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São José do Rio Preto, 17 de Dezembro, 2009 - 0:10
Rodrigo Garcia se esquiva do caso Menezes

Rodrigo Lima e Jocelito Paganelli

Guilherme Baffi
Por meio de assessor, deputado Rodrigo Garcia declarou que vereador deve responder por seus atos
O deputado licenciado Rodrigo Garcia, presidente do diretório do DEM em Rio Preto, se esquivou ontem de explicar sua posição sobre a iniciativa do presidente da Câmara, Jorge Menezes (DEM), de ingressar com ação contra o Diário. Por meio do seu assessor Ruy Sampaio, o deputado afirmou que Menezes “não teve respaldo do partido” para tentar retirar do portal Diarioweb a paródia intitulada “Trem da Alegria: Jorge Menezes propõe a criação de mais nove cargos.”

Rodrigo afirmou ainda que o episódio é “ uma questão pessoal do vereador.” “É ele (Menezes) que deve responder por seus atos”, disse por intermédio do assessor. O pedido de Menezes, formulado pelo advogado Marco Venâncio de Melo (filho do assessor de imprensa da Câmara, Venâncio de Melo), foi negado pelo juiz da 1ª Vara Cível, Lavínio Donizete Paschoalão, que considerou como “intolerável censura” a retirada da paródia da internet. O presidente já ingressou com recurso para tentar conseguir a liminar no Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.

O diretório do DEM na cidade instituiu uma espécie de lei da mordaça aos seus representantes em relação a comentários negativos envolvendo decisões políticas e administrativas de Menezes. O coordenador da legenda no município e secretário de Agricultura, Moacyr Seródio, afirmou que o prefeito Valdomiro Lopes (PSB) lhe pediu para evitar críticas contra o presidente do Legislativo. A medida teria como objetivo evitar mal-estar não só entre o Democratas, mas também entre Menezes e o quarto andar da Prefeitura. Por isso, Moacyr evitou emitir sua opinião sobre a iniciativa de Menezes.

Na avaliação interna, no entanto, é de que a legenda acaba absolvendo um desgaste provocado pelo presidente da Casa, mesmo que indiretamente. O Diário apurou ainda que na avaliação de representantes do partido, a investida de Menezes contra a imprensa é fruto de uma “aventura isolada.” “Ele (Menezes) tem de entender que sempre que o seu nome é colocado no jornal negativamente está acompanhado do nome do partido”, afirmou um integrante da sigla, que pediu para não ser identificado.

Menezes já havia reclamado de manifestações ou críticas públicas da sua administração no Legislativo, disparadas pelo secretário da Agricultura, como ocorreu na briga do presidente da Casa com Dinho Alahmar (PSB), no gabinete de Valdomiro. Por isso, para evitar que o problema chegasse às portas do gabinete do prefeito, Moacyr foi “aconselhado” a “esquecer” Menezes.

“Para ser presidente da Câmara, ele precisou da ajuda não apenas do deputado, mas de pessoas do partido. Ele (Menezes) nos pediu e trabalhamos para que ele fosse o presidente da Câmara”, disse um dos principais interlocutores do DEM na cidade. O diretor de comunicação da Câmara, Roberto Lofrano, afirmou que Menezes não se manifestaria sobre o caso. “É um assunto tratado no partido e não por ele (Menezes)”, disse Lofrano. Valdomiro, que também preferiu se calar, negou que tenha proibido Seródio de criticar Menezes.

Guilherme Baffi
Jorge Menezes não teve respaldo do partido para entrar com ação contra o Diário
Presidente não tem apoio

Sem apoio dos colegas da Mesa Diretora para apresentar o projeto de lei que cria novos cargos comissionados na Câmara, o presidente Jorge Menezes (DEM) enfrentará um problema ao final do recesso legislativo, marcado para 31 de janeiro: na mesma data termina o contrato com empresa Suport, responsável pelos motoristas terceirizados.

Se cumprir a ameaça que fez no início deste mês durante uma sessão, Menezes não renovará o contrato e a Câmara ficará com apenas três motoristas concursados. Hoje, somados efetivos e terceirizados, o legislativo tem 10 motoristas à disposição dos 17 vereadores. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou irregularidades na manutenção dos terceirizados.

A Câmara possui 10 cargos vagos de motoristas em sua estrutura funcional para serem preenchidos por meio de concursos público. No entanto, Menezes optou pela contratação de comissionados. A iniciativa do presidente não prosperou, já que apenas o vereador Nilson Silva (PSDB), membro da Mesa Diretora, assinou a projeto.

Os demais membros - Oscarzinho Pimentel (PPS), Antonio Carlos Parise (PTB) e Jorge Abdanur (PSDB) - se mostraram resistentes. Oscarzinho declarou publicamente que é contra a criação de novos cargos comissionados ligados à presidência. Parise e Abdanur alegaram falta de subsídios que comprovem a legalidade do projeto e preferiram não apoiar Menezes, que acabou engavetando a proposta. “Pelo impasse gerado, esse (a gaveta) é o melhor caminho”, afirmou Abdanur.

O tucano disse ainda que Menezes não tomou a iniciativa de marcar nova reunião com os membros da Mesa Diretora para debater o projeto, já que o primeiro encontro foi adiado devido à ausência de Parise e Oscarzinho. A reportagem apurou que, ontem pela manhã, Menezes e os motoristas terceirizados se reuniram. Na ocasião, o presidente afirmou ter desistido da apresentação do projeto.

Os motoristas estavam na expectativa de ser aproveitados nos novos cargos comissionados após o término do contrato entre a empresa Suport e a Câmara de Rio Preto. Na semana passada, o presidente chegou a ameaçar demitir assessores e diretores “apadrinhados” de vereadores, caso não conseguisse as três assinaturas necessárias para apresentar o projeto. As vagas seriam ocupadas pelos motoristas.

Clique aqui e assista agora o Vídeoque Piada sobre o projeto do “Trem da Alegria”

 
     
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