devolver à União os R$ 780 mil que já foram liberados para a compra do veículo motriz e vagão. A Prefeitura entrou com uma contrapartida de R$ 156 mil para a compra do trem, o que totaliza R$ 936 mil
A decisão de não renovar o contrato, que venceu em 31 de dezembro, foi confirmada ontem à tarde pela assessoria de comunicação do ministério. Em nota oficial, a pasta diz que “a documentação exigida sobre o Trem Caipira não foi entregue, desta maneira o contrato foi encerrado.” Não foi informado, porém, qual era a documentação exigida que não foi apresentada pela Prefeitura.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos de Arnaldo, disse que não tinha conhecimento da decisão de não renovar o contrato e que não acredita nesta possibilidade. “Não tem como este convênio não ser prorrogado. Não existe um documento oficial. Só trabalho com a prorrogação”, afirmou ele.
Arnaldo diz que entregou, “três ou quatro dias antes do Natal”, a documentação “em mãos” ao coordenador do Departamento de Infraestrutura Turística do ministério, Charles Capella de Abreu. “Tenho protocolo. Não é verdadeira essa informação de que não foi entregue. Estranho isso. Pode ser que não tenham aceito, mas foi entregue”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento disse ainda que conseguiu da América Latina Logística (ALL) o direito de usar a malha férrea um domingo por mês, por 19 anos, além das duas estações ferroviárias, de Rio Preto e Engenheiro Schmitt. “O contrato da União com a ALL é de 30 anos. Já transcorreu 11 anos. Tem mais 19 anos de concessão e foi o que me concederam. Mas o Charles fala que tem de ser de 20 anos. Como vão dar algo que não tem?”, questiona. Charles Capella de Abreu foi procurado ontem por telefone no ministério, mas a informação é que estava viajando.
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Edvaldo Santos
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Carlos de Arnaldo diz não acreditar que convênio será encerrado
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Arnaldo ficou ainda irritado em não ter sido comunicado da decisão. “Não recebi nada oficialmente. Acho que a primeira pessoa a ser comunicada era eu ou o prefeito, por fax, de algum jeito. Estranho isso, informar primeiro você (imprensa). Fizemos o possível, mas estão querendo o impossível.”
O secretário chegou a dizer que o Ministério do Turismo estaria “jogando contra” o projeto. “A União é nossa parceira. Deveria fazer de tudo para viabilizar. Qual o interesse público em não renovar? Conseguimos o mais difícil, que era a cessão da malha e das estações. Um convênio dessa magnitude não pode ser rescindo dessa maneira”, disse ele, que culpou a administração passada pelo imbróglio envolvendo o trem. “Recebemos o projeto só com a locomotiva comprada. Mais nada.”
Após a afirmação de Arnaldo de que entregou em mãos a documentação no ministério, a reportagem voltou a entrar em contato com a assessoria da pasta. A chefe do departamento de comunicação, Fernanda Lambach, reafirmou que a documentação exigida não foi apresentada e que o contrato foi encerrado. “A documentação (entregue) não é adequada. Isso está escrito no protocolo. O ministério ficou esperando a documentação suplementar. Ficou faltando. Então, a rigor, a gente disse que não entregou porque o que entregou não era para entregar”, afirmou ela.
O projeto foi iniciado em 2007 pelo ex-prefeito Edinho Araújo (PMDB), que chegou a fazer um passeio inaugural do trem. Além dos 936 mil já investidos no trem, que está parado na garagem municipal, outros R$ 819 mil estavam reservados para a reforma das estações e implantação de um contorno ferroviário, sendo que R$ 136,5 mil eram contrapartida da Prefeitura.
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COMENTÁRIOS
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Maryah Cydah Abrantes Martiniano Ferreira
postado em
06/01/2010
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Com tantos projetos para serem desenvolvidos no município, imperaram o dinheiro do povo no “TREM CAIPIRA” que o desuso se encarregara de transformá-lo em sucata. Dinheiro que poderia ter sido usado para comprar um aparelho de tomografia para Santa Casa que dispõe de apenas (01) para atender a população que espera quase um ano para fazer o exame. Espero que a prefeitura seja obrigada a devolver o dinheiro com juros para o Ministério do Turismo. O João Paulo Rillo não deve intervir para livrar a cara dos responsáveis por esse fiasco. Rio Preto tem um histórico com “trens encalhados”. O azul com vagões luxuosos que levaria os rio-pretenses para a capital. Cadê o trem?
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tanios kopti
postado em
05/01/2010
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Enquanto os nossos "dignissimos" puliticos não se conscientizarem de que devem cuidar com esmero do dinheiro público, dará o que deu.
Primeiramente, pensam que podem empurrar com a barriga e depois tudo se dá um jeitinho. ISTO É TÍPICO DE PESSOAS MAL QUALIFICADAS PARA GERENCIAR O DINHEIRO PÚBLICO.
ademais, o "perfeito" está preocupado mais com as suas viagens do que administrar a cidade.
Chega-se ao desplante de anunciar 5.000 m2 de novo asfalto, por dia ( vide os out-doors ).
Onde??? Só se fôr em Pasargada. Lá sou amigo rei.
Por outro lada, a "camara dos fantasmas" está mais atenta em adquirir novos veiculos, novos computadores, novas televisões, etc... do que fiscalizar o nosso dinheiro.
Por mais que opinemos, a situação continuará a mesma.
O povo brasileiro só sai às ruas para tres coisas: FUTEBOL, CARNAVAL E PARADA GAY - vide a última em São Paulo - 4.000.000 de pessoas.
Haja boiola!!!!!
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Rodrigo da Cunha
postado em
05/01/2010
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O Edinho Araújo e o seu séquito de puxas acabaram no final das contas por serem os únicos felizardos a realizarem uma ÚNICA viagem inaugural deste grande fiasco. Saiu baratinho, a 1 milhão de Reais, se dividirmos o montante entre os que participaram do passeio, algo em torno de vinte pessoas, esta brincadeira saiu pela bagatela de R$ 50.000 POR PESSOA, o único passeio do fiasco caipira.
Como é bom brincar com o dinheiro público né? Esbanjar ele a vontade, jogar pro alto, fingir que está nadando nele, rasgar. É do povo mesmo.
O governo do Valdomiro Lopes recebeu essa manga de presente da administração passada e claro, como todo projeto natimorto, não houve muito o que fazer. Espero tão somente que dêem os nomes certos aos verdadeiros responsáveis por este fracasso, preservando a imagem do atual prefeito, por uma questão de justiça e bom senso.
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