|
|
|
|
|
›
Entrevista
|
|
São José do Rio Preto, 31 de Agosto, 2010 - 1:46
|
|
Marcelo radicaliza discurso de olho no voto
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Lézio Júnior/ Editoria de arte
|
|
|
|
O candidato ao Senado Marcelo Henrique (Psol), de Rio Preto, parte para o ataque contra os atuais senadores de São Paulo : Romeu Tuma (PTB) e Aloizio Mercadante (PT). Para Marcelo, os dois não fizeram nada para o Estado que os credenciem a ser reeleitos. “Nós não temos desses dois senadores nenhum trabalho que mudou as vidas das pessoas na área da saúde e educação para buscar a diminuição a desigualdade social.” Com apenas 2% das intenções de votos, o rio-pretense radicaliza o discurso contra tudo e todos para ser o primeiro senador do Psol em São Paulo. Veja íntegra da entrevista:
Diário da Região - Como uma cidade como Rio Preto pode se beneficiar do mandato de senador?
Marcelo Henrique - Não só São José do Rio Preto, mas o Estado de São Paulo depende de um senador que tenha autonomia para colocar suas propostas e defender os interesses do povo. A nossa candidatura tem como fundamento as propostas do partido, do qual estou filiado, que é o Psol, para que possamos apresentar algo de novo na velha política em relação a aqueles que já estão ocupando os cargos de senador. A nossa candidatura por Rio Preto é um sinal que o partido no Estado reconhece o trabalho que fazemos aqui na região.
Diário - Como o senhor poderá ser útil ao Senado?
Marcelo - Pela Constituição Federal temos algumas atribuições, como definir o orçamento da União. Sem contar a atribuição normal de legislar, além de apresentar projetos de lei no Congresso Nacional. O que efetivamente fazemos, o deputado federal Ivan Valente (Psol) instituiu uma CPI da Dívida Pública, em 2009, foi quando constatou que 35% do orçamento da União são gastos com pagamentos com juros da dívida pública interna e externa. Na saúde não foram aplicados sequer 5%. E na educação 2,88%. Precisamos denunciar isso. Quem são os beneficiários dos juros? São os banqueiros nacionais e internacionais que se beneficiam. São pessoas que financiam as campanhas dos candidatos aos cargos eletivos. Por isso, temos de ter um senador do Psol com autonomia e liberdade para trazer isso a público. A grande mídia também participa desse jogo e não divulga essas informações. Entendo que um senador tem de ter um financiamento público (de campanha). A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) agora já tem defendido isso.
Diário - Mas para isso será necessária uma Reforma Política?
Marcelo - Reforma política com a melhor distribuição onde vamos ter melhor o tempo de exposição de televisão e rádio. Só que para isso temos de enfrentar a velha política, aqueles que lá já estão. Hoje estamos assistindo candidatos de grandes legendas dizendo que vão moralizar o partido e lá já tiveram seus representantes e não fizeram. Só que eles continuam à frente na pesquisa porque tem grande espaço na grande mídia e imprensa. Esse tipo de enfrentamento só um partido de esquerda e com isenção é que vai poder falar.
Diário - Qual é a sua avaliação do trabalho dos atuais senadores?
Marcelo - Temos um (Romeu Tuma) que está indo para reeleição que não diz que está buscando reeleição na propaganda porque não fez. Tem o outro (Mercadante) que está disputando a eleição de governador. Nós não temos efetivamente desses dois senadores nenhum trabalho que mudou as vidas das pessoas na área da saúde e educação para buscar a diminuição a desigualdade social.
Diário - O senhor diz que não fizeram nada em oito anos?
Marcelo - Não posso dizer. A imprensa já nos coloca como radicais...
Diário - O senhor está sendo incisivo...
Marcelo - Eles não estão apresentando. O próprio Tuma está falando em segurança e o que vai fazer. Mas o que ele fez? Nesta questão dos juros o Tuma e Mercadante não fazem denúncia disso.
Diário - Nessa eleição o Psol “perdeu” a Heloísa Helena que não participa da campanha em nível nacional e no Estado de São Paulo. Qual é o prejuízo para o Psol? O senhor pretende usá-la na propaganda?
Marcelo - Nós temos tão pouco tempo. Ela (Heloísa) está participando onde é candidata em Alagoas. Nós criamos novas lideranças, o próprio deputado federal Ivan Valente, que é reconhecido na grande Capital. É um diferencial. Vejo assim, Heloísa Helena teve o seu papel, da mesma forma que Marcelo Henrique hoje se coloca ao candidato ao Senado. São novas lideranças que estão surgindo. Da mesma forma o Paulo Búfalo como candidato ao governo do Estado. O próprio Plínio (Arruda Sampaio) que embora tenha história longa é a primeira candidatura à presidência. Nós tivemos com essas lideranças a unificação do partido em prol das dificuldades estruturais.
Diário - O que o credenciou dentro do Psol para a disputa da eleição ao Senado?
Marcelo - Nós temos um trabalho antigo do Psol. Fui um dos primeiros a me filiar. Éramos seis filiados ao partido em 2005. Na primeira eleição do partido fui escolhido pelo Psol na região para disputar como deputado federal. Sou o terceiro suplente do Ivan Valente em uma chapa com mais de 30 candidatos. Nós elegemos o primeiro vereador em Rio Preto e, além disso, elegemos um vereador em Mirassol, que é o Emílio. Depois disso tivemos participação maior na gestão do Estado. Nós criamos com o trabalho dos movimentos sociais e sindicais um fortalecimento interno do partido e indicar uma candidatura ao Senado. Outros segmentos do partido apresentaram nomes e o nosso foi o vencedor.
Diário - Nós vemos candidatos dos outros partidos recebendo apoio de prefeitos e de peso, como do presidente Lula. É muito desigual essa disputa?
Marcelo - É muito desigual. Primeiro não podemos desistir. Aproveitar espaços como esse que vocês estão nos concedendo e ter coragem. Ter propostas e mesmo aquelas que o eleitorado não queira ouvir. Hoje temos o consumismo como status da sociedade. As pessoas acreditam que estão felizes porque podem pagar planos de saúde. Se esquecem que o plano de saúde é resultado da ineficiência do Serviço Único de Saúde (SUS). Isso acontece porque os governantes querem transferir isso para a iniciativa privada, que recebe esse dinheiro e faz o financiamento das campanhas. De outro lado a grande mídia se beneficia porque são os anunciantes. Isso só dentro de um serviço público dentro da área de saúde. Esse serviço do SUS tem de passar por melhorias. As pessoas não querem ouvir isso porque estão bem e ter plano de saúde eleva o seu status social. Esse senso para superar é difícil, mas não podemos desistir. Quando o Plínio coloca que temos de estabelecer um limite de propriedade rural todo mundo diz que somos radicais. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vem dizendo isso há anos, mas os bispos não são radicais. O Psol é radical. Estamos buscando diminuir a desigualdade social, que não será feita com os políticos que estão aí. Não. Para eles fica muito fácil em campanhas eleitorais apresentar por meio dos governos, vereadores e lideranças que, de uma certa forma, se deixam levar por dinheiro ou por favores para se beneficiar nas suas campanhas. Todo mundo está vendo isso, porém, continuam votando nessas pessoas. Essa é a consciência dos eleitores que estamos buscando. Quando vai acontecer não sabemos. O povo tem opção. Opção existe, o Psol está lá. É o nosso slogan de campanha.
Diário - A compra de voto é uma realidade?
Marcelo - É uma realidade infelizmente. Não é só na periferia. Acontece na classe média por conta da troca de votos por favores continua sendo grande. Temos uma parcela da sociedade que é a formadora de opinião, com consciência disso, que deve ter coragem para informar as pessoas. Essa parcela está distante da política. Essa sensação capitalista fazem as pessoas sentirem uma situação favorável.
Diário - Mas é uma situação real?
Marcelo - As pessoas no trânsito estão estressadas porque o dia tornou-se curto, porque têm de produzir mais para pagar escola e plano de saúde. Sendo que isso tudo ele paga nos seus tributos para ter um serviço de qualidade. O consumismo com o capitalismo e a grande mídia criou diferenciação nas classes sociais. Por exemplo, se você for no Santander no Centro de Rio Preto, no primeiro andar terá o atendimento de todas as pessoas em geral. No segundo aqueles com melhor condição financeira. Um tratamento diferenciado na mesma agência. É a força do capital que está separando as pessoas. Até que ponto nós vamos ter isso? E quem vai falar mal do Santander? Sequer vai publicar o nome do banco. Porque existe o anúncio e a dependência dos meios de comunicação de que essas instituições tem maior potencial de pagamento. As empresas de comunicação visam lucro. As empresas de rádio e televisão trabalham visando o lucro. São essas questões do capital que não tem jeito. Essa crise não repercutiu ainda porque as pessoas vivem em uma ilusão que está tudo bem. E dentro dessa ilusão vamos ter a eleição do candidato indicado pelo governo.
Diário - Qual é a sua avaliação da imagem do Senado? Ainda mais que as pessoas desconhecem a figura do senador?
Marcelo - Temos um trabalho partidário. A Datafolha me indicou com 2%, o que representa 500 mil votos. Isso é o resultado da postura de um partido. Temos condições de ter pessoas querendo fazer. A imagem do Senado é muito ruim. O Psol colocou isso no “Fora Renan” e “Fora Sarney”. Nós sempre estamos combatendo os casos de corrupção. Temos de fazer mais, como alguém com coragem e condições com isenção. Não tenho vínculo com nenhum grupo empresarial. A minha profissional é em defesa dos trabalhadores contra as grandes companhias de seguro. Não tenho o que esconder de ninguém.
Diário - Qual é a chance do Plínio vencer a eleição?
Marcelo - Os meios de comunicação publicam o desempenho dos candidatos em pesquisas eleitorais. O Diário da Região publicou na eleição de prefeito que o Marcelo Henrique tinha 0%, em sétimo lugar. O resultado da eleição, o único que mudou fui eu, para quinto colocado. Nós do Psol sempre ficamos na dúvida. Como isso aconteceu? É porque falamos contra o capital. Nós falamos no partido que o Plínio só vai aparecer quando ele estiver com 4% a 6% nas pesquisas. O veículo de comunicação tem responsabilidade muito grande porque tornou-se muito forte dentro do sistema político brasileiro.
Diário - Percebemos o desconhecimento do eleitor sobre a possibilidade de votar em dois candidatos?
Marcelo - Temos uma candidatura que temos de convencer pelas propostas e não marketing. Temos material gráfico que informa aos eleitores que são dois votos para o Senado. Que seja no primeiro ou segundo voto, no Marcelo Henrique. Vamos fazer um material específico para Rio Preto. Sinto que o eleitor tem vontade de votar em candidato da cidade. As pessoas não sabem que Marcelo Henrique foi candidato a prefeito. Muitas pessoas acham que sou candidato a deputado estadual ou federal. Temos objetivo de eleger os companheiros a deputado. O Pedro Roberto com baixa votação pode ser eleito.
Diário - Como é o trabalho do engajamento da militância do Psol que não é paga?
Marcelo - O resultado está aí no Datafolha. É o resultado do trabalho partidário. Tem o poder de multiplicação da militância e passar o que foi debatido no partido.
Diário - Vemos que a propaganda eleitoral do Psol também chama a atenção? O partido tende a crescer quanto no Estado?
Marcelo - Vamos ter uma firmação do partido na sociedade. Essa é a segunda eleição geral do partido. Nós vamos ter crescimento muito grande considerando a dificuldade de recursos. Eu não tenho ainda material gráfico da minha campanha. Sou o primeiro candidato ao Senado pelo Psol no Estado, por São José do Rio Preto. Estamos marcando a história.
Diário - Por que o eleitor deve votar no senhor?
Marcelo - O eleitor coerente vai buscar algo que seja novo na política, que tenha coragem de enfrentamento e seja de Rio Preto. Está envolvido nos movimentos sociais, envolvido nos movimentos sociais, que teve crescimento no partido e pode representar a região no Estado. Essas atribuições que conquistei em razão da minha vida posso representar o interior do Estado de São Paulo. O caipira é Marcelo Henrique, de Rio Preto.
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
|
|
|
|
|
|
|
OPINE SOBRE ESTA MATÉRIA
|
|
|
|
Não sou cadastrado |
Clique aqui
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
COMENTÁRIOS
|
1 de 2  |
|
|
|
tanios kopti
postado em
07/09/2010
|
Voltaire, num de seus escritos disse sobre povo e governo:- O governo que permitir que o povo aprenda a pensar, esse será um governo deposto. Pensar em comida, em futebol, em cerveja, em prestações a perder de vista, todos sabemos. . Pensar no que seja liberdade, independencia, a propósito do dia de hoje, democracia, não nos foi ensinado e nem mesmo queremos aprender. A nós nos basta o engodo das compras a prestação, as telessenas da vida, as megassenas da vida, toda sorte de iscas com as quais os espertalhões camuflam a fisga dos anzóis. Os peixes, nós, já apodrecemos moralmente há muito tempo. Não nos indignamos mais, não nos deixamos atingir por sermos iguais. Em física, iguais se repelem. Na conduta humana, os iguais se atraem. Então, havendo tantos atraídos por essa sujeira toda, só nos resta uma conclusão. Somos iguais a eles. Não somos nada diferentes. E não há pregador que mude o comportamento desse rebanho, não há pastor que consiga tirar essas ovelhas do buraco! Foi dito que a ovelha conhece a voz do pastor. A voz que conhecemos é a do imediatismo, da vantagem e do nos darmos bem! Somos brasileiros! E não tenho nenhum orgulho disso! Tenho tristeza.
|
|
Olavo teixeira
postado em
02/09/2010
|
O sr. Davi tem razão. Mas qual é a chacne do Dr.marcelo que é de fato um homem de bem, Sequer é conhecido na cidade, mesmo sendo candidato a prefeito sua votação foi pífia. Há que se entrar na política quando se tem um potencial. Mas quando é para aparecer a coisa se complica. vejo-o com bons olhos. Mas ser candidato a senador sigvnifica que tanto ele como PSOl estão a perigo. Não tem a menor chance não só pelo seu potencial,mas pelo partido ser inexpressivo0. Tb acho que estão faqzendo das tripas coraação para ver se elegem, o Ivan Valente. A heloisa Helena se não fosse egoista teria vindo ser candidata a deputado aki em São paulo. largou os companheiros. Estou sempre em são paulo e vejo o desespero do Ivan valente diante dessa situação. Será que eles sabem dos votos para prefeito obtidos na cidade pelo candidato a senador? Se souberem então não há duvidas de que estgão mesmo a perigo. Mas repito que elé é um integro, mas que nesse jogo está ai para as vezes tirar votos de outros que poderiam se eleger. O mesmo ocorree com relação aos candidatos de nossa cidade e região pelo PSOL tanto ná a´rea federaal como estdual. estão ai só apraa atrapalhar na tentativa de ajudar ao Ivan Valente que nunca fez e nem nunca fará nada por nossa cidade. Enfim respeito todos e aplaudo a coragem dele. Oxalá não faça um fiasco como dá última eleição e se elegesse teriamos muito ganhar. mas nesse jogo não tem chance na minha opiniÃO. Seria surpresa e boa.
|
|
Davi De Martini Junior
postado em
02/09/2010
|
Não acredito que uma candidatura possa confundir a cabeça de um eleitor, muito menos que seja uma piada. O que confunde o eleitor é ele não saber que existe outras opções para poder votar e discutir as propostas. Piada é acreditarmos que um cidadão não pode exercer um cargo público. Será que para ser eleito nesse país é necessário ser artista? Alguém se lembra no caos aéreo o que a líder das pesquisas ao senado falou? (Relaxa e ...) Vamos eleger quem bate em mulher ou reeleger alguém que já ocupou o cargo e nada fez? Ora, todos dizem que chega dos mesmos, mas na hora "H", querem os mesmos. Marcelo Henrique, parabéns pela sua candidatura, vamos renovar.
|
|
|
|
|
1 de 2  |
|
|
|
|
|
|
|
|
ENVIE PARA UM AMIGO
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|