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Disputa ao governo
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São José do Rio Preto, 6 de Dezembro, 2009 - 0:08
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Maluf aposta em Aloysio e cita Alckmin como ‘perdedor’
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Thomaz Vita Neto
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Paulo Maluf quer transferir seu eleitorado a Celso Russomano no embate ao governo paulista
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O ex-governador Paulo Maluf (PP) aposta que o candidato do PSDB ao governo do Estado na eleição de 2010 será o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes. Em visita ao Diário, ontem, ele afirmou que o secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSDB), carrega um “retrospecto de perdedor de eleição”, sendo que a última foi a disputa para a Prefeitura de São Paulo.
Maluf estava acompanhado do pré-candidato do PP à sucessão do Palácio dos Bandeirantes, deputado federal Celso Russomano. “Acho que o Aloysio (será o candidato) por ser novo; tem uma figura parecida com a do Celso. Ele (Aloysio) tem mais chance de ser governador do que o Alckmin. Se eu tivesse de escolher alguém para (o Russomano) enfrentar, escolheria o Alckmin porque o Celso Russomano teria mais chances de ser o governador”, afirmou Maluf.
“Ele (Aloysio) tem o apoio do Serra. E quando o governador dá o apoio, ele vai até o final. Já viram isso com o Kassab (prefeito de São Paulo)”, afirmou Russomano. Para Maluf, as pesquisas não servem de parâmetro para definição de uma candidatura. E afirmou que atualmente Alckmin está na dianteira devido a maior recall de eleições anteriores. O cacique do PP não poupou o PT, ao acusar o partido do presidente Luíz Inácio Lula da Silva de estar “inventando” a candidatura de Ciro Gomes ao governo de São Paulo.
Maluf afirmou que tentará a reeleição para a Câmara dos Deputados em Brasília. Ele disse que não é questão de “covardia” de disputar um novo pleito, mas uma forma de oxigenar a legenda. “Não vou viver 200 anos. Estou com 78 anos. Se tem alguém mais jovem, competente, é do partido e foi bem votado porque você acha que eu devo ir e não devo ceder para o Celso Russomano. E o dia que eu morrer, espero que seja daqui 50 anos, ele vai herdar o meu espólio eleitoral”, disse.
Ocultação de corpos
O ex-governador rebateu a acusação de que seria um dos responsáveis pela ocultação de corpos de presos políticos presos durante a época da ditadura. Questionado pelo Diário se presenciou algum ato de brutalidade durante o regime, Maluf afirmou: “depois de 40 anos. Fui o mais democrata dos prefeitos e governadores. Tanto é que se você pode me fazer essa pergunta, é porque quem foi candidato contra o regime militar foi sempre Paulo Maluf. Estabeleci a democracia no País, com o Tancredo Neves.”
Maluf disse que a ação proposta pela Procuradoria Geral da República é “mentirosa”, “vazia” e “infundada.” “Qual é o interesse oculto dessa denúncia 40 anos depois?”, questionou. “Tenho 42 anos de vida pública sem uma condenação penal.” O ex-governador atribui o suposto interesse oculto a realização de eleição do próximo ano.
Polêmica
O ex-governador comentou ainda sobre o projeto de lei que prevê punir quem ajuíza ação civil pública, popular e de improbidade sem provas. Ele negou que a proposta tenha como objetivo inibir, por exemplo, a atuação do Ministério Público. “Na hora que o juiz inocenta, o juiz pode julgar se a ação não teve base. O Ministério Público não pode ser contra o meu projeto de lei. A não ser que não confia na Justiça”, afirmou Maluf. “A prova tem de ser cabal. O projeto vai inibir a sacanagem”, disse.
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Guilherme Baffi
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Encontro marcou pré-candidatura de Paulo Pauléra a deputado
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Cacique minimiza isolamento do PP em 2010
“Quem, como eu, teve 700 mil votos não está isolado. Tenho ao meu lado o povo.” A declaração foi feita pelo ex-governador Paulo Maluf (PP) na tentativa de contornar o isolamento do partido à sucessão do governador José Serra (PSDB), nas eleições 2010. “Quem está comigo é o povão, que está vendo aqueles que foram para o governo e não fizeram nada. Sem querer criticar ninguém, eu sei que trabalhei”, disse ontem em encontro partidário, realizado em Rio Preto.
A convenção regional, que aconteceu na Associação Comercial e Industrial de Rio Preto (Acirp), marcou o lançamento da pré-candidatura a deputado estadual de Paulo Pauléra (PP), atual secretário de Serviços Gerais, da Prefeitura. O partido confirmou ainda o deputado federal Celso Russomano (PP) com o pré-candidato ao governo do Estado. “Houve um entendimento dentro do partido. Queremos o resgate da cidadania no Estado”, afirmou Russomano.
O deputado federal Vadão Gomes (PP) também participou da reunião. No auditório da Acirp haviam vereadores de Rio Preto e região, inclusive de outras legendas e presidentes de outros partidos, como Jorge Abdanur (PSDB) e Marcelo Figueiredo (PMDB). O ex-governador imputou a si a obra de construção do aeroporto de Rio Preto. “Sei que o Paulo Maluf veio para Rio Preto de avião. Eu sei que eu fiz a pista com suficiente asfalto para receber avião a jato no aeroporto de Rio Preto. Sei que as primeiras linhas de avião ‘foi’ o Maluf que fez”, afirmou arrancando aplausos de correligionários de toda a região.
Ao ser questionado pela imprensa sobre o governo Lula, Maluf afirmou que o presidente petista foi uma “surpresa agradável.” “Quando se elegeu, ele era o sapo barbudo, como dizia o Brizola. Ele era o Fidel Castro brasileiro. O Lula veio daquela esquerda raivosa e venho para o centro e até à direita”, disse. “Quando vejo o Lula defendendo os juros altos, eu, Paulo Maluf, me sinto comunista. Estou à esquerda dele. Ele viu que governo é uma coisa e campanha eleitoral é outra.”
Candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, o ex-governador evitou comentar se é eleitor da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ou de Serra na disputa pela presidência da República. “Sou um homem de partido. Por tudo que está acontecendo em Brasília muita água vai passar em cima da ponte. Os candidatos estão colocados e o partido vendo com quem podemos caminhar”, disse.
O cacique do PP afirmou que irá aguardar um posicionamento da direção nacional da legenda para declarar o seu voto. Ontem, ele se colocou fora da base do governo Lula. “Sou da base do Brasil”, afirmou ao lembrar que também vota contra o governo. “Assinei a CPI do MST. O ministro me pediu para retirar a assinatura da abertura da investigação, mas a mantive.”
Queda
Pela amanhã, após entrevista coletiva, em frente ao prédio da Acirp, Maluf tropeçou na escada, foi ao chão e precisou ser amparado por assessores e partidários para se levantar. “Me machuquei. O último degrau sempre é mais alto”, afirmou.
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COMENTÁRIOS
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Bruno Rafael
postado em
06/12/2009
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Poxa vida que seleção esse PP hein, maluf, paulera, Gerson Furquim, Vadão e cia, Deus me livre tem partido ruim mas esse ai.
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